A incrível máquina
Como vocês sabem (ou não), daqui a alguns dias volto a morar sozinha (estou morando com duas amigas há dois anos) e hoje fui lá no apartamento ver como estava o trabalho dos pintores (sem mais parênteses daqui em diante, juro). Tinha um pintor e dois assistentes.
Bom. Eu queria puxar assunto, mas nada do que eu falava rendia. Contei lá do mico de falar para uma platéia lotada – vide post anterior. Viu? Sem parêntese – e nada. Falei do tempo, de hoje ser sexta-feira, de um filme que vi, comentei alguma notícia do jornal que eu estava lendo e nada.
Aí, numa determinada hora, um dos assistentes pegou uma máquina incrível, ligou e começou a usá-la, fazendo um barulhão. Querendo ser simpática e manifestar interesse, eu:
Eu: Nossa! Para que serve essa máquina? Ele (me olhando de cima a baixo): É só um aspirador de pó.
Ai, ai.
É que eu nunca uso aspirador, sabe. Acho mais poético usar vassoura. É isso.
Ah, mas no final deu tudo certo. Se eu soubesse que era só comentar em voz alta a tabela dos jogos da série B que eu estava lendo no jornal e pronunciar a palavra “Corinthians”...
Conversamos por um tempão e perdi a hora.
(Me fizeram até cantar o hino, quando eu falei que sabia!)
Sim, sim, o parêntese escapou. Parêntese danadinho.
Bom fim de semana a todos!
Escrito por Liliane Prata às 14h30
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Uma idéia peculiar (ou: Por que não dar um tiro no pé?)
Duas semanas atrás. Era um dia normal. Até que o Bruno Motta, meu amigo-humorista, vira para mim e:
Bruno: por que você não apresenta um quadro como humorista stand up? Eu: Hã? Bruno: por que você não... Eu: eu escutei. Mas será? Bruno: é, ué. Eu: Hum... tá bom.
E então lá estava eu, no sábado, no Teatro Folha, na frente de uma platéia de 300 pessoas.
Contando piadas.
Por 8 minutos. | Quando eu me recuperar, volto aqui.
P.S.: estou sem internet em casa há mais de uma semana. Por isso o sumiço! Semana que vem, tudo volta ao normal. Ou não. P.P.S.: Tudo bem que o sumiço por vinte dias, mas enfim... Estou de volta!
Escrito por Liliane Prata às 19h41
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Quatro aprendizados complexos
Uma vez, li numa matéria de uma revista que, quando temos medo de não conseguir alguma coisa, é legal pensarmos em algo difícil que conquistamos – algo que tínhamos sérias dúvidas sobre a nossa capacidade de alcançar, mas que, pimba, alcançamos.
Eu poderia falar de coisas mais recentes aqui, mas não adianta. Assim que li a matéria, só consegui pensar em quatro coisas que eu tinha certeza que não conseguiria. E, hoje, sem querer ser chata nem nada, eu DOMINO essas quatro coisas. Vamos a elas...
.... decorar o alfabeto
Quando eu tinha seis anos, aprendi a ler. Beleza. Mas, nos últimos dias do ano letivo, minha professora falou que, agora que já tínhamos aprendido as letras, tínhamos que DECORAR a ordem delas. E começou: “A, b, c, d...”. Lembro direitinho do meu desespero. Pensei que a professora estava louca e que era simplesmente impossível decorar aquilo. A maior decepção do dia foi quando perguntei ao meu irmão, quatro anos mais velho que eu, se ele sabia o alfabeto de cor, e ele fez “pfff” e começou a falar: “a, b, c, d, e, f, g...”. Pedante.
... amarrar o cadarço Fui uma das últimas da classe a aprender. Meu pai me ensinava mil vezes, mas eu me lembro direitinho que parecia ser impossíííível. Ficava irritada e chorava. Se você quisesse abalar minha auto-estima e me humilhar profundamente há 22 anos, era só amarrar o cadarço do seu tênis na minha frente.
... distinguir direita e esquerda Eu tinha sete anos quando a professora ensinou isso. Numa posição específica, eu dominaaava onde era direita e onde era esquerda. Mas era só mudar de posição que meu mundo caía. Quando cheguei em casa chorando, desesperada, minha mãe disse: “Bobinha, direita é tudo o que está ao lado da mão que você usa para escrever.” Amo minha mãe.
... aprender a tabuada Principalmente a do 8 e a do 9. Eu ficava bem impaciente quando errava, tive medo de repetir de ano e achava que aquilo era uma das maiores dificuldades da Terra.
Hoje, para o bem da minha auto-estima e da minha confiança nos atuais e futuros desafios da vida, sei essas quatro coisas muito bem.
Quer dizer, eu detesto calcular quem paga quanto no restaurante e, bem, continuo achando a tabuada do 8 e do 9 as mais enjoadas, mas enfim.
Escrito por Liliane Prata às 22h46
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Aniversário de casamento (ou: um post em que me exponho bastante, mas tudo bem)
Uma amiga minha completou 10 anos de relacionamento, 6 de namoro e 4 de casamento.
E aí percebi que estou prestes a completar 12 anos de relacionamento. 12!!!
Com pessoas diferentes, claro.
Nestes 12 anos de convivência, aprendi muita coisa. Afinal, foram 7 namoros e 2 casamentos, um no papel e outro não.
Aproveito o aniversário para me declarar para meu atual namorado, o Marcos, que me faz muito feliz. Aliás, ele também tem alguns anos para comemorar. Comigo, quase um. Espero que seja o primeiro de muitos. Te amo, viu?
Parabéns para mim!
Escrito por Liliane Prata às 11h06
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