É parente do Mario Prata: não
Idade: 26 anos
Listrado ou com bolinhas: listrado, sempre
O que faz da vida: colunista e editora assistente de entretenimento da revista Capricho, da Editora Abril. Autora dos livros O Diário de Débora,O Diário de Débora 2 , Na Festa e Uma bebida e um amor sem gelo, por favor.
O que quer da vida: nada de mais. Um amor eterno, muito dinheiro trabalhando pouco e uma boa dose de glicose sempre que possível.
Não gosta de: pessoas andando em diagonal na minha frente.
E-Mail: lprata@abril.com.br (PS:não mandem correntes)
 


Um café do barulho (ou, para ser menos Sessão da Tarde: sobre piadas sem feed back)

Não sei se eu já disse aqui, mas meu namorado trabalha no mesmo prédio que eu. Eu fico no oitavo andar da editora Abril, na revista Capricho, e ele no sétimo. Uma vez por dia, temos o singelo, romântico e corporativo hábito de pegar café no andar do outro para dar um oi e tal. Bom. Ontem, ele me falou pelo msn que estava vindo pegar café no oitavo. Até aí, nada de mais. A questão é que eu tinha em cima da minha mesa uma máscara do Brad Pitt superlegal.

(Pausa: vira e mexe aparece alguma máscara por aqui. Ou é propaganda de algum lugar, ou sobrou de alguma produção, ou alguém comprou um monte e me deu uma, enfim: atores, índios, monstros, sempre tem máscara aqui e eu adoro trabalhar usando máscara. Atendo o telefone com ela, digito no computador etc e todo mundo que passa aqui na redação acha engraçado – ou não).

Enfim. Quando ele falou que viria aqui, coloquei a máscara no rosto e fui para a máquina de café, morrendo de rir e com o coração batendo aceleradamente. Qual seria a reação dele? Ele iria achar engraçado ou freak? Já estamos juntos há uns dois meses. Estaria ele preparado para essas coisas? E como seria a logística da piada: será que eu deveria passar pela máquina casualmente ou gritar BUUU?

Com esses pensamentos na cabeça, cheguei à máquina (depois de ter cruzado com várias pessoas pelo caminho e de ter a certeza de que, como elas, ele iria ter uma reação peculiar). Lá estava ele, de costas. Cutuquei as costas dele, que se virou e:

Ele (impassível): por que você está de máscara?
Eu: hã... Bu!
Ele: ?
Eu: você não achou engraçado?
Ele: não muito.. tira isso.
Eu (tirando a droga da máscara): puxa...
Ele: quer um café?

Lição do dia: nunca, nunca use uma máscara para tomar café com seu namorado na empresa onde trabalham.

Mesmo que seja do Brad Pitt!


Escrito por Liliane Prata às 16h59 [ ] [ envie esta mensagem ]



... diálogos inúteis pelo msn

Da série...

... diálogos inúteis pelo msn

Eu e minha amiga Fernanda no msn, hoje:

Fê: estou comendo um bolo... nham...
Eu: que delícia... mas você nem gosta muito de bolo, né...
Fê: ai, não acredito que você está vindo com essa conversa de novo! Você cisma que eu não gosto de bolo. Eu AMO bolo.
Eu: tudo bem, mas você gosta mais de sorvete.
Fê: de uma vez por todas, eu não adoro sorvete. Por que você sempre cisma com isso? Que eu sou louca por sorvete? Quem ama sorvete é o Bruno. Sorvete não está nem entre meus dez doces preferidos!
Eu: diga agora seus dez doces preferidos! Você vai se surpreender quando perceber que sorvete está antes do bolo, bem antes.
Fê: claro que não... não sei de onde você tirou isso, sério mesmo... bolo, chocolate, bombom... ai, você quer mesmo que eu diga os dez preferidos?
Eu: olha só. Toda vez que a gente divide um petit gâteau em algum restaurante você sempre, sempre se atém mais ao sorvete enquanto eu foco mais o bolo. Você sempre fala que a gente combina para dividir petit gâteau por causa disso.
Fê: concordo, mas é que é que eu acho o bolinho muito amargo.. aí coloco o sorvete para dar uma quebrada.
Eu: uma vez, quando você veio a São Paulo, você disse que fazia questão de ir a uma Häagen-Dazs... Quando ainda não tinha Häagen-Dazs em Belo Horizonte...
Fê: é diferente, eu amo Häagen-Dazs... dê outro exemplo...
Eu: quando viajamos ano passado... você tomou sorvete o dia todo... 
Fê: e você também... estava fazendo praticamente 50 graus...você tomava 3 sorvetes por dia, e por causa disso você gosta mais de sorvete do que bolo? 
Eu: tudo bem, mas e aquela vez que...

E assim foi por horas. Começou de manhã e foi até à noite, com várias interrupções no meio, claro (afinal, não parece, mas estávamos ocupadas). E ninguém conseguiu provar nada a ninguém.

Mas tudo bem. Não era, digamos, um caso de vida ou morte. Era só mais um diálogo inútil de msn.

Mas que a Fê é louca por sorvete, é.


Escrito por Liliane Prata às 19h31 [ ] [ envie esta mensagem ]



Videoblog

Como algumas pessoas não conseguiram ver meu videoblog novo no link que passei, estou colocando aqui!

Tá, ninguém reclamou, mas aprendi a colocá-lo no blog e queria fazer isso. Espero que compreendam!

 



P.S.: vocês já viram o episódio do Chaves sobre o Peludinho? É um dos mais legais!
P.P.S.: sim, eu gosto do Chaves. E do Chapolim!
P.P.P.S: impressionante como este blog tem leitores que têm olhos de cores diferentes! Até um leitor dono de meio olho verde e meio castanho, e o outro olho azul, comentou no post de 15/11. Vou ficar mais atenta à cor dos olhos das pessoas.
P.P.P.P.S.: falando em olhos, já contei aqui o caso dos olhos da cara? Acho que já, né? Enfim: uma vez, quando eu era criança, vi um velhinho sem os dois olhos e me assustei com aqueles dois buracos. Aí perguntei para minha mãe por que ele era assim e ela respondeu que ele tinha comprado uma coisa muito cara. Uma coisa que tinha custado a ele... os olhos da cara! Passei anos traumatizada e sem vontade de fazer compras! 
Escrito por Liliane Prata às 14h44 [ ] [ envie esta mensagem ]



Sobre meu jeito com crianças

Não sei se já contei aqui, mas tenho um meio-irmão de 3 anos, o Alê. Bom. Da última vez que fui a BH, brincamos um pouco, assistimos a desenhos e, mais uma vez, percebi que...

... não sei me comportar com crianças

1) Eu faço constatações errôneas e/ou inúteis

Estávamos assistindo a um desenho e:

Eu: Olha que legal, Alê! Uma ovelha!!!

Silêncio.

Alê: Não é uma ovelha... É um poodle.

(Era bem parecido, juro).

(Sem contar que, mesmo se fosse uma ovelha... e daí que era uma ovelha, né? Aonde ia me levar esse tipo de comentário, "Olha, uma ovelha"?)

2) Eu não sei conversar

Eu estava lendo, quando ele me mostrou seu boneco do Batman.

Alê: olha meu boneco.
Eu: cadê o braço dele?
Alê: eu quebrei.
Eu: hum...

E fiquei olhando para a cara dele. Nisso, chegou meu irmão, o já adulto Rodrigo.

Alê: olha meu boneco.
Rodrigo: cadê o braço dele?
Alê: eu quebrei.
Rodrigo: você quebrou o braço do Batman?? Sabe o que isso significa? Que você é mais forte do que o Batman!
Alê: é mesmo?
Rodrigo: e sabe como ser mais forte ainda? Consertando o braço dele! Olha como você é mais poderoso do que um super-herói!

E lá foram os dois procurarem o braço do boneco para consertar. Os olhos do Alê, brilhando.

(Não mais do que os meus. Como o Rodrigo aprendeu isso? Ele nem tem filhos! Que raiva!)

3) Eu evito respostas objetivas

Alê: Existe fantasma?
Eu (distraída, lendo um gibi): Não sei, Alê... ninguém sabe.. alguns dizem que já viram. Eu nunca vi.

Após alguns segundos de silêncio, largo meu gibi, olho para ele e o vejo imóvel, mudo, olhos arregalados.

Enfim. Se algum dia eu tiver filhos, vou ficar torcendo para que eu seja acometida por esse tal de instinto maternal.


Escrito por Liliane Prata às 19h39 [ ] [ envie esta mensagem ]



O caso do elogio romântico

Voltei!

Nenhuma novidade, além do fato de que estou apaixonada e comecei a namorar. Ele é uma pessoa compenetrada, séria, discreta e até trabalha usando terno, o que eu considero extremamente adulto. Então, não vou falar muito dele. Só em um ou dois posts por semana! E o post inaugural é...

... o caso do elogio romântico

Nós estávamos tomando sorvete, quando olhei nos olhos dele e pensei: que olhar lindo. Mas, em vez de guardar para mim a observação, resolvi compartilhá-la com ele num cândido e meigo elogio e:

Eu: vou te fazer um elogio meio clichê, mas, enfim, é verdade: você tem os olhos lindos, sabia?
Ele: (tampando meus olhos): de que cor são os meus olhos, Lili?
Eu: Hã?
Ele: De. Que. Cor. São. Meus. Olhos.
Eu: Hmm... castanhos?

Então ele abriu meus olhos e, para a minha surpresa, constatei que ele tem um olho castanho e um verde.

Isso porque já fazia um mês que a gente estava saindo.

Em todo caso, veja bem: ele deve pertencer à parcela de 1,6% das pessoas do mundo inteiro que têm um olho de cada cor. Difícil, né! De qualquer forma, por que não elogiei a boca ou o nariz, que não têm erro? Mas nãão, tenho que falar dos olhos.

Mudando de assunto, tem videoblog novo no capricho.com.br! Quem assistir, diz o que achou, vai!


Escrito por Liliane Prata às 17h40 [ ] [ envie esta mensagem ]



Diálogos matinais com minha mãe

Da série...

... diálogos matinais com minha mãe

Acordo, levanto da cama e, assim que ligo o celular, ele toca.

Eu (morrendo de sono): Alô...
Mãe: Filha!! Por que você não me ligou hoje?
Eu: Hã? Mãe? Eu acabei de acordar, nem fiz xixi ainda...
Mãe: Ih, precisa falar desse jeito? "Nem fiz xixi"? Fala "nem fui ao banheiro". Muito mais elegante! E por que não me ligou ontem?
Eu: Porque ontem a gente trocou mil mensagens de texto...
Mãe: Tudo bem, tudo bem. O que quero saber é se você melhorou.
Eu: Se eu melhorei? Melhorei de quê?
Mãe: Se você não lembra, é porque melhorou. Beijo.
Eu: Mas o que eu tinha? Alô?

E a semana mal começou.

Mães. 


Escrito por Liliane Prata às 10h56 [ ] [ envie esta mensagem ]



Estratégias peculiares

Uma amiga minha, do curso de filosofia, tem um rolo com um cara há meses. Ela vive passando raiva por causa dessa história. Bom. Ele deixou uma mensagem na caixa postal dela bem intrigante e ela resolveu ter uma conversa séria com ele. Mas ela não podia se contentar em ligar para ele e dizer o que estava sentindo. Não, não. Ela queria usar uma...

... estratégia peculiar

No sábado de manhã, ela resolveu telefonar para ele. Mas logo ela percebeu que estava mal por causa dele e não seria uma boa ligar nesse momento de fragilidade: ela faria um escândalo, mostraria toda a sua vulnerabilidade etc. Então, ela resolveu que só ligaria quando estivesse num momento de indiferença.

Quando, algumas horas mais tarde, ela se viu num momento de indiferença, pegou o telefone para ligar para ele, mas não conseguiu, afinal, estava num momento de indiferença. Esperou. Voltou a ficar mal, e não ligou porque queria ligar quando estivesse indiferente e, quando ficou indiferente de novo, não conseguiu ter vontade de ligar, porque estava indiferente.

O fim de semana todo assim.

Depois nós, estudantes de filosofia, reclamamos das várias famas loucas que atribuem a nós, estudantes de filosofia.

Se bem que nunca fiz nada parecido com o que essa minha amiga fez.

Tá, já fiz algo parecido.

E o pior é que eu ainda nem pensava em fazer faculdade de filosofia. 


Escrito por Liliane Prata às 16h21 [ ] [ envie esta mensagem ]




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