Sobre atividades paralelas enquanto dirijo
Acho que dirigir seria superlegal, se não fosse tão monótono. Ainda mais porque, ultimamente, não tenho me perdido. Tenho me localizado bem com mapas, rezas etc, o que tira mais ainda a emoção da coisa. Sem contar que minha carteira de motorista está em dia (dirigi 3 anos sem carteira, como disse aqui), me acostumei com São Paulo e tal. Bom, como dar mais dinamismo e alegria ao ato de dirigir? Como? Como? Fazendo...
... atividades paralelas enquanto dirijo
Comer Ontem, almocei enquanto dirigia, o que não chega a ser uma raridade no meu dia-a-dia. A cada semáforo, uma mordida no sanduíche, um gole na Coca e os conflitos: "Será que o semáforo vai abrir? Não, abriu bem quando eu ia dar outra mordida! Putz, derramei Coca no banco. Onde está o saquinho de catchup mesmo?"
Ler Algum tempo atrás, eu pensava que a melhor coisa para ler enquanto dirijo eram livros fáceis, tipo gibi ou um romance levinho. Mas nãão. Descobri recentemente que é melhor estudar filosofia, e de preferência estudar livros densos e complicados, que se ajustam perfeitamente ao tempo do semáforo. Paro o carro, leio uma frase e, quando o sinal abre, fico pensando na frase e tentando interpretá-la até o próximo sinal.
Treinar inglês A vantagem dessa atividade paralela é que ela não exige paradas no sinal. Posso treinar o tempo inteiro, passando as tarefas do meu dia nessa língua, pensando em voz alta etc.
Cantar Minha atividade favorita. Bem alto. Primeiro porque meu carro não tem som. Segundo porque sempre me reprimem quando canto no trabalho!
P.S.: Vocês experimentaram Baton Doce de Leite? Experimentei e minha vida mudou. P.P.S.: Ainda estou fazendo alterações no meu novo livro. No sábado, passei da metade. Louca para vocês lerem!
Escrito por Liliane Prata às 10h35
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Sobre o ódio de ir ao banco
Hoje eu descobri que há todo um motivo oculto para explicar o ódio que as pessoas, inclusive eu, têm de ir ao banco. Porque hoje de manhã eu fui ao banco com uma amiga minha, reclamando, sendo que não tinha razão para reclamar: o banco fica aqui dentro da Abril e...
... Não tem fila A gente chegou, entrou, deu "oi" para a simpática mulher do caixa e já foi se sentando na cadeira. Sim, porque também...
... Não é preciso ficar em pé Já que todos os funcionários trabalham em mesas, não só o gerente, mas as pessoas do caixa também.
... Não tenho que procurar vaga para estacionar Já que o banco, lembremos, fica dentro do meu trabalho. Já estou aqui mesmo, trabalhando feito uma condenada (aquelas que aproveitam para desabafar!) e tudo o que tenho que fazer é descer a escada. Só dois lances, aliás. Nem compensa pegar o elevador.
... Não tem tumulto Porque está sempre vazio. Quando muito, encontro algum colega e aproveito para bater papo!
Para diminuir ainda mais os problemas, o que me levou ao banco, hoje, foi pagar a fatura do cartão de crédito, que... estava superbarata! Não comprei nada no cartão mês passado!
Ah, antes que me perguntem por que não paguei no caixa eletrônico: porque atrasei para pagar, para variar.
Enfim, mesmo assim, com todas as circunstâncias favoráveis, eu e minha amiga reclamamos para descer e subir as escadas, dizendo: "Odeio ir ao banco! Odeio". E saímos de lá com uma angústia, um aperto no peito, enfim, com essa sensação horrível de quem acabou de ir ao banco! Mas o que teve de tão ruim? O QUÊ?
Aguardem os próximos sobres: 1) Sobre os duendes do banco que distribuem pozinhos maléficos no ambiente, fazendo com que você tenha náusea assim que entra lá 2) Sobre a aliança entre os duendes do banco e os duendes da caneta Bic, que fazem com que sua caneta desapareça desta dimensão sem deixar rastros. Sim, fui ao banco com uma caneta Bic e voltei sem! Tan tan taaaaaan... Abaixo alianças entre duendes de tarefas diferentes! 3) Sobre o ódio de ir ao posto de gasolina
Escrito por Liliane Prata às 12h44
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Asteriscos aleatórios
Bom, eu tinha garantido à Débora que ninguém acharia nojento o episódio do Toddynho. Tampouco o da caneta. Sim, os dois foram protagonizados por mim, como quase todo mundo adivinhou. Ai, ai. Só queria dizer que o Toddynho estava com uma temperatura ótima... morninho. E nada azedo! Estava docinho.
Enfim, o ponto é: quem usa a pia para fazer sanduíche é a Débora e eu acho o cúmulo!
Mas vamos esquecer o passado e falar dos...
... asteriscos aleatórios
* Constatei esta semana que demoro 2 horas para ler: 25-30 páginas de um romance ou 15 páginas de Luluzinha (fico muito tempo olhando os desenhos) ou... 4 páginas da Crítica da Razão Pura. E o pior é que termino as 4 páginas com dúvidas e mais dúvidas. * Eu para minha mãe: "Blá blá, blá, enfim, porque, acima de tudo, você é minha amiga, né". Ela: "Não sou nem quero ser sua amiga. Sou sua mãe". Viva a amizade entre pais e filhos! * Falando da minha mãe, liguei para ela só para dar "oi" e ela acabou me vendendo uma rifa. E não podia esperar minha próxima ida à BH. Tive que mandar dez reais pelo correio. Nem sei a que estou concorrendo! * Falando em minha mãe parte 3, vocês leram o comentário dela sobre o fã Clube Miau? Apaguei porque ela se arrependeu de ter escancarado minha intimidade aqui. Mas, enfim, atendendo a pedidos dela, aguardem um post no estilo "o passado me condena" sobre o fatídico dia em que eu, aos 12 anos, abri esse fã-clube. * Após ter almoçado, no domingo, um monte de brigadeiros, Coca-Cola, café e um pedaço de bolo de chocolate, concluí que não sou imune à cafeína e estimulantes em geral, como eu pensava. * Falando em brigadeiro: alguém já fez brigadeiro usando pó para preparar cappuccino em vez do Nescau? Ficou bom?
Escrito por Liliane Prata às 13h26
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O desafio das coisas nojentas!
Voltei! E com um post interativo! Sumi por todo esse tempo porque estava pensando em como faria minha volta triunfal e acabei escolhendo essa interatividade.
Okk, não colou. Mas, enfim, sem mais enrolação, vamos ao post interativo, que consiste, na verdade, em um...
... desafio das coisas nojentas
Como vocês sabem, ou não, moro com duas amigas, a Débora e a Naiara. Bom. Semana passada, três fatos nojentos abalaram a nossa vida, suscitando todo um debate a respeito da questão HIGIENE. Para ver quem tem razão, vou colocar aqui as três situações que geraram essa discussão. Cada situação foi protagonizada por uma das moradoras, cuja identidade só será revelada no próximo post! Uma disse que a outra foi mais nojenta. Participem, dizendo qual a situação foi pior!
Situação 1 A. entrou no elevador tomando um Toddynho desses de caixinha. Entrou no carro e, para sua surpresa, percebeu que não conseguiria tomar toda a bebida. Então, tomou metade e deixou o resto na lateral do carro. Dois dias depois, A., no carro, sentiu sede e, maravilhada, lembrou-se do Toddynho pela metade esquecido na lateral. Então, ela o bebeu até o fim, feliz, para o espanto de B. que, no banco do carona, assistia à cena horrorizada.
Situação 2 B. resolveu se deliciar com um gostoso sanduíche feito com pão de forma, peito de peru e queijo. Não encontrando um prato, B. não viu nada de mais em deitar as fatias do pão na úmida pia de mármore, enquanto arrumava os frios no pão e passava manteiga (enquanto A. observava a cena, estupefata)
Situação 3 C. resolveu beber um café quentinho da máquina de café expresso. Como a tecnologia é imprevisível, a máquina, para tristeza de C., não liberou o palito para que C. mexesse sua bebida, dissolvendo o açúcar que se encontrava no fundo do copinho. Sem escolha, C. pegou uma caneta, mexeu o café feliz e ainda lambeu a caneta.
Qual é a situação mais nojenta? Quem ganhou? O poder é de vocês!
Escrito por Liliane Prata às 14h56
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Videoblog novo!
http://capricho.abril.com.br/tvcapricho/
Escrito por Liliane Prata às 14h09
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Por menos implicância com o chocolate!
De uns tempos para cá, virou moda falar que chocolate com mais cacau é mais "verdadeiro" do que o com menos cacau, que chocolate meio amargo é que é chocolate mesmo, que chocolate brasileiro é inferior ao de vários países por ter menos cacau e por ter, dependendo da marca, gordura hidrogenada, e que chocolate bom é feito com o leite X, das vacas criadas nas planícies do lugar Z (que fica na Europa, claro), e que a quantidade de manteiga de cacau tem que ser Y e que o chocolate não pode ser armazenado nas condições T.
Sério. Quando foi que todo mundo começou a ter tanta frescura com chocolate? Não basta ter um monte de regrinhas a respeito de vinhos (lugar tal, safra tal), de massas (o certo é fazer a massa al dente, tem que ter ovo, mas não muito, Barilla é que bom etc), de café (grão tal, proveniente do cerrado do lugar tal) e até de água mineral (aliás, só eu acho Perrier ruim? Tem gosto de água velha!). Agora o chocolate, pobrezinho?
Por menos complicação no ato de comer chocolate! Leitores chocólatras deste blog, uni-vos! Pela autonomia e subjetividade dos nossos paladares! Pela quebra das regras! Pelo prazer de comer um Alpino sem ler o rótulo para saber se tem cacau do Himalaia ou não!
Tudo bem, tudo bem, me empolguei.
P.S.: acho que estou estudando filosofia demais. Ontem fiquei lendo até tarde. Hoje, de manhã, quando o celular tocou, li Sêneca em vez de Soneca! P.P.S.: várias pessoas se lembraram da cor bonina! E, pelo visto, só eu não gostei do Fandangos churros. Achei melhor o de... chocolate.
Escrito por Liliane Prata às 17h47
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Algumas considerações sobre o sono
Sábado, fiz uma coisa que não costumo fazer nunca: dormir à tarde. Eu adoro dormir, mas à noite. Bom. Virei para cá, virei para lá e levei uma boa meia hora para pegar no sono. Quando acordei, me peguei pensando...
... as coisas que me atrapalham e as que não me atrapalham a dormir
Não me atrapalham:
Banda À princípio, adoro dormir num ambiente calmo e silencioso. Mas, não sei por que, toda vez que tem uma banda tocando superalto, durmo como um neném. Da última vez que fui a BH, fui ao clube com minha mãe e, a poucos metros da gente, tinha uma banda de axé tocando a pleno vapor e uma mocinha gritando no microfone: "Direita! Esquerda! Vamos lá! Uhu!". Mesmo nesse contexto, estendi uma toalha no chão de concreto, porque todas as espreguiçadeiras estavam ocupadas, e dormi bem gostoso. No último réveillon, em Camburi, tinha uma rave do laado da pousada em que eu estava hospedada e lembro que pensei: "Nossa, nunca vou conseguir dormir com esse baru... zzzzz". Aliás, vários trios elétricos e festas no meu prédio já embalaram meu sono.
Mas nada, nada ganha da irmã de uma amiga minha, que já dormiu sentada, numa festa, em cima da caixa de som.
Calça jeans Meu irmão sempre comenta que não sabe como eu consigo dormir de calça jeans, mas não me atrapalha em nada. Se estou cansada, me jogo na cama do jeito que estiver e nem ligo: calça jeans, tênis, chapéu, nada.
(Chapéu foi só uma hipótese. Nunca tentei. Mas acho que não me atrapalharia).
Tristeza Se estou triste por algum motivo, meu primeiro sintoma é bocejar loucamente. Aí deito e durmo por dez, doze horas, e acordo mais feliz, até porque, depois de dormir tanto, fiquei meio grogue. A verdade é que eu adoro dormir quando estou mal! Já estou triste, só faltava ficar triste e com insônia.
Café Tomo uns seis expressos por dia, fora o chá mate. E isso nunca me atrapalhou a pegar no sono. Na verdade, antes de dormir, relaxo tomando leite com Nescafé. Na verdade parte 2, nem lembro de como sou sem cafeína e chocolate. Será que dentro de toda a minha hiperatividade mora uma pessoa serena e tranqüila como uma planta? Que medo!
Coisas que me atrapalham (resumidamente, porque cansei)
* Celular ligado (só durmo depois de conferir se o celular está meeesmo desligado) * Alguma música que não consigo tirar da cabeça * Claridade * Viagem no dia seguinte e qualquer outra coisa que me deixe ansiosa * Medo de espíritos (eu tento fazer contato com eles (nunca deu certo) e depois me arrependo, porque fico com medo. Já contei aqui, né?)
P.S.: Já provaram Fandangos sabor churros? P.P.S.: Estou louca para vocês lerem meu novo livro! Mas vai demorar. Passei boas horas no sábado e no domingo fazendo alterações nele, e a lista de mudanças a serem feitas está longe do fim. P.P.P.S.: De repente, me viciei em dançar salsa e merengue. Estou toda dolorida, porque dancei sábado e domingo. Substituí a Fenomenologia do Espírito, de Hegel, por mil rodopios e descobri que ainda mais gratificante do que estudar o sábado inteiro é dançar à noite para esquecer o que estudei no sábado inteiro!
Escrito por Liliane Prata às 16h34
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