É parente do Mario Prata: não
Idade: 28 anos
O que faz da vida: colunista da revista Capricho, jornalista free lancer e neurótica, estudante de filosofia e apreciadora de palavras, amigos e glicose. Autora dos livros O Diário de Débora,O Diário de Débora 2 , Na Festa e Uma bebida e um amor sem gelo, por favor.
Não gosta de: pessoas andando em diagonal na minha frente.
E-Mail: liliprata@yahoo.com.br (PS:não mandem correntes)
twitter.com/lilianeprata
 


Meu ex-futuro-cão de estimação

Este é mais um episódio da série...

... transparência entre amigos, família e afins

Há mais ou menos um mês, eu propus ao Marcos que tivéssemos um cachorrinho.

Marcos: um cachorrinho?
Eu: é, você ama cachorro!
Marcos: amo mesmo. Mas cachorro é trabalhoso, você sabe, né?
Eu: gente, claro que seu sei. Mas imagina que legal, a gente chegando da rua e ele correndo em nossa direção. A gente dando banho nele, ele vendo TV com a gente, e ele ia ter um nome fofo, e...
Marcos: é, né... pode ser...
Eu: obaaaa!

Legal. Alguns dias depois, fomos a Belo Horizonte. Estávamos almoçando eu, o Marcos, minha mãe e meu irmão, bem tranquilamente, quando fui pegar não sei o quê na cozinha. De lá, ouvi o Marcos comentando:

Marcos: eu e a Lili decidimos ter um cachorro...
Meu irmão: a Lili tendo um cachorro? Não pode ser, Marcos.
Minha mãe: a Lili não é uma pessoa que tem cachorro.

Voltei para interromper a conversa, mas eles continuaram.

Meu irmão: ela não tem idéia de como se cuida de um cachorro, ela não gosta dos latidos, ela não sabe nem brincar com um cachorro, e ela nunca se lembra de dar comida...
Minha mãe: quando ela era criança, ela tinha dois passarinhos numa gaiola e não queira saber no que deu.
Meu irmão: ela já te contou o que aconteceu quando ela tentou ter um cachorro?

Felizmente, consegui interromper a conversa nessa hora. Mas já era tarde demais, claro. Agora, por causa dessa bobagem, Marcos desistiu de compartilhar um cachorro comigo.

Ainda bem que não era tarde a ponto de minha mãe comentar a mãe que ela acha que eu serei um dia.

Como é bom contar com o voto de confiança da nossa família!

P.S.: para quem gosta de filosofia: a última edição da revista Conhecimento Prático Filosofia, da editora Escala, tem uma matéria minha sobre o filósofo brasileiro Cruz Costa ;-)
P.P.S.: obrigada pelos comentários sobre as tirinhas!


Escrito por Liliane Prata às 22h14 [ ] [ envie esta mensagem ]



De volta aos quadrinhos!

Outro dia, eu estava reparando que meus projetos profissionais se dividem basicamente em quatro tipos.

a) Os que não dão dinheiro nem prazer.
b) Os que dão dinheiro, mas que não dão prazer.
c) Os que dão prazer, mas não dão dinheiro.
d) Os que dão prazer e dinheiro.

Meus preferidos são os do tipo D, e os que são motivos de terapia (que eu não faço mais) são do tipo A. Os mais comuns são os do tipo B e C.  Tudo isso para dizer que acabo de retomar, com muito orgulho, mais um dos meus projetos do tipo C. Na verdade, não é meu, é nosso: eu e o Fabz, um ilustrador talentosíssimo e inquieto de Curitiba, estamos dedicando horas da nossa vida às tirinhas! Aí vão duas para vocês verem. Os personagens são um grupo de bandeirantes da época do Brasil colônia.  É um projeto e, como todo projeto que se preze, está super aberto a críticas.  A primeira crítica, já sei qual é: o blog ficou desconfigurado, por causa da largura das tiras. Um dia dou um jeito nisso.

 


Escrito por Liliane Prata às 11h30 [ ] [ envie esta mensagem ]



Transparência entre amigos, família e afins

Da série...

... transparência entre amigos, família e afins

Episódio 1: Para que inventar uma desculpa?

Combinei com uma grande amiga de sairmos à noite. Um bar, um café, enfim. Beleza. À tarde, ela me liga:

Eu: e aí?
J.: não vou mais, tudo bem?
Eu: sério? Vai ficar aí no trabalho até tarde?
J.: não, não. É que vou sair com outras amigas minhas.
Eu: hã?
J.: desculpa, mas a R. e B. me chamaram, sabe, e eu resolvi cancelar com você. Nós já nos vimos esta semana, nem estamos com saudade.

Amigas, amigas. Desculpas do tipo “estou com dor de barriga” ou “lembrei que tenho um aniversário” à parte... Aguardem o episódio 2: “Sobre cachorros de estimação”.  


Escrito por Liliane Prata às 16h51 [ ] [ envie esta mensagem ]



Resoluções: o retorno

Ok. Luz cortada por falta de pagamento. A conta era de setembro do ano passado, quando eu ainda morava sozinha, e o Marcos quase teve um treco. Foi a gota d´água. Ou melhor, foi o fóton de luz. Certo, os trocadilhos horríveis que eu fizer não importam. O que importa é: vou ficar menos distraída e mais organizada! JÁ!!!

Até anotei para não esquecer. Sério mesmo. Esta será minha principal resolução para 2010.

Brincadeira. Vou começar agora mesmo. Comecei! Aguardem a seção “A ex-dona-de-casa relapsa”.

P.S.: nunca me senti tão acolhida pelos meus amigos. Contando meu caso, descobri que a grande maioria deles também já teve a luz cortada por falta de pagamento!
P.P.S.: claro, comentei o ocorrido apenas com meus amigos desorganizados, distraídos e confusos, mas e daí? A pesquisa é minha, eu escolho a amostragem!


Escrito por Liliane Prata às 00h54 [ ] [ envie esta mensagem ]



Dois viajantes relapsos

Voltei de viagem! Foi ótimo, divertido, relaxante e... esclarecedor. Porque, novamente, constatei que estou longe de ser uma viajante modelo. Tudo o que está escrito nos manuais de viagem, faço o contrário. Não que eu já tenha lido um manual de viagem, claro. Mas enfim, vamos aos asteriscos.

* O clima
O viajante modelo se dá ao trabalho de procurar saber como é o clima do lugar visitado. Eu e o Marcos nos damos ao trabalho de usar nossa imaginação, somente. Só isso explica o fato de termos levado somente roupas de verão, se era inverno em Cuba. 


* A mala
O viajante modelo faz coisas-modelo em relação às malas, do tipo: escrever uma listinha, refletir um pouquinho etc. A gente fez a mala meia hora antes de o táxi chegar para nos levar ao aeroporto. Mas não foi nada grave. Quer dizer, faltaram alguns itens, claro. Tipo roupa de frio.

* O dinheiro
Por algum motivo do além, o Marcos pensou que eu providenciaria o dinheiro para levarmos. Eu, curiosamente, pensei que ele faria isso. Ponto ao meu favor: ele é gerente de finanças, pelo amor de Deus! Mas ok, ok, casamento pede compreensão. E diálogo, claro, que faltou, como vocês podem ver. O resultado é que, uma hora antes de sair de casa, ainda estávamos checando os limites dos nossos cartões de crédito e ligando para nossos amigos perguntando quem tinha dólar para vender. O lado bom é que isso nos deu uma desculpa para o item 1: na correria, não tivemos tempo para pensar na mala.

* O visto
Perdi o meu, claro. Sempre. Nada de mais para quem, na Nova Zelândia, jogou o passaporte no lixo.  Mas, assim como fui mais rápida do que o lixeiro, fui mais esperta do que o visto. Ok, a comparação ficou estranha. O que importa é que, na última hora, encontrei. Tinha ido parar dentro de um livro! Menção honrosa para o Marcos, que deu a idéia de sacudir os livros.

O que importa é que, no fim, deu tudo certo. Depois posto alguma foto! Preciso clarear algumas, cortar, etc. Mas antes preciso instalar o editor de imagens e, depois disso, aprender a mexer nele. Dentro de poucos meses, garanto lindas fotos aqui!

P.S.: ainda estou devendo 40 pulos para São Longuinho, por causa do visto.


Escrito por Liliane Prata às 19h22 [ ] [ envie esta mensagem ]



Asteriscos aleatorios sobre a viagem

* Alugar um carro em Sto Domingo, na Republica Dominicana, fez com que eu amasse o transito de Sao Paulo! Fiquei ateh com saudades.
* As praias de Aruba e Isla Margarita, na Venezuela, foram minhas preferidas ateh agora. Mas continuo com uma queda pelo nordeste brasileiro. 
* Esta noite, sonhei com a Suzana Vieira. Eramos amigas intimas e ela me ofereceu um teste para a nova novela das 8, Areia Azul. Nao sei o porque desse nome.
* Nao sei quem tinha me dito que os navios de cruzeiro sao grandes demais para balancar. Balanca, sim. E muito. Jah saih do navio hah dois dias e vejo tudo balancando ateh agora!
* Esta eh a segunda vez que entro na internet nos ultimos dez dias, se nao me engano. Um recorde!
* Minha resistencia a falta de brigadeiro continua baixa: bastam dois ou tres dias for a do pais para comecar a sonhar com esse doce.
* De repente, todo mundo a minha volta esta tendo filho.
* Minha mae eh uma pessoa muito peculiar e me surpreende a cada dia. Ser filha eh padecer no paraiso.

PS: estou sem acentos. Mas eh ateh bom, porque, depois da reforma ortografica, nao sei mais acentuar as palavras. Me sinto livre agora.
P.P.S.: amanha vamos para Cuba. Volto em uma semana!


Escrito por Liliane Prata às 13h02 [ ] [ envie esta mensagem ]




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