É parente do Mario Prata: não
Idade: 28 anos
O que faz da vida: colunista da revista Capricho, jornalista free lancer e neurótica, estudante de filosofia e apreciadora de palavras, amigos e glicose. Autora dos livros O Diário de Débora,O Diário de Débora 2 , Na Festa e Uma bebida e um amor sem gelo, por favor.
Não gosta de: pessoas andando em diagonal na minha frente.
E-Mail: liliprata@yahoo.com.br (PS:não mandem correntes)
twitter.com/lilianeprata
 


Sobre convites não feitos (ou: sobre gente peculiar da filosofia)

Estava eu hoje na faculdade, conversando com meu colega Rafinha, quando passa nossa colega Cris.

Cris: oi, gente! Eu ia chamar vocês hoje para ir ao cinema!
Eu: ah, mas a gente não vai poder, porque...
Cris: não, querida, eu IA chamar! Não vou mais!

Eu e o Rafinha nos olhamos. Cris se despede e segue seu caminho.

Ai, ai.


Escrito por Liliane Prata às 23h57 [ ] [ envie esta mensagem ]



Sobre o post anterior

A historinha é assim:

Um sábio chinês se viu perseguido por um tigre. Encurralado, subiu numa macieira. Mas eis que, no galho à sua frente, viu uma cobra. Pensando no que fazer, se ficar com a cobra ou descer para o tigre, ele viu uma maçã.

E aí ele mordeu a fruta e disse:

Sábio chinês: Hum, que delícia de maçã!

Adoro essa história!


Escrito por Liliane Prata às 19h38 [ ] [ envie esta mensagem ]



Uma historinha chinesa

Hoje, na faculdade, fiz uma coisa que sempre quis fazer quando alguém me pedisse um conselho. Sempre. Só não fazia porque não achava conexão entre a situação exposta pela pessoa e o que eu queria fazer, sabe. Mas, hoje, eu achei.

Era intervalo da aula de Filosofia da Ciência. M., da minha sala, veio me contar um problema pessoal e pedir minha opinião. De repente, senti que era o momento. A hora de fazer o que sempre quis fazer quando tivesse o gancho, sabe? Ela acabou de falar, me olhou e, em vez de comentar diretamente o que ela disse, eu falei:

Eu: Vou contar uma fábula chinesa que ilustra bem sua situação.

Ela ficou imóvel, me olhando.

Era a primeira vez na vida que uma pessoa me contou um problema e eu me lembrei de alguma historinha chinesa que ilustrasse bem aquela situação!

Daí, sob os olhares atentos dela, eu contei a historinha.

Mas, para meu desgosto, tudo o que ela comentou quando eu acabei é que eu já fui muito, mas muito melhor para dar conselhos.

Ai, ai.

Eu imaginava um desfecho melhor para esta frase que guardei por tanto tempo.

Mas ainda acho que minha historinha se encaixou muito bem no caso e que o problema é que a mente ocidental dela não conseguiu captar a mensagem.

Nem todos estão preparados para resolver seus problemas com base na sabedoria oriental.

P.S.: viram? São 23h08, acabei de chegar da aula e o que eu fiz antes do meu leite quente? Postei!


Escrito por Liliane Prata às 23h14 [ ] [ envie esta mensagem ]



Cada comida, uma sentença

Esta era eu alguns minutos atrás: sozinha, sentada no sofá da sala, com uma panela na mão e uma colher na outra, comendo bem feliz.

De repente, olho para a janela, ainda sem cortina, e vejo que o vizinho do prédio da frente está me olhando, provavelmente espantado com minha deselegância.

Aposto que ele pensou que eu estivesse comendo feijão, macarrão, carne de panela. O que me mata é isso, sabe? Eu não estava comendo nada disso. Eu estava comendo era brigadeiro de colher.

Cheguei à seguinte conclusão: APOSTO que ele não acharia estranho se soubesse o que eu estava comendo. Concordam?

Então, aprendizado do dia: comer carne na panela, jogada no sofá da sala, é deselegante. Brigadeiro, não. Com brigadeiro, fica até uma cena pitoresca.

Cada dia, uma novidade nesta vida.


Escrito por Liliane Prata às 20h21 [ ] [ envie esta mensagem ]



Vendedora de móveis

Meu amigo Bruno pediu que eu o ajudasse a comprar uma escrivaninha e um criado-mudo – basicamente, ele queria que eu medisse o quarto com ele, o levasse para lá e para cá, ajudasse a escolher os móveis e transportasse tudo no meu carro até a casa dele. Resumindo, além de companhia, ele queria meus serviços de decoradora, motorista e carreto. Eu, que estava num dia multifacetado, acabei executando também o serviço de...

... vendedora de móveis

Chegamos à quarta loja na rua Teodoro Sampaio, depois de olharmos umas escrivaninhas com preço e design mais ou menos. Bruno estava se decidindo com qual das mais ou menos ia ficar, quando entramos numa loja superlegal – e não super mais ou menos, como as outras.

Eu: olha essa escrivaninha! Olha esse criado!
Bruno: olha esse preço!
Eu: são lindos!
Bruno: droga, Lili, são lindos mesmo! Por que você me trouxe aqui? Que saco!

Aí entrou minha parte vendedora. A vendedora da loja foi falar das vantagens ds móveis e:

Ela: o acabamento é perfeito, dá uma olhada.
Eu: e as peças combinam muito com seu quarto.
Ela: o design é diferenciado.
Eu: o criado se encaixa embaixo da escrivaninha.
Ela: por esse preço, você não acha igual.
Eu: e um móvel desses é para toda a vida.

Meio zonzo, Buno se sentou.

Vendedora: para quê pensar? Compre agora.
Eu: você achou o que quer, não precisa procurar.
Vendedora: é um investimento.
Eu: se você não comprar, toda vez que olhar para sua escrivaninha, vai se lembrar dessa.
Vendedora: entregamos na sexta.
Eu: e o desconto à vista é ótimo.

Vencido, ele comprou.

A escrivaninha e o criado-mudo.

Claro, ele gastou três vezes mais do que pretendia, mas o que tem? Entre meus serviços, ele não solicitou o de “controladora de gastos”.

Eu não me considero pão-dura, mas... fazer compras com dinheiro dos outros é tão mais divertido!

P.S.: como a entrega da loja era rápida e grátis, nem tive que usar meu serviço de carreto!
P.P.S.: o Bruno ficou de fazer um post contando o outro lado da história. Vão lá no blog dele!


Escrito por Liliane Prata às 21h05 [ ] [ envie esta mensagem ]



Pensamentos X ações (ou: faça o que eu digo...)

Nossa, ninguém acreditou que vou postar todos os dias esta semana! Nem minha mãe. Mas, para vocês verem que estou falando sério, o post de hoje vai sair agora, de manhã. Certo, já passou de uma da tarde. Mas, sem mais enrolação, vamos lá...

 

... pensamentos X ações
(ou: faça o que eu digo...)

Semana passada, fui almoçar com um amigo. Na hora de pedir...

Eu: duas Cocas normais, por favor.

Ele: nããão! A minha é zero.

Eu: Coca Light? Você??
Ele: não é light, sua louca. É ZERO.
Eu: que seja. Você sempre pede Coca normal! Não estou te reconhecendo!
Ele: pedia, Lili. (apertando a barriga). Olha essa banha aqui.

Olhei, não vi banha nenhuma, mas continuei como se tivesse visto.

Eu: essa banha está aí porque você é sedentário. Por que você não pensa como eu? Em vez de mexer na alimentação, se exercita?
Ele: você está se exercitando?
Eu: não, mas eu penso isso.

Ele nem sequer levou meu comentário em consideração.

Só porque eu não FAÇO isso.

O ponto é: ele ficou olhando para minha Coca normal.

E ele deveria fazer ginástica.


Escrito por Liliane Prata às 13h34 [ ] [ envie esta mensagem ]



A pessoa que gosta de lavar roupa

Fico envergonhada de dizer isto, mas admito que estou me divetindo muito com minha máquina de lavar.

A faxineira, que vem (viria) quinzenalmente, me deu o cano e tive que lavar minhas roupas hoje.

Quando eu não tinha faxineira, lavava roupa todos os dias, de pouquinho em pouquinho, no tanque. Era tão de pouquinho em pouquinho que eu nem sentia. Mas, desta vez, como eram muitas roupas, além de toalhas e roupas de cama, resolvi deixar o poético tanque de lado e operar minha linda e nova máquina de lavar.

Separar roupas brancas das coloridas. As sujas das muito sujas. Escolher um dos mil programas de lavagem. Dosar o sabão e o amaciante.

Como eu preferia ter achado tudo uma chatice!

Mas o que posso fazer se, agora, sou uma pessoa que gosta de lavar roupa?

Ai, ai.

Esta vida de frila está alterando, a cada dia, minha personalidade.

Posts todo dia, esta semana!


Escrito por Liliane Prata às 22h19 [ ] [ envie esta mensagem ]



A pessoa que dorme à tarde

Por mais sono que eu tenha, acho muito difícil dormir à tarde. Se estiver cansada, durmo até meio-dia sem a menor dificuldade. No fim de semana, costumo dormir por dez, doze horas seguidas (meu recorde foram 23 horas, quando eu tinha 14 anos). DESDE que eu tenha me deitado à noite. Se começo a dormir à tarde, não consigo.


Quando eu estava no colégio, conseguia tirar um cochilo vespertino facilmente. Já na faculdade, só conseguia quando estava muito cansada. Depois que me formei, não consegui mais (vai ver é a vida me falando: trabalhe! Trabalhe!). Tentava, mas ficava aquela coisa de virar para cá e para lá e não adormecer nunca. Então, me conformei com o fato de não ser uma pessoa que dorme à tarde e desisti de tentar.

 

Ontem, precisei acordar às seis da manhã. Quando voltei para casa, lá pelas quatro da tarde, olhei para a cama e pensei: será? Deitei para fazer a experiência, mesmo bem relutante.

 

E não é que eu dormi? Por uma hora. Fazia anos que isso não acontecia!

 

O problema é que, empolgada, caí na besteira de comentar o fato com dois amigos. E, agora, eu virei uma...

 

... pessoa que dorme à tarde

 

Ontem à noite, refeita pela sonequinha, saí com uma amiga minha. Comentei que tinha dormido à tarde e adorado a experiência. Papo vem, papo vai, e ela:

Amiga: ai, amanhã tenho que acordar cedo, fazer isso, aquilo...
Eu: eu também...
Amiga: ah, se liga, você pode dormir à tarde.

Hoje, no msn, um amigo – com quem eu tinha conversado ontem após a sonequinha –  reclama que não dormiu nada e emenda:

Amigo: feliz é você, né, que pode dormir à tarde.

 

Sério. Eu sou frila, mas não durmo à tarde. Não é nem por ideologia. É que não consigo. Foi só ontem. Eu não virei uma pessoa que dorme à tarde!

 

Ou virei?


Escrito por Liliane Prata às 10h05 [ ] [ envie esta mensagem ]



A dona de casa relapsa

E de volta com a seção...

 

... a dona de casa relapsa

 

Episódio: sobre a falta de papel-toalha

Prólogo

Morro de medo de fazer fritura de imersão. Tipo batata frita, sabe. Como na rua, mas não faço em casa. Tenho medo de que o óleo espirre nos meus olhos, sei lá. Bom. Semana passada, no almoço, resolvi fazer risoto e abobrinha sauté, e assar um steak de frango da Sadia. Tudo bem encaminhado com o risoto e a abobrinha, liguei o forno para assar o steak. Foi aí que pensei:

Eu (pensando): Por que não frito? Vai ficar MUITO mais gostoso. Eu sou capaz de fritar alguma coisa, não sou? Eu posso perder esse medo, não posso?

Com meus olhos devidamente cobertos pelos meus óculos escuros, peguei duas xícaras de óleo e coloquei na panela. Liguei o fogo.

 

Tremendo.

 

No fim, o steak ficou uma delícia, bem crocante. MAS não sei se compensa o medo que tenho e a bizarrice de cozinhar de óculos escuros.  A parte que mais me marcou foi quando o óleo continuou borbulhando depois que desliguei o fogo, sabe. Por vários segundos. Aquilo assusta qualquer um. 

 

Mas vamos ao assunto-título:

... a falta do papel toalha
 

Na hora em que vi que o steak estava pronto, fui procurar papel-toalha para deixá-lo bem sequinho, sem aquele óleo escorrendo. Para meu desgosto, o papel tinha acabado. Não era justo. Depois de superar todo aquele medo, minha fritura tinha que ficar perfeita! Crocante e sequinha!

Então, lembrei que (me expondo bastante aqui), quando esquecemos de comprar papel higiênico lá em casa, substituímos por papel-toalha.

 

E pensei: por que não fazer o mesmo, mas ao contrário?

E lá fui eu secar meu steak com papel higiênico.

Pensando bem, qual é o problema de usar na cozinha algo que tem “higiênico” no nome, certo? Achei bem apropriado.

Foi só tomar o cuidado de não pegar o papel com aroma de flores-do-campo, claro.


Escrito por Liliane Prata às 11h43 [ ] [ envie esta mensagem ]



Relacionamentos e Google Map

Sobre o vício do meu namorado...

 

... pelo Google Map. Ele, agora, tem um blackberry – embora eu prefira o termo “um desses celulares que fazem tudo e mais alguma coisa". No “mais alguma coisa”, entram o acesso à internet e o GPS. Bom. O vício dele começou inofensivo: quando nos perdíamos ao procurar algum endereço, de carro, ele consultava, todo serelepe, o aparelho.

 

Mas, agora, ele se perde PARA consultar o aparelho.

 

Me dei conta disso quando percebi que a gente passou a se perder muito mais. Antes, quando tínhamos um evento em um endereço desconhecido, imprimíamos a rota no apontador e íamos. Agora, ele pergunta para o dono da festa mais ou menos como a gente chega, dá um sorriso e diz: “Google Map estará com a gente, uhu!”

Mas o ápice do vício foi hoje de manhã.

 

Estávamos nos arrumando para almoçar com a família dele. Eu, já pegando a bolsa. Ele, descalço. Com o celular na mão, claro.

Eu: VAMOS?
Ele: um minuto, por favor.

Silêncio. Eu detesto ser chata, sabe. Então, fiz minha melhor voz meiga e:

Eu: o que você está fazendo com o celular, meu amor?
Ele: er...
Eu (piscando os olhos e sorrindo candidamente): hum?

Eu devia ter imaginado que ele chegaria a esse ponto.

Ele estava procurando a muralha da China no Google Map.

Claro, é o que eu faço todo domingo de manhã. Indispensável.

Nutro saudade do tempo em que – minha mãe me disse – a televisão distanciava os casais?

Ou compro um celular que faz mais do que efetuar ligações, me junto a ele e fico procurando, sei lá, o Parthenon?
  


Escrito por Liliane Prata às 14h58 [ ] [ envie esta mensagem ]



Frilas e distâncias

Dia destes percebi como trabalhar como free-lancer (ou frila, para os íntimos) distancia você do mundo. Eu estava tomando um café com uma amiga, no domingo, quando:

 

Eu: amanhã tenho que fazer um monte de coisas no centro. Você não quer ir comigo?
Amiga: (silêncio)
Eu: preciso comprar umas coisas, preciso pegar um negócio no lugar tal... eu te pego de carro e almoçamos por lá, o que você acha?
Amiga: não vai dar.

Eu: por quêêê?
Amiga (suspirando): porque eu tenho que trabalhar, Lili. Como as pessoas geralmente fazem, entende.

Eu: ah.

Ai, ai.

 

Hora para chegar, hora para sair...

 

Como a gente se esquece rápido disso.

 

O próximo passo vai ser reclamar por que ela está indo embora tão cedo do bar... numa terça-feira.

 

(Aliás, hoje é terça e acabei de chegar de um bar – fui com essa mesma amiga –, mas eu que fiz questão de voltar cedo para casa. Frila não tem horário, mas trabalha, né!).

P.S.: e dorme também. Já estou morrendo de sono. Mas postei. Postei!!!
P.P.S: ainda bem que tenho o Bruno, meu amigo humorista. Ele tem um horário flexível, que nem eu. Hoje mesmo, antes de ir para o bar com minha amiga, fui ao Frans (sim, a gente freqüenta o Frans) com ele. 
P.P.P.S.: credo, Frans e depois bar. Agora que escrevi, percebi que não trabalhei nada hoje. Ainda bem que o Bruno também não. Aliás, ainda bem que tem essa minha amiga e meu namorado para emprestarem dinheiro para a gente, se precisar!
P.P.P.P.S.: né? 
P.P.P. P.P.S.: novo vício líquido: chá preto. Praticamente aposentei o poético coador de nylon que meu pai me deu e tomo canecas e mais canecas de chá preto por dia. 


Escrito por Liliane Prata às 23h01 [ ] [ envie esta mensagem ]



A quantidade correta de brigadeiros

De volta ao blog!

E com um caso que ocorreu estes dias.

E com a promessa de postar todos os dias esta semana.

Pensando bem, nem postei uma vez e já estou com promessas! Vamos ao post primeiro, que é sobre...

... a quantidade correta de brigadeiros

Fiquei gripadíssima estes dias. Como vocês sabem, confundo gripe com crise existencial e fiquei realmente mal. Bom. Para me mimar, meu cândido namorado, Marcos, levou dois gordinhos brigadeiros da Ofner para mim.

E eu adoro os gordinhos brigadeiros da Ofner.

Abri o pacotinho e exclamei, toda contente:

Eu: oba! Amo os brigadeiros de lá. E você acertou a quantidade: dois!
Marcos: não é? Um para mim e um para você.

Silêncio. Ele não sabe que eu estava me referindo à quantidade ideal para UMA pessoa? Não que eu recusasse um terceiro, mas já constatei empiricamente que o primeiro e o segundo brigadeiro, quando gordinhos, são muito mais gostosos do que o terceiro.

Marcos, vendo a minha cara: estou brincando, Lili. São os dois para você.

Tão bom quando o namorado conhece a gente.

Agora, sim: post todo dia esta semana!

Escrito por Liliane Prata às 19h09 [ ] [ envie esta mensagem ]




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