Dois P.S.
P.S.: estou em Natal, onde vim passar o Réveillon com meu namorado! Assim, não tenho condições de postar. Volto a postar até dia 7! Ou não. P.P.S.: um ótimo ano-novo a todos!
Escrito por Liliane Prata às 09h02
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Como meu irmão me ama!
Vim passar o Natal em BH, com minha famíla, e, mais uma vez, constatei...
... como meu irmão me ama
1 - Ele põe minhocas na minha cabeça
Estávamos vendo TV, hoje, quando ele comenta:
Ele: é tão legal ter irmãos, né. Eu: é, sim... Ele: quando alguém aqui em casa reclama de você, eu sempre te defendo... Você sempre pode contar comigo... Eu: hum? defende de quê? O que reclamam de mim? Ele: quando a mamãe vem desabafar comigo sobre o seu jeito de ser... quando recrimina alguma atitude sua... eu sempre digo: "A Lili é assim, devemos entendê-la" Eu: assim como? Do que ela reclama? Ele: na sua última visita, por exemplo... a mamãe reclamando... e eu: "Calma, é o jeito dela" Eu: MAS QUE JEITO? Ele: ainda bem que você tem a mim. Eu (desistindo e me sentindo a filha-problema): é, ainda bem... eu acho.
2- Ele faz com que eu me sinta um saco de batatas
Ele estava lendo no quarto, eu na sala.
Ele: vem ler aqui comigo! Eu: ah, tá tão bom aqui... Ele: vem! anda! Eu: ai, tá bom.
Fui. Li meia hora na cama, ao lado dele, e:
Ele: pronto, agora volta pra sala, que eu vou dormir. Eu: !!! Ele: volta! Quando eu acordar, te chamo de novo.
Ai, ai. Assim caminha a fraternidade.
Um ótimo Natal a todos!
Escrito por Liliane Prata às 17h09
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Sobre a dificuldade de falar com meu irmão sobre o dia dele
Não sei se já comentei aqui, mas meu irmão é auditor (ou "auditor interno do estado de Minas Gerais", como ele diz – e eu respondo: grande coisa! Argh). Antes de ser auditor, ele era engenheiro. Várias coisas mudaram no dia-a-dia dele: antes ele voltava para casa cheio de terra, areia e folha no cabelo, e agora trabalha de terno; antes minha mãe pedia para ele prometer que usaria capacete, agora ela só fala para ele arrumar o cabelo etc. Bom. Tudo muito legal e muito bom para o cotidiano dele, mas não para os nossos diálogos fraternais. Porque percebi que agora tenho uma certa...
... dificuldade de falar com meu irmão sobre o dia dele
Quando ele trabalhava como engenheiro e eu perguntava como tinha sido o dia dele, ele era bem didático e dizia coisas como: "Choveu e não deu para continuar a estrutura da obra" ou "Tô cansado, tenho uma semana para deixar a obra no estágio tal". Bem fácil, né? Tem um prédio que ainda não está pronto, esse prédio que ainda não está pronto leva o nome de "obra", a chuva atrapalha, o sol ajuda e tem todo um contexto de cimento, concreto etc.
Mas, agora, na hora de contar sobre o dia dele, meu irmão me manda mensagens no celular como:
"Oba!! Saiu a nomeação!!!" "Você viu o informe na Imprensa Oficial?"
Que nomeação? E eu nunca li a imprensa oficial na vida!
Pelo menos, quando a gente conversa pelo telefone, ele mantém o "Tô cansado". Acho que não inventaram nenhuma profissão que não se ajuste perfeitamente a essa frase.
P.S.: aliás, estou cansada. Envolvida no trabalho, na faculdade, no meu novo livro (quero lê-lo novamente e fazer algumas – outras – alterações), no namoro, no Natal etc etc etc. Se envolver cansa! P.P.S.: mas, enfim, eu adoro me envolver. P.P.P.S.: Vocês lembram que, quando eu assisti a Não por Acaso no cinema, fiz um escândalo aqui no blog? Que eu tinha amado, idolatrado, que recomendava etc. Bom, no sábado, revi o filme no DVD e não gostei. Até dormi no final. Eu, hein.
Escrito por Liliane Prata às 13h05
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Sobre cadastros peculiares
Voltei! Sem explicações! E volto logo! Ou não! Como o tempo está bem corrido, vamos a um mini-post, que é...
... sobre cadastros peculiares
Ontem fui usar meu cartão de crédito e ele foi recusado. Nunca uso meu cartão de crédito, me esqueço de pagar as faturas das poucas vezes que uso e achei o cúmulo ter meu cartão recusado justamente quando decido usá-lo! Enfim, sem mais desabafos financeiros: liguei para administradora do cartão e:
Eu: Oi, meu cartão foi recusado! O que eu faço? Mulher (depois de ter perguntado meu nome, o número do cartão e de ter me acalmado): sra Liliane, preciso que a senhora me confirme alguns dados cadastrais.
E ela perguntou minha data de nascimento e o nome completo da minha mãe. E aguardei alguns segundos na linha. E ela voltou.
Mulher: sra Liliane, os dados não conferem. Eu: como não conferem? Os dados foram minha data de nascimento e o nome da minha mãe! Mulher: não conferem. Para sua própria segurança, temos que interromper essa ligação. Eu: me deixa tentar de novo! Mulher: o sistema agora está bloqueado. Para sua própria segurança, você vai precisar comparecer a uma agência... Eu: me deixa tentar de novooo!
Sério. Segunda-feira, terei que comparecer a uma agência, porque errei ou minha data de nascimento ou o nome da minha mãe.
Fico questionando a minha capacidade de dar a resposta correta para uma questão mais complexa, como "Qual é o endereço de sua residência?"
Ai, ai.
Escrito por Liliane Prata às 19h36
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Sobre o ovo de Páscoa
Passei o fim de semana em BH! Fui sábado de manhã e voltei segunda à tarde. Foi ótimo visitar minha família e meus amigos! Mas, para variar, voltei com alguns...
... casos peculiares
Caso peculiar um: Sobre o ovo de Páscoa
Mal cheguei à casa da minha mãe e ela disse que tinha um presentinho em cima da minha cama. Fui lá alegremente e, para minha surpresa, tinha um ovo de Páscoa. Não foi tanto o gesto que me surpreendeu, até porque minha mãe sempre me dá chocolates. O que me marcou foi a lembrança de que estamos, afinal, em... dezembro.
Mãe: gostou? Eu: adorei, mãe! Mas, sem querer criticar nem nada... por que ovo de Páscoa? Mãe: é recheado de trufa! Olha como é pesadinho! Eu: olha, é mesmo... que delícia... hein? Por quê?
No fim, ela só disse que descobriu uma moça que faz uns chocolates maravilhosos (faz mesmo) e resolveu encomendar um ovo. Ou seja, ela piorou a situação: não é que ela foi a um supermercado e viu um ovo sobrando, não. Ela teve a iniciativa de mandar fazer um!
Ah, a ansiedade. No calendário cristão, estamos a ponto de celebrar o nascimento de Jesus. Na cabeça da minha mãe, ele já nasceu, cresceu, polemizou, foi crucificado e ressuscitou, novinho em folha.
Aguardem o caso dois, Sobre as piadas internas da minha família.
Escrito por Liliane Prata às 14h04
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