... Uma distraída muito louca
E vamos ao segundo episódio da série Uma distraída muito louca, que é...
... Uma carona do barulho
Eu estava tranqüilamente indo embora da redação, quando gritei:
Eu: Gente, tô indo embora! Alguém quer carona?
Ninguém respondeu. Peguei minha bolsa e:
Eu: Ninguém, né? Tô indo! Vozes: Espera! Eu! Eu!
Espero e aparecem a T. e a L.
T.: Você vai pra onde? Eu: Pra Vila Madalena. T.: Me deixa no lugar tal? Eu: Deixo. E você, L? L. Ah, nada a ver, vou para o lugar tal. Eu: Beleza. Vamos, T!
Quando eu e a T. estamos na frente do elevador, a Débora, que tinha vindo para a Abril fazer um frila, está lá, parada.
Débora: Tô quase indo, você quer carona, amiga? Eu: Não, valeu, tô de carro.
Pausa.
Débora: Lili, você não tá de carro. Hoje é seu rodízio e você veio de ônibus, lembra?
Débora, Débora. Sempre me desmascarando. Não queiram ver a cara que a T. fez.
P.S.: Ontem falei com os vizinhos assim que cheguei em casa. Moro no segundo andar e falei com os vizinhos do terceiro. Eles falaram que a raiz do problema eram os vizinhos do quarto e lá fui eu para o quarto andar. No final das contas, todo mundo garantiu que ninguém era culpado e ao mesmo tempo todos se comprometeram a zelar pelo silêncio no prédio pela madrugada. Lindo, né? O problema é que ontem fui dormir às duas, quis ouvir música de madrugada e não em atrevi a ligar o som, como de costume.
Escrito por Liliane Prata às 18h15
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Eu acho que os espíritos atrapalharam minha noite
Faz tempo que eu não falo neste blog sobre espíritos, né? Bom, então vamos interromper a série da distração para falar deles. Bem. Vocês podem até achar estranho, mas...
... eu acho que os espíritos atrapalharam minha noite
Como eu já disse aqui, não tenho opinião formada sobre espíritos: tem dia que eu acho que eles existem, tem dias que não e assim vou levando a vida. Mas, como sou uma pessoa bastante influenciável, às vezes leio ou escuto um caso sobre o assunto e passo a achar que o além existe, para parar de achar alguns dias depois, voltar a achar etc.
Bom, como este não é um post sobre como eu sou volúvel, mas sobre os espíritos, continuemos.
Ontem, depois de trabalhar, estudar e escrever meu novo livro, fui dormir uma da manhã, bem agitada. Eu sempre deito e durmo tipo cinco minutos depois, e só acordo de manhã, com o despertador, e olhe lá. Mas ontem demorei quase uma hora, o que estranhei bastante. Mas, até aí, tudo bem. O problema é que acordei de madrugada com uns barulhos altíssimos dos vizinhos de cima. Não é a primeira vez que ouço esses barulhos. É um som de móveis sendo arrastados e socos na parede, sabem? Ok, não sabem. Continuando.
Em vez de voltar a dormir, comecei a investigar mentalmente o que seriam aqueles barulhos e cheguei à conclusão de que podiam ser espíritos. Isso porque eu tenho uma amiga, a C., que, alguns meses atrás... Espera, que vou abrir um parênteses, para ficar mais claro:
(Caso da C.: Essa minha amiga sempre tem insônia. Um dia, ela chamou um paranormal para ir à casa dela verificar o motivo do problema (sim, ela deveria ter consultado um médico ou tomado chá de erva cidreira, mas enfim). Ela não contou a ele que o motivo da consulta era esse. Bom. Ele entrou no apartamento e já foi falando que via vários espíritos de crianças correndo pela casa. Elas eram sapecas e ficavam correndo para lá e para cá, arrastando os móveis e deixando objetos caírem enquanto a C. dormia. A C. ficou branca. Isso porque a vizinha de baixo, uma velhinha, sempre reclamava nas reuniões de condomínio que a C. fazia muito barulho de madrugada, correndo pelo apartamento. Logo a C., que mora sozinha, dorme às onze da noite e não é freak o suficiente para correr pelo apartamento de madrugada!).
Voltando ao meu caso: não dormi mais, pensando que eram espíritos. De manhã, acordei às sete para escrever meu livro e quase babei em cima do teclado, o que me fez tomar a decisão de, à noite, ir lá nos meus vizinhos perguntar o que eram aqueles barulhos – e se têm como eles pararem, claro. Hoje à noite, vou tocar a campainha deles e falar, educadamente, que estou bem sem-graça de reclamar, mas que preciiiso reclamar da barulheira.
Imagina se eles falarem: "Arrastando móveis, a gente? Nem dormimos aqui essa noite!"
O problema não é nem medo. O problema é que, se forem seres do além mesmo, não vai adiantar nada eu reclamar do barulho com eles.
Escrito por Liliane Prata às 10h19
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Uma distraída muito louca
Faz tempo que uma nova série não estréia neste blog, né? Então, vamos à série...
... Uma distraída muito louca
Episódio um: Uma loira em apuros
(Antes de começar, eu gostaria de dizer que o nome da série, assim como dos episódios, é inspirado nos nomes dos filmes da Sessão da Tarde. Não sei explicar por quê. Continuando)
Minha amiga Daniela me convidou para jantar na casa dela com alguns amigos. Um dia antes do jantar, ela me liga.
Dani: Lili, preciso da sua ajuda! Sabe o jantar da sexta? Eu: Sei. Dani: Então, acabei de descobrir que vou ter um compromisso no sábado de manhã. Vou ter que acordar às seis da manhã! Você acha que o jantar vai até tarde? Se for até tarde, não vou conseguir acordar! Eu: Putz, será que não é melhor você marcar para outro dia? Dani: Não! É só você me ajudar a fazer os convidados irem embora cedo! Dá uma idéia... Eu: Vamos inventar uma senha! Quando você disser a senha, aí eu falo algo do tipo: "Gente, a Dani vai ter que acordar amanhã às seis, melhor a gente já ir indo..." Dani: Boa!
Após alguns minutos de brainstorm, a senha ficou sendo: "Lili, meu cabelo está mais claro?". Ela perguntaria isso numa determinada hora e eu enxotaria todo mundo.
Bom. Sexta-feira, chego na casa dela, conversa vai, conversa bem, massa, vinho, sobremesa e...
Dani: Lili! Eu (interrompendo minha conversa com outra pessoa e me virando para ela): O quê? Dani: Meu cabelo tá mais claro? Eu: Hã? Dani: Meu cabelo! Eu... passei um xampu de camomila novo. Tá mais claro? Eu: Acho que não... sei lá... (voltando a conversar com a pessoa) Bom... Dani: Olha direito, Lili! ESTÁ MAIS CLARO? Eu: Não sei, amiga! Estou aqui conversando, depois olho com calma, pode ser? Que louca!
Para piorar ainda mais as coisas, alguns minutos depois eu falei:
Eu: Gente! Vamos todo mundo para o sofá?
Saímos da mesa, fomos para o sofá, a Dani me perguntou de novo sobre a cor do cabelo dela, eu não me toquei e acabou que todo mundo foi embora tipo as três da manhã.
E eu me toquei só no outro dia.
Enfim. Faz alguns meses que a Dani não me chama para jantar na casa dela, mas não sei se tem a ver com isso.
Aguardem o próximo episódio: Uma carona do barulho
Escrito por Liliane Prata às 14h47
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Naiara, uma roommate ponderada
Atendendo a pedidos, um post sobre a Naiara!
Como vocês sabem, moro com minha amiga Débora (rápida retrospectiva, para quem não sabe: eu morava sozinha em um flat, quando o proprietário disse que precisava do apartamento desocupado em quatro dias. Pedi para a Débora, que morava sozinha, para passar dois meses lá, dividindo as contas. Isso faz um ano. Continuando). Há um mês, a Naiara, amiga da Déb, se mudou para lá. Aos poucos, Naiara vai mostrando as nuances de sua personalidade a todas da casa. O episódio de ontem à noite foi bastante esclarecedor. Então, sem mais enrolação, vamos ao...
... episódio da água
Ontem de manhã, a Débora perguntou se todo mundo podia ficar em casa à noite, para participar de uma pequena reunião sobre a casa. Todo mundo (leia-se eu e Naiara) concordou (até porque a gente já ia ficar em casa à noite, mesmo, mas enfim). Bom. A reunião começa e a Déb levanta alguns pontos sobre contas, novas opções de provedor de internet, mudanças na decoração etc. Numa determinada hora, o ponto da discussão foi ÁGUA.
Nós usamos aqueles galões de água mineral. Pedimos os galões por telefone, de dois em dois. Esse sistema suscita vários problemas: quem paga cada galão (dividimos toda vez? Cada uma paga um? Fazemos uma tabela de quem paga?), quem se lembra de reparar que o galão está acabando e liga pedindo outro (geralmente a gente passa um dia bebendo água da torneira, porque esquece de pedir o galão), quem se lembra de deixar os galões vazios na portaria etc. No calor das soluções propostas por mim e pela Déb para os N problemas da questão galão, a Naiara pede a palavra e simplesmente fala:
Naiara: Por que vocês usam galão de água mineral? Por que não compramos um filtro?
Eu e a Débora ficamos paradas, olhando uma para outra.
Um filtro. Daqueles de barro. Por que a gente nunca pensou nisso antes?
P.S.: Mal sabe a Naiara que, de agora em diante, pedirei a opinião dela sobre cada problema da minha vida.
Escrito por Liliane Prata às 17h39
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O caso da luzinha imaginária
Voltei! E, como sugere o título acima, voltei com o ...
... caso da luzinha imaginária
No meu prédio, cada apartamento tem duas vagas na garagem. Então uma fica para mim e outra para a Débora (a Naiara não tem carro). Tem hora que meu carro está atrás do da Débora, tem hora que o carro da Débora está atrás do meu e assim nossa vida continua. Bom. Dia desses, a Débora estava com pressa e pediu para sair com meu carro, que estava atrás do dela.
Eu: Só se você passar no posto, porque a gasolina está muito no fim e daqui a pouco a luzinha do painel acende. Débora: Olha! Você também espera a luzinha acender para abastecer? Eu sempre faço isso. Eu: Na verdade, ela nunca acendeu, sabia? Sempre acabo passando no posto antes. Débora: É mesmo? Eu sempre espero a gasolina chegar na reserva... Bom, vou com o meu mesmo, porque se eu passar no posto vou me atrasar mais ainda. Tchau.
Ela trocou os carros e foi com o dela. No outro dia, ela:
Débora: Lili, você pôs gasolina no seu carro? Eu: Ainda não, tô tão sem tempo para passar no posto e a luzinha ainda não acendeu, mesmo. Débora: Lili, eu queria te dizer uma coisa. Eu: Hum. Débora: Ontem, na hora de trocar os carros, eu reparei no painel do seu carro e... não tem luzinha. Eu: Hã? Como assim, a luzinha está apagada. Débora: Não está apagada nem acesa. O painel do seu carro não tem luzinha nenhuma.
Desci para a garagem, abri o carro e não é que não tem luzinha mesmo? Fui correndo para o posto. E eu sempre me gabava com meu irmão, falando que não deixo para passar no posto de última hora. Era por isso que em sete anos a luz do meu carro nunca acendeu!
Enfim. Com perdão do trocadilho, agora tudo ficou claro.
P.S.: Meu novo livro está com 122 páginas! P.P.S.: Este é um P.P.S. interno: gostaria de agradecer meu pai e meu irmão pela surpresa que me deram nos últimos dias. Mãe, eles estão se destacando na família! Ainda dá tempo de você me fazer uma surpresa! P.P.P.S. Voltando aos posts dirigidos a todo mundo: já tomaram o Baby Sundae de doce de leite do Frans Café? Sempre vou lá estudar e descobri essa maravilha no cardápio. Não quero fazer propaganda do Frans, até porque passo muita raiva lá, mas enfim, recomendo esse doce!
Escrito por Liliane Prata às 17h57
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Perguntas aleatórias
Sim, sim, não cumpri a promessa, estou envergonhada, mas vejam por este lado... este blog é sempre uma surpresa! Prometo que postarei todos os dias e, quando vocês entram, não postei!
Ok, não colou. Bem, sem mais delongas, vamos a algumas...
... perguntas aleatórias
* Qual é o limite entre a frescura e o TOC (transtorno obsessivo-compulsivo)? Esse foi o tema de um almoço com uma amiga, que só toma café em lanchonetes se for em copos de plástico ou isopor, despreza cinco pratos da pilha de pratos do self-service antes de se contentar (mais ou menos) com o estado de limpeza do sexto e não dá uma colherada do seu iogurte a quem pede.
* Falando no iogurte, é pior dividir alguns alimentos do que outros? Cheguei à conclusão de que não me importo de oferecer mordidas/colheradas de certos alimentos para amigos/conhecidos etc, mas alguns eu me importo. Na lista dos que eu não divido e não estou nem aí: Alpino (por ser pequeno), sopa (por ser estranho) e coxinha (não sei por quê).
* Por que lançaram H2O de limão E tangerina? Não podia ser só tangerina, já que já existia de limão? Na mesma linha: todo mundo gosta de xarope. Por que não lançam uma cobertura ou um doce sabor xarope?
* Cinza é uma cor clara ou escura?
Escrito por Liliane Prata às 17h02
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Coisas que um estudante de filosofia sempre ouve
Ainda estou no primeiro ano do curso, mas já deu para perceber que alguns comentários farão parte da minha rotina até o final. Da mesma forma que tive que me acostumar, quando fiz jornalismo, a ouvir "Ah! Você vai morrer de fome", agora tenho que me acostumar a ouvir...
* Ih, cuidado para não ficar louca! (variação: Ih, vai ficar mais louca do que já é!) As pessoas geralmente acompanham esse comentário com exemplos de filósofos que ficaram loucos, como Nietzsche. Ninguém cita os filósofos que viveram normalmente e morreram, digamos, porque tiveram tuberculose ou foram atropelados.
* As aulas devem ser uma viagem! Vocês ficam discutindo se o copo está meio cheio ou meio vazio? Tudo bem, algumas aulas são uma viagem, mas ninguém até hoje discutiu se o copo está meio cheio ou meio vazio! Dois amigos já me fizeram essa pergunta.
* Ai, lá vem, vai dar uma de filósofa! Antes de entrar no curso, eu podia ficar parada com a mão apoiada no queixo, pensando, que ninguém falava nada. Se o assunto na roda de amigos ou no almoço com os colegas de trabalho era sobre política ou economia e eu fazia algum comentário, ninguém falava nada. Agora, sempre que eu fico nessa posição com a mão no queixo ou se faço algum comentário mais, digamos, sério, alguém fala: Ai, lá vai ela dar uma de filósofa!
E, finalmente, a pergunta clássica:
* Filosofia? Pra quê? Amigos, amigos de amigos, parentes, meu ex-marido, a faxineira lá de casa, minha dermatologista, todos já me fizeram esse questionamento quando prestei o vestibular e vários me fazem até hoje. O pior não é nem ouvir essa pergunta. O pior é não saber muito bem como respondê-la.
Escrito por Liliane Prata às 12h05
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Sobre teorias peculiares dos colegas de trabalho
Esta semana vai ser superdiferente: vou postar todos os dias! E vou começar com...
... teorias peculiares dos colegas de trabalho
Hoje é um dia muito feliz, porque meu editor chegou das férias. Nesse mês que passei sozinha na minha editoria, coordenando uma designer e duas estagiárias, acumulei as minhas tarefas e as dele. Trabalhei freneticamente e não sei como consegui conciliar o trabalho com meu livro novo, que está com 105 páginas, e a faculdade de filosofia (na verdade, sei como conciliei com a faculdade: ela entrou em greve e fiquei duas semanas sem aula. Mas enfim, continuando). Pois bem: hoje, meu querido editor chegou e estávamos bem conversando, quando peguei minha bolsa.
Eu: Nossa, como minha bolsa tá pesada! Ele: (não disse nada) Eu: Credo, vou abrir minha bolsa para saber por que ela está tão pesada. Ele: (apenas observando) Eu (abrindo a bolsa): Nossa! Um pacote de biscoito... Uma caixa de bala... Um par de meias que eu estava usando de manhã e tirei porque fiquei com calor...um bloco... um Melhoral... Ele: Hm... Uma bolsa típica de uma mulher solteira. Eu: Hã? Ele: Você ainda está solteira? Eu: Estou, mas... Ele: A-há! Eu sabia. Essa é uma bolsa típica de quem não está namorando.
Sério. Alguém se habilita a interpretar a interpretação dele? Eu não consegui. E tudo o que ele fez depois foi dar uma risadinha, inspecionar a bolsa da designer e concluir que também era uma bolsa de mulher solteira.
P.S.: Assisti Depois do Casamento e A Vida Secreta das Palavras e adorei! P.P.S.: Meu vídeo novo está aqui e também aqui!
Escrito por Liliane Prata às 16h31
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