*suspiro*
Bom, é um fato. Ontem à noite, vi os últimos dois episódios de Sex and The City que faltavam. Como diria a Maysa (a adulta, não a menina): meu mundo caiu. Para me consolar, o Marcos me deu ontem mesmo o dvd do filme. Ainda não sei se prolongar o término da nossa relação - minha e da série - é saudável, mas vou assistir, claro. P.S.: doce de abóbora com creme de leite fica uma delícia. P.P.S.: aprendendo o segundo dedo no violino! P.P.P.S.: esqueci.
Escrito por Liliane Prata às 12h43
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Duas situações, mesma constatação
Situação 1
Semana passada. Eu com uma amiga no msn.
Amiga: então, aí eu fui lá e fiz isso e isso... Eu: não acredito... Amiga: e isso e isso e isso!! Eu: chocada... eu nunca faria isso.
Pausa.
Amiga: você fez isso nessa, naquela e naquela outra ocasião. Eu: (ausente)
Situação 2
Hoje à noite, no bar com uma amiga. Falamos mil bobagens e:
Eu: eu não tenho essa bobagem de querer fazer xixi em pé. Ela: como assim! Eu adoraria fazer xixi em pé! Toda mulher adoraria! Eu: ai, pra quê, que besteira...
Depois de alguns minutos, vou ao banheiro. Volto p. da vida.
Eu: impossível usar esse banheiro nojento! Saco!
Demoro uns dez segundos para entender o olhar dela, posteriormente acompanhado por um:
Ela: seria legal fazer xixi em pé nessas horas, né. Eu: é, pode ser.
Conclusões possíveis: a) Eu falo sem pensar. b) Eu sou incoerente. c) Eu sou esquecida. d) Nenhuma das alternativas acima.
Se você marcou letra D, obrigada! Eu também acho que meus amigos são muito observadores. P.S.: assistindo devagarziiiinho o último cd da segunda temporada de Sex and the City. Ai, ai.
Escrito por Liliane Prata às 23h27
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Sobre Sex and the City (ou: um post longo e dramático)
No último natal, Marcos me deu o box completo de Sex and the City. Achei legal, agradeci, ok. Eu já tinha visto alguns episódios e lembrava vagamente que achava bem divertido, mas nada além disso. Além do mais, eu não estava muito no clima, sabe? Tinha acabado de entregar os trabalhos finais da faculdade; estava com a cabeça tomada por filosofia medieval, filosofia da ciência e filosofia antiga, as matérias que estava fazendo. Achei uma quebra, sabe, e aquele cabelo esvoaçante da Carrie na caixa rosa pink não me tocou. Beleza. Em janeiro, começamos a ver a série. Primeiro, despretensiosamente. À noite, se não tínhamos nada melhor pra fazer, lá íamos nós ligar o DVD. Às vezes, eu ria um pouco. Outras vezes, eu me irritava um pouco, principalmente com o egoísmo da Carrie. A primeira temporada acabou, me vi meio curiosa demais para ver a segunda, mas beleza, nada fora de controle.
Os dias foram se passando e ver um ou dois episódios por dia acabou virando um ritual. A gente fazia o jantar, montava um sanduíche ou pedia uma pizza e pimba, íamos ver um episódio.
Não me lembro bem quando comecei a me arrepiar de felicidade ao ouvir a musiquinha de abertura.
Na terceira temporada, se não me engano, comecei a sonhar com as personagens umas três vezes por semana, hábito do meu inconsciente que permaneceria até o fim. Na quarta, dava umas cinco horas da tarde e eu já ficava impaciente, louca para o Marcos chegar e assistirmos a um episódio. Acho que foi na quinta temporada que ameacei jogar o telefone na parede, se ele não parasse de tocar no meio do episódio. Na sexta e última, eu chorava copiosamente em cada episódio, mesmo quando não havia motivo para chorar.
Semana passada, quando vimos o último episódio, o Marcos começou a se arrepender de ter me dado o presente, porque eu não parava de chorar e ainda tive pesadelos à noite.
Fiquei mal por uns três dias. Tudo me lembrava a série. Eu me odiava por ter me apegado tanto, e odiava mais ainda o fato de a série ser finita! Por que não podiam filmar por mais, digamos 20 anos? A Miranda com 50 e poucos anos teria tiradas ótimas! O fato de o roteiro ser super amarradinho, o que me incomodava na primeira temporada, tinha passado a me agradar. De repente, as inverossimilhanças me transportavam mais rápido para outro mundo. Aquelas mulheres que, para mim, eram umas afetadas e egoístas (embora divertidas!), tinham se transformado em amigas íntimas, cheias de defeitos e qualidades (e muito divertidas!). Eu imaginava diálogos entre a gente, refletia sobre os dramas delas, criava situações na minha cabeça. Fora os sonhos, claro. Eu comecei a amar, AMAR Sex and The City, e me sentia com 15 anos de idade. Era incrível. Eu era feliz e sabia!
Bom, mas, junto com o último episódo, a felicidade acabou.
E agora, quando eu estava quase me recuperando do luto por já ter visto todos os episódios, quando eu já parava de me lembrar disso assim que a noite caía, quando meu inconsciente tinha sossegado... descubro que o terceiro disco da segunda temporada estava lacrado. Eu e o Marcos não assistimos. E só percebemos agora.
Ok, nossa distração à parte, vamos lá: o que faço agora? Ignoro e não vejo esses episódios? Deixo-os no passado, como estava até agora? Ou assisto e volto a sofrer tudo de novo?
Bem, até parece, né. Amanhã à noite, mal posso esperar: jantar e episódio. E lágrimas!
P.S.: e coriza, porque estou confinada numa interminável crise alérgica. P.P.S.: estou ligeiramente dramática, não reparem.
Escrito por Liliane Prata às 21h49
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