É parente do Mario Prata: não
Idade: 28 anos
O que faz da vida: colunista da revista Capricho, jornalista free lancer e neurótica, estudante de filosofia e apreciadora de palavras, amigos e glicose. Autora dos livros O Diário de Débora,O Diário de Débora 2 , Na Festa e Uma bebida e um amor sem gelo, por favor.
Não gosta de: pessoas andando em diagonal na minha frente.
E-Mail: liliprata@yahoo.com.br (PS:não mandem correntes)
twitter.com/lilianeprata
 


Hábitos que eu gostaria de ter, mas não tenho

Sim, eles são admiráveis. E, tudo bem, eu gostaria de tê-los. Mas o post é justamente sobre...

... hábitos que eu gostaria de ter, mas não tenho

1) Colocar fotos da minha família em porta-retratos

Várias pessoas têm fotos da família, amigos, etc na mesa do trabalho ou espalhadas pela casa. Acho legal e até fiz uma tentativa quando me mudei para São Paulo: deixei uma foto da minha mãe romanticamente disposta sobre o criado-mudo, mas o que acontecia? Eu quase chorava todas as vezes que olhava a droga da foto. Quando me mudei para a casa da Débora, consegui, por alguns meses, deixar uma foto do meu irmão no mural do meu quarto, mas, na primeira TPM mais emotiva, guardei a foto numa gaveta para nunca mais olhá-la. Agora, no mural, só tem uma foto do meu namorado, porque, afinal, ele mora a uns 5 quilômetros da minha casa e a gente se vê com freqüência. Mesmo assim, toda vez que olho para a foto, que tem nós dois, olho muito mais para mim do que para ele. Afinal, eu estou comigo e ele, quando vejo a foto, não. Odeio fotos de pessoas queridas que estão longe de mim. Será que eu deveria expor essa questão na terapia? (Se eu fizesse terapia). 

2) Ficar por dentro das promoções de vôo

Toda vez que vou para BH, entro no site da Gol, da Tam, etc, olho as promoções de 50 reais com aquele monte de condições, horários e tempo mínimo de estada e ainda o que acontece se eu desistir da compra... e pronto, desanimo na mesma hora e compro uma passagem mais ou menos barata, mas que não dá trabalho. Admiro muito quem tem paciência de ficar plantado na frente do computador depois da meia-noite esperando as promoções, quem compra passagens com meses de antecedência para conseguir o melhor preço e, sobretudo, quem consegue pagar 50 reais por uma passagem (taxas não inclusas, aposto! Tudo bem, foi só um parênteses depeitado).

Outros hábitos que considero muito admiráveis, mas que não são para mim:

3) Comer maçã
4) Tocar flauta
5) Ter um animal de estimação
6) Guardar cartões de visita numa pasta para guardar cartões de visita
7) Aprender uma língua morta


Escrito por Liliane Prata às 17h07 [ ] [ envie esta mensagem ]



Videoblog!

Desculpem... Correria! Eu ia postar sobre mais um dos peculiares métodos usados por minha mãe na educação dos incautos filhos dela, mas fica para a próxima. Por enquanto, fiquem com meu novo videoblog, que finalmente voltou! Vejam clicando aqui. Se estiver ruim para ver, cliquem no link TV Capricho e depois no Quase Nada - aproveitem e vejam os outros vídeos legais do site. Aliás, os vídeos da TV Capricho ganharam o Prêmio Abril anteontem, olhem que divertido! Não compareci ao prêmio porque estava na aula, mas enfim, todos os meus colegas concordaram que é muito fino ganhar um prêmio e não comparecer à entrega dele!


Escrito por Liliane Prata às 15h06 [ ] [ envie esta mensagem ]



Roommates e casamentos

Como vocês sabem, moro com minha amiga Débora. Outro dia, estávamos conversando pelo msn quando percebemos, para a nossa surpresa, que...

... às vezes morar com amiga é muito parecido com casamento

Prova 1: A gente se cobra

Exemplo: diálogos do tipo...

Eu: Dé, não vou dormir em casa hoje! Vou dormir no Marcio!
Dé: De novooo? Nossa, é a terceira vez esta semana!
Eu: E você, que foi pra Bauru e, quando chegou, nem me ligou?
Dé: Qual a diferença, você nem se importa se eu cheguei mesmo!

Etc.

Prova 2: A gente se cuida
Exemplo 1: estou no meu quarto lendo e:

Débora: Lili! Fiz um chazinho, você quer?
Eu: Não, Dezinha, brigada... Nossa, você tá com uma carinha, dormiu bem essa noite?
Débora: Pois é, nem dormi, blá blá blá...

Ou:

Exemplo 2: meu telefone toca e:

Débora: Lili! Que horas você chega?
Eu: Não sei, umas oito.
Débora: Eu vou sair agora, mas fiz um macarrão, quer que eu deixe na mesa pra você?

Prova definitiva: A gente tem crises
Exemplo: semana passada, no msn...

Eu: Dezinha!! A gente não se vê mais!
Débora: Pois é, quando chego em casa você tá dormindo, quando acordo você já saiu! A gente nem conversa mais...
Eu: Estamos em crise.
Débora: Total!
Eu: Se a gente se separar, o que vamos alegar?
Débora: A famosa incompatibilidade de agendas! Hauahauah!

P.S.: Aguardem um post sobre meu sonho de infância de inventar uma cor! Amanhã escrevo sobre isso.
P.P.S.: Ou não, né!
P.P.P.S.: Falando em Débora, hoje saiu mais uma edição do meu primeiro livro, O Diário de Débora! Ah, pra quem acompanha o blog há pouco tempo não ficar confuso: é outra Débora. 


Escrito por Liliane Prata às 17h05 [ ] [ envie esta mensagem ]



Um post alimentar

Minha gripe matutina misteriosamente passou. Quer dizer, ontem ela fez uma participação intensiva na minha vida, durando o dia inteiro, mas depois sumiu, sem dizer a que veio, sem me explicar se era um rinite, enfim, ela não está mais aqui.

Aproveitei o período da gripe matinal para mais uma vez refletir sobre a minha alimentação. Afinal, toda vez que fico doente, matinalmente ou não, eu culpo o tanto de água que tomo ou a minha alimentação. Como tenho tomado até muita água, a culpa vai para o que como. Escrevi o que comi em três dias e cheguei à conclusão de que ultimamente meu cardápio está muito peculiar. Eu simplesmente não sei dizer se tenho uma alimentação saudável ou trash, de tão irregular que ela é. O lado bom é que, pelo menos, eu como de tudo, e os médicos dizem que isso é bom, certo?

Domingo:
Café da manhã: Um misto e café
Almoço e lanche da tarde: Um ovo de páscoa (não tão grande, vai: 200 gramas) e café
Jantar: Meio cheeseburguer, meia esfirra e suco de morango natural (foquem no suco)

Segunda:
Café da manhã: um iogurte Activia, meio mamão e café
Almoço: salada, filé mignon grelhado e batata frita, suco de laranja, café e um alpino
Lanche da tarde: dois ou três biscoitos Maisena e café
Jantar: um iogurte daqueles de mel e uma pêra
Antes de dormir: um pedaço de chocolate

Terça:
Café da manhã: um iogurte Activia, uma fatia de pão de forma com manteiga e café
Almoço: quiche de alho poró, almôndega, batata assada, salada, um pedaço de pão, suco de laranja, Alpino e café
Lanche da tarde: meio mamão e uma H2OH!
Jantar: uma xícara de leite quente com Nescau e três Dadinhos
Antes de dormir: um pedaço de ovo de Páscoa

P.S.: mais uma vez, a linha editorial flexível deste blog se faz presente. Até cardápio ponho aqui.
P.P.S.: pensando bem, já coloquei meu cardápio outras vezes.
P.P.P.S.: aguardem minha teoria da conspiração sobre chocolates!
P.P.P.P.S.: estou me sentindo tão mal por ainda naõ ter lido O Caçador de Pipas. Já estou naquele ponto de ficar irritada quando alguém vem conversar comigo sobre esse livro e já vou respondendo: "Nããão, eu NÃO li O Caçador de Pipas! Vou comprar, vou comprar!".


Escrito por Liliane Prata às 16h07 [ ] [ envie esta mensagem ]



O condicionador mal-educado e o pirulito que acende

O condicionador mal-educado

Anteontem, no supermercado, lembrei que precisava comprar condicionador. Vi um da Seda para cabelos ondulados que eu nunca tinha usado e comprei. Na hora de lavar o cabelo, adoro ficar lendo rótulos, para agüentar aqueles tais três minutos que o condicionador leva para agir sem ficar ensaboando tudo o que eu já tinha ensaboado e gastando água e mais água. Bom, sem dar mais detalhes da logística do meu banho, fiquei superfeliz por ter um rótulo novo e comecei a ler:

"Seus cabelos ondulados têm um encanto natural, que, no entanto, ninguém descobriu ainda? Para definir seus cachos, chegou esse Seda e blá blá blá"

Sério. Falar que seus cabelos têm um encanto natural que ninguém descobriu é quase uma ofensa! Será que era uma piadinha dos publicitários que criaram o texto do rótulo e não era para ir para o rótulo de verdade?

Aposto que a pessoa que escreveu esse texto se gaba por todo mundo ter descoberto o encanto natural do cabelo dela.

O pirulito que acende

O pirulito que acende! Tenho certeza de que tinha contado esse caso aqui! Bom: uma vez, há alguns anos, eu e meu amigo Daniel estávamos numa padaria, quando ele disse: "Nossa, esse pirulito acende!". Eu disse: "Tipo o Pirocóptero? Que legal!". Ele: "Hã? O Pirocóptero VOA! Esse aqui acende, tem uma luzinha, ó. De onde você tirou que ele voava?". Eu tinha entendido "ascende", de "ascender", e não "acende". A culpa não é minha, mas da língua! Até hoje o Daniel me zoa por causa disso. Com certeza, eu estava lendo na época algo sobre ascensão e queda de alguma coisa, para ficar com essa palavra na cabeça. Se bem que... Tudo bem que "ascende" é menos usado que "acende", mas o que é mais fácil de imaginar? Um pirulito que voa como o pirocóptero ou um que é praticamente uma lanterna?


Escrito por Liliane Prata às 14h16 [ ] [ envie esta mensagem ]



Gripe matinal e leitura deturpada de uma notícia

Acho que estou com uma doença nova chamada gripe matinal. Faz uma semana que tenho acordado com o nariz completamente entupido e a garganta seca. Depois do banho, os sintomas passam, misteriosamente. Não pode se alergia porque, em primeiro lugar, eu dormi em dois lugares diferentes na semana: na minha casa e na casa do Marcio. Poeira nos dois lugares? Em segundo lugar, eu não sou alérgica.

(Também posso estar assim por causa da falta de umidade do ar e da conseqüente piora da poluição, mas acho muito mais poético pensar que estou com essa nova doença, a gripe matinal. Não estou me medicando porque ainda não encontrei nenhum remédio indicado para gripe matutina/matinal/sinônimos. Se uma gripe que dura o dia inteiro acaba em uma semana, minha gripe matinal vai durar umas três e até lá conviveremos felizes).

P.S.: acho que hoje eu estudei filosofia além da conta. Acabei de ler na home do uol: “Sem luz natural, jogo de duplas de Kuerten e Sá fica para amanhã” e pensei: “Sem razão? Sem razão, o jogo de duplas vai ficar para amanhã? Como assim?” Depois de alguns segundos, caí na real e fiquei me sentindo a pirada. Esse episódio me lembrou muito o caso do pirulito que acendia, já contei aqui?


Escrito por Liliane Prata às 18h27 [ ] [ envie esta mensagem ]



Livros e H2OH!

Ontem passei a manhã gravando novos vídeos para o Quase Nada e, quando voltei para a redação, imaginei que todo mundo já tivesse almoçado e fui comer sozinha. Geralmente, almoço com várias pessoas, conversamos muito enquanto comemos e depois ainda conversamos enquanto tomamos café na lanchonete, o que dá no total uma hora de almoço, mais ou menos. Bom. Engoli a comida em dez minutos, como acontece geralmente quando as pessoas almoçam sozinhas, e lembrei que eu tinha um livro na bolsa. Aí, pensei: "Oba, vou aproveitar que almocei super-rápido e ler por meia hora antes de subir". Fui toda feliz para a lanchonete, pedi um café com creme e fiquei extremamente realizada no meu amado mundinho café/livro, quando uma pessoa passou e gritou:

Pessoa: Ê, vida boa, hein!

Continuei lendo, mas, dez minutos depois, outra pessoa passou e:

Pessoa: Que folga, hein!

Assim, em vez de meia hora, li por vinte e um minutos e subi pensando: por que tantas pessoas acham que ler é igual a estar à toa? Quando fico batendo papo na redação, ninguém fala nada. Quando navego na internet, ninguém fala nada. Para piorar, tem um jardim zen no banheiro, e, quando fico brincando no jardim zen, ninguém fala nada!

Por quê? Por quê?

Ao contrário do que posso ter dado a entender, encerro este post sem chegar a nenhuma conclusão.

P.S.: posso escrever outro post sem conclusão amanhã? Assim é bem mais prático postar todos os dias! Em vez de pensar num post com começo, meio e fim, penso num com começo e meio.
P.P.S.: não acho H2OH! em nenhum lugar: a resposta do vendedor é sempre "Acabou" ou "Tá em falta". Está todo mundo viciado em H2OH!? Mas, como eu não resisto a uma teoria da conspiração: é só um vício ou... esse problema de distribuição é uma estratégia de marketing para todo mundo pensar que está todo mundo viciado em H2OH!? Tan tan taaan...
P.P.P.S.: só para deixar claro: no que depender de mim, a estratégia está funcionando. Quero H2OH!! Apesar de aquilo ser só mais um refrigerante, e não água, como já discutimos.


Escrito por Liliane Prata às 14h05 [ ] [ envie esta mensagem ]



Coisas peculiares que ouvi estes dias

Esta semana, para a surpresa de vocês e também para a minha própria surpresa, postarei todos os dias!

E o post de hoje é sobre...

... coisas peculiares que ouvi estes dias

1)
Quando: hoje de manhã
De quem: da minha roommate, a Débora
O quê: que ela entrevistou o Orkut

(De manhã, a Débora acordou gritando: Liliii, entrevistei o Orkut! Eu a corrigi: Dezinha, você ADICIONOU alguém no seu Orkut, né? Ela insistiu e ainda piorou a frase: Lilii, entrevistei o Orkut! Ele é turco! Foi assim que, numa manhã aparentemente normal, descobri que o criador do Orkut se chama Orkut, que ele é turco, tem 30 e poucos anos e foi entrevistado pela Déb, que, por sua vez, participou de um grupo de discussão – real, não virtual – do Google e ainda ganhou uma camiseta com a frase: "O Orkut quis me conhecer").

2)
Quando: ontem
De quem: da atendente da lanchonete aqui da Abril
O quê: que devemos submeter todas as nossas preocupações à moda 

(Fui toda feliz comprar uma coxinha e uma água de coco para viagem. Como o meu mais novo TOC é economizar plástico, quando vi a mulher colocando a coxinha num saquinho e a água de coco em OUTRO saquinho, eu disse: Usa só um saquinho, moça! Ela enfiou tudo num saco só e perguntou, curiosa: Por que, hein? E eu respondi: Para economizarmos plástico! Impressionante como a gente gasta plástico à toa! E então a mulher falou, rindo: Ai, meu Deus, preocupada com plástico? A gente tem que preocupar é com aquecimento global!!!)

3)
Quando: semana retrasada
De quem: de três designers da redação
O quê: que eles resolveram ir embora para bem longe

(Do nada, uma designer resolveu se mudar para a Noruega – afinal, lá tem o melhor IDH do mundo e uma boa bacalhoada deve custar superbarato! Por que diabos nós também não vamos para a Noruega? – , outro para Nova York – Ah, é Nova York, né – e outra para a Bolívia – o novo namorado dela mora lá e ela resolveu se mudar para a casa dele. O caso é: a redação é um lugar horrível e as pessoas querem fugir, de preferência rápido e para bem longe, ou foi apenas uma cosmopolita coincidência? Façam suas apostas!)


Escrito por Liliane Prata às 18h24 [ ] [ envie esta mensagem ]




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