Um post adulto sobre finanças
Na sexta passada, tirei toda tranqüila meu extrato bancário, achando que eu ia ter o suficiente pra pagar as contas do mês e ainda sair, comprar presentes, enfim. Qual não foi a minha surpresa quando o extrato danadinho mostrou que eu não só tinha o dinheiro que eu pensava como minha conta estava no negativo! Eu estava no cheque especial há séculos e nem sabia. Como esse tipo de surpresa ocorre em cerca de 11 meses por ano, resolvi adotar uma série de medidas extremamente adultas para organizar minha vida financeira. Vamos a elas!
Medida 1 Tentar (TENTAR) comer menos em restaurantes, que é o programa que eu mais adoro fazer. Todos os dias, almoço na Abril. Mas saio para jantar fora no mínimo quatro noites por semana. Fora os almoços de sábado e domingo. Pra que sair pra jantar fora com namorado e amigos em restaurantes supergostosos, se eu posso ficar em casa vendo TV, que é tão divertido quanto? (sim, é um processo de auto-sugestão).
Medida 2 Parar de sair sozinha. Quando não tenho companhia, sempre vou ler um livro num café. Na minha casa tem sofá. Por que não me resignar quanto à minha solidão e ler no sofá da minha casa? É a mesma coisa.
Medida 3 Comprar coisas básicas no supermercado. Geralmente entro no supermercado para comprar coisas como papel higiênico e mamão, mas saio de lá com chocolates, vasos de flores, biscoitos em forma de estrela. Chega.
Medida 4 Esta é a mais importante (leia-se: a mais fácil) de todas: continuar sendo uma pessoa que não gosta de balada (a última vez que fui a uma danceteria ou festa foi meses atrás), continuar não bebendo (imagino que beber deve ser bem caro), não fumando. Droga, por que não sou uma pessoa baladeira e que bebe e fuma? Aí eu economizaria abandonando esses hábitos. Melhor ainda, eu poderia ser uma colecionadora de carros antigos e me desfazer da minha coleção. Mas a chata aqui não coleciona nada.
Medida 5 Pagar todas as minhas contas em dia! A de celular, por exemplo, eu só pago quando a Claro ameaça mandar meu nome para o SPC.
Medida 6 Pedir para o Marcio, que é administrador, rever as minhas medidas!
E a mais fundamental medida de todas:
Medida 7 Jamais tirar meu extrato sexta-feira. Principalmente sexta à noite, porque é um momento feliz e especial da semana. Demorei longos 20 minutos para recuperar minha alegria!
Escrito por Liliane Prata às 17h59
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As metas impostas ao meu hóspede
Meu hóspede, o Daniel, foi embora ontem, depois de ter passado alguns dias lá em casa. De SP, ele seguiu para o Rio e depois voltará para BH. Mas não é sobre as andanças do Daniel que eu quero postar, e sim sobre...
... as metas impostas ao meu hóspede
O Daniel estava de férias e eu, trabalhando. Sendo assim, a gente nem se encontraria muito. Como eu sabia que haveria esse choque de rotinas e também que o Dani tem vários amigos em SP (e que, por causa disso, eu não teria exclusividade no quesito companhia), estabeleci algumas metas para a estada dele, devidamente avisadas logo no primeiro dia. Metas cumpridas, anfitriã satisfeita. Vamos a elas:
Meta 1: Agrados concretos à anfitriã O que é: basicamente, trazer algum presentinho para mim, em reconhecimento à minha hospitalidade. Como ele se saiu: muito bem! Ele trouxe uma caixa de bombons e ainda deixou outra no dia em que foi embora. E também trouxe chocolates para a Débora, minha roommate, que chegou do Canadá.
Meta 2: Companhia O que é: sem a Débora na minha casa e com um namorado que trabalha muito e que não vejo todos os dias, seria interessante que o Daniel oferecesse companhia a mim. Como ele se saiu: muito bem! No primeiro dia, uma quarta-feira, ele saiu à noite com os amigos dele, mas nem fez falta, porque fui jantar com o Marcio. Na quinta, saímos com vários amigos para um bar. Na sexta, saímos para jantar eu, ele e o Marcio. No sábado, almocei com ele no Mercadão (na verdade, em frente ao Mercadão, porque lá estava absurdamente cheio). No sábado à noite, saímos eu, o Marcio, ele e a recém-chegada Débora. Em todos os momentos em que ficamos em casa, à toa, ele viu TV comigo e ouviu meus (muitos) casos, problemas, etc. No domingo, eu o abandonei, confesso.
Meta 3: Manter a organização da casa Como ele se saiu: perfeito! Lavou a louça que eu deixava propositalmente suja (afinal, ele tinha que bater a meta), colocou o lixo para fora, não bagunçou o banheiro da Débora (ele ficou no quarto dela) e ainda abasteceu a geladeira com iogurtes, sucos, etc.
Resultado: o Daniel superou as minhas expectativas como hóspede e, a partir de hoje, compartilhará a faixa "Hóspede Perfeito" com minha amiga Diorela. Espero MUITO mais empenho dos meus futuros hóspedes, da próxima vez. O estímulo é: roubem a faixa desses dois!
P.S.: secretamente, torci para o Daniel fazer alguma coisa relapsa na minha casa, porque eu estava louca para escrever um post intitulado "O hóspede relapso", mas o que posso fazer se ele foi ótimo? Impressionante como os hóspedes não se preocupam com o conteúdo do meu blog. P.P.S.: quando a Débora parar de enaltecer o clima brasileiro e conversarmos sobre assuntos mais variados, posto sobre ela. P.P.P.S.: tentei fazer um petit gateau, mas não deu certo. Como este virou meu novo objetivo de vida, aguardem notícias.
Escrito por Liliane Prata às 18h01
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Sobre divórcio, ioiô e espíritos
Antes de mais nada, obrigada pelos comentários do post anterior! Contei por cima e vi que ganhei do meu namorado, que, por causa da aposta que inventei ao ler os comentários, me pagou um jantar. Mas chega de comentar posts passados e vamos ao atual, que é...
... sobre divórcio, ioiô e espíritos
Semana que vem eu vou me divorciar (sim, já nos separamos faz uns dois anos, mas só agora oficializaremos). Como esta situação me faz sentir uma pessoa extremamente adulta, fiquei pensando no que eu poderia fazer para me sentir criança novamente. Eis que, hoje à tarde, os céus me enviam um sinal: uma revista Recreio chega aqui na redação, com um ioiô de brinde.
Há quanto tempo eu não brincava de ioiô! Alegremente, me dispus a fazer o ioiô subir e descer 100 vezes. Qual não foi a minha surpresa quando percebi, depois de meia hora brincando, que o meu recorde são 38 vezes! 38 VEZES!!!
Assim, tenho que me decidir: ou sou uma pessoa adulta e feliz, ou uma criança idiota que não consegue brincar 100 vezes com o ioiô.
Vida. Ai, ai.
P.S. Outra coisa que me faz me sentir superadulta é assinar jornal. Por isso, como eu já disse aqui, sempre tento espalhar os cadernos e ler enquanto tomo leite com Ovomaltine. P.P.S: O Ovomaltine da minha casa acabou. Será que é um sinal? P.P.P.S.: Falando em sinal, vou parar de falar de espíritos aqui. Estou ficando obcecada com o assunto. Ontem fui ouvir um cd e o aparelho de som começou a emitir um barulho de interferência. Em vez de achar que o aparelho (que, aliás, tem mais de dez anos) estava com defeito, eu pensei: "São os espíritos tentando me enviar uma mensagem". Coloquei o volume no máximo, mas não ouvi nada. E ainda fiz a bizarrice de rezar pedindo para os espíritos, em vez de usarem o som, mandarem mensagem de texto pro meu celular. Nada. Desisto!).
Escrito por Liliane Prata às 17h47
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Sobre a arte de expulsar um visitante
Para pedir educadamente a uma visita que ela se retire, há desde indiretas educadas, como "Olha que droga, amanhã tenho uma reunião cedinho...", a técnicas místicas, como colocar uma vassoura de cabeça pra baixo atrás da porta (essa, minha avó que me ensinou). Há também frases diretas e objetivas, como a que eu usei ontem com meu namorado. E essas podem ser taxadas de grosseria, na opinião de várias pessoas (mais especificamente, na opinião do meu namorado). Por isso, vou contar aqui o que ocorreu ontem, na minha casa, e peço que vocês comentem se foi grosseria ou apenas objetividade e sinceridade da minha parte. É praticamente um reality show!
Tá, não é praticamente um reality show. Mas, enfim, vamos ao...
... caso que ocorreu ontem
Segunda-feira à noite, chego em casa e resolvo ligar para o Marcio, perguntando se ele não quer jantar comigo. Ele, que trabalha perto de onde moro, chega depois de cerca de meia hora. Colocamos a mesa, esquentamos a torta de palmito que estava no freezer (feita pela mãe da minha roommate! Hihi), comemos e vamos para o sofá, assistir ao Jornal Nacional. Depois ele começa a assistir ao jornal da TV Cultura e eu vou ler Madame Bovary. Umas onze horas da noite, ele começa a roncar no sofá.
Eu: Má, você vai dormir aqui em casa? Ele: Não, por causa disso, disso e disso...
E então, finalmente, chegamos ao ponto deste post, expresso pelo meu comentário que veio em seguida:
Eu: Então, você podia ir embora, né? Ele: HUM? Você tá me expulsando, é isso? Eu: Imagina, amor! Estou te dando opções. Você pode dormir aqui ou ir embora... Ele: Mas e se eu quiser ficar aqui por mais duas horas? Eu: Nããão existe essa opção.
Aguardamos as votações!
A propósito: eu tinha uma reunião hoje cedinho.
P.S.: falando em visitas, amanhã recebo um hóspede: o Daniel, amigo de BH, que vai passar uns dias lá em casa. Vamos ver se a estada dele rende bons posts. Para o bem ou para o mal. P.P.S.: minha roommate chega do Canadá semana que vem, e eu estava me sentindo meio sozinha, mas, desde que terminei o livro sobre espiritismo, não me sinto mais (lembrem-se de que sou superinfluenciável pelo que leio). Passei a pensar assim: há vários espíritos aqui em casa! Não estou sozinha, estou acompanhada! P.P.P.S.: eu não vejo essas companhias, mas tudo bem.
Escrito por Liliane Prata às 17h46
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Como reconhecer um espírito?
Geralmente, no mesmo período, leio um livro de ficção e um de não ficção, alternando de acordo com minha vontade no dia. Atualmente, estou lendo Madame Bovary, do Flaubert, que pertence à primeira categoria e é ótimo. Já para a segunda categoria abri mão dos livros de filosofia e física, há muito tempo meus preferidos, e resolvi ler um sobre espiritismo.
Bom. Como eu já disse aqui, sou extremamente influenciável pelo o que leio (e não deveria ser assim, já que sou jornalista e escritora, mas tudo bem). Sou manipulável, minhas idéias são volúveis e é difícil eu ter opinião formada sobre alguma coisa. Madame Bovary não mudou nada na minha vida (até agora). No entanto, não posso afirmar o mesmo sobre o livro de espiritismo. Desde que comecei a lê-lo, diariamente crio a expectativa de ver um espírito. E isso nos leva ao tópico deste post...
... Como reconhecer um espírito?
Estava eu na farmácia, ontem à noite, passando pelo caixa, quando vejo um cara encostado na parede. Esse cara tinha os olhos bem arregalados e olhava fixamente para algum lugar. Como eu viajo muito, e como a fila longa favorecia ainda mais minhas costumeiras viagens, pensei: "E se esse cara for um espírito?". Eu sei, é estranho, mas ele estava lá, parado, os olhos eram bizarramente arregalados e todos na farmácia pareciam ignorar a presença do cara (e não se esqueçam do fato determinante: estou lendo um livro sobre espiritismo).
Resolvi que, se ninguém conversasse com o cara, eu falaria alguma coisa com ele, na hora em que eu estivesse indo embora. Chegou minha vez na fila, paguei e fui lá, falar com o cara, embora sem saber exatamente o quê. Me aproximei dele e:
Eu: Oi... Que horas são?
O cara me olhou com uma cara de "Eu não tenho relógio...", e nessa hora eu comecei a rir. Tive um ataque de riso e todo mundo da farmácia me olhou. Saí, entrei no carro e fui embora. E fiquei pensando: qual era o ponto de eu perguntar as horas pra ele? Os espíritos não sabem as horas?
De qualquer forma, fiquei sem saber se vi um espírito.
Escrito por Liliane Prata às 15h09
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O caso dos sisos – o retorno
Prólogo
Como vocês sabem, há uns dois meses eu passei pelo difícil momento de ir ao dentista tirar dois sisos. Eu pensei que nunca mais fosse voltar aqui pra falar sobre esse assunto novamente ( tenho outros dois sisos para tirar, mas não são aqueles, são outros, então a história não vai ser outra) (sim, estou me enganando), mas qual não foi a minha surpresa quando, no réveillon, eu senti uma pontinha no lugar do siso que eu tinha tirado e concluí que a dentista tinha esquecido um pedaço do dente lá.
A primeira pessoa a tomar conhecimento do fato foi meu namorado, o Marcio, que gentilmente me avisou que eu estava ficando louca e acrescentou: "Você quer jogar Banco Imobiliário?". Alguns dias depois, já de volta a São Paulo, ligo para o meu irmão, que, não tão gentilmente, concorda com o Marcio. Todo esse ceticismo à minha volta somado com meu passado de hipocondríaca contribuía para que eu deixasse o assunto pra lá, mas, como eu cismei que minha dentista tinha esquecido o tal pedaço do dente e essa idéia era extremamente desconfortável, marquei uma consulta para esta semana. Mais precisamente, pra hoje.
A Consulta
Cheguei ao consultório e:
Dra. Débora: Oi, Liliane! Quanto tempo. E então, o que te trouxe aqui? Eu (com cara de mal-numorada e de quem pegou chuva pra ir ao consultório e de quem acha que a boca abriga um siso remanescente): Olá... Bom, acho que ainda tem um pedaço do siso que você tirou na minha boca... Dra.: ! Eu: Sei lá, posso estar enganada, né. Mas achei melhor vir. Dra: Abre a boca. Eu: Aaaahh. Dra: Dói quando aperto aqu... Eu: AAAAAIIII! Dra. É um ossinho. Vamos ter que raspar. (para a ajudante). Eunice, pega a lima de raspar osso, por favor?
Entrei em pânico. Se tem uma coisa que estraga meu dia é ouvir "Pega a lima de raspar osso".
Eu: Dra Débora, só achei melhor vir pra você ver o que era, mas o osso não está incomodando nada, a gente pode deixar assim e... Dra Débora: A gente tem que tirar o osso, Liliane. Abre a boca. Eu: Ai. AAAi. Ai.
Horas depois:
Dra: Pronto! Olha como foi rápido!
Uma coisa que me intriga profundamente é o conceito de "rápido" para os dentistas. Outra coisa que vem me intrigando desde a consulta: preciso tirar os outros dois sisos. Alguém já deixou de tirar dois sisos? O que acontece?
Escrito por Liliane Prata às 17h24
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Meu carro e eu – Episódio I
Faz tempo que não estréio uma série aqui, né? Então vamos à nova série, que, conforme eu escrevi no título do post, chama-se...
... Meu carro e eu
Episódio 1: A origem
Sete anos atrás, quando eu estava no primeiro período da faculdade, meu pai se sentou na minha cama do nada e disse:
Pai: Filha, vou te dar um presente. Pode escolher: um carro ou uma viagem de intercâmbio para Londres.
Pensei por dois segundos e disse que preferia a viagem. No outro dia, meu irmão me avisa para dar uma olhada na garagem e lá estava meu carro.
Foi assim, conflituoso, lindo e contraditório, o começo do nosso relacionamento, que este mês completa sete anos. Sim, a idéia do post veio do nosso aniversário. Eu poderia presenteá-lo com uma lavagem com cera, coisa que ele não ganha há anos, mas achei mais simbólico e poético fazer uma homenagem no blog. Assim, nada, nem a chuva, estragará este momento. Aguardem o episódio II (que eu posso acabar não publicando nunca, né. Vocês conhecem a linha editorial deste blog).
P.S.: recebi este link nos comments e estou profundamente realizada. Obrigada. Não deixem de ver o vídeo, é com o Artur, que trabalha no meu andar, aqui na Abril. Trocamos algumas palavras dia desses na máquina de café e eu mal podia imaginar que ele sabia a resposta da dúvida que me atormentou por dias! Tão perto, tão longe!
P.S.: finalmente, tem vídeo novo meu no site da Capricho! Daqui a pouco os vídeos serão mais organizados, juro (ou não). É que, por enquanto, eles são meio que um projeto. Enfim, para ver o Quase Nada 3 e o 4, clique aqui.
Escrito por Liliane Prata às 14h35
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Quatro descobertas recentes
1) Não moro tão perto do parque Villa Lobos quanto eu pensava.
2) O carro da minha roommate, a Débora, sumiu da garagem desde dezembro. Minha roommate, a Débora, foi para o Canadá no Natal e volta no final de janeiro. Será que ela foi para o Canadá de carro?
3) Pensar em um cachorro e ver um cachorro ativam a mesma zona neural do cérebro. Sendo assim, não está claro o limite entre imaginar e vivenciar.
4) Tic-Tac de cereja tem um gosto absurdamente estranho.
P.S.: era para o título ser "Cinco descobertas recentes", pra ficar mais bonito, mas não consegui lembrar de uma quinta.
Escrito por Liliane Prata às 18h53
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Confissões de uma colunista relapsa
Hoje, no MSN, com minha amiga que vou chamar de Paula, apesar de o nome verdadeiro dela ser Mariana:
Paula: Decidi que vou esquecer meu namorado. Eu: Hum? Como assim? Paula: Esse meu namoro está me fazendo sofrer demais, chega. Só que, se eu terminar agora, vou sofrer muito. Então decidi parar de gostar dele, antes de terminar. Eu: E você acha que é simples parar de gostar de alguém? Tipo apertar um botão? Paula: Acho, sim. Eu: Louca. Paula: Se eu parar de pensar nele, cortar cada pensamento sobre ele, e coisas assim, vou acabar parando de gostar dele. Eu: Bom, eu não concordo. Seu namoro faz você sofrer, sim, mas você parar de gostar dele vai ser uma questão de sorte, não de escolha. Paula: Lili... Eu: Oi. Paula: Só pra ficar claro... Você tá me dizendo que eu não posso decidir parar de gostar de alguém? Eu: Estou. Paula: Que curioso, porque foi você que escreveu uma vez, na sua coluna da Capricho, que podemos parar de gostar de alguém. Você ainda ensinou como se faz isso. Eu: Hã? E como é? Paula: Você pára de pensar no cara, corta cada pensamento que aparecer... e daí você acaba parando de gostar dele.
Pausa.
Paula: Lili? Eu: Eu escrevi isso mesmo. Lembrei. O que você quer mais, meu sangue? Paula: Bom, então você acha que meu plano vai funcionar, né? Eu: Sei lá. Não quero opinar a respeito.
Moral da história: se você pretende ter uma coluna, ou um blog, ou qualquer coisa que exija que você exprima suas opiniões por escrito... NUNCA se esqueça do que você já escreveu um dia. Anote num bloquinho os tópicos sobre os quais você discorreu e ande com ele na bolsa. Ou melhor: deixe-o na cabeceira para ler e decorar toda noite, antes de dormir.
(Se bem que eu posso ter escrito uma coisa e mudado de idéia, certo? Afinal, quem conhece minha coluna na Capricho sabe muito bem que eu escrevi uma chamada "Como é bom mudar de idéia").
Escrito por Liliane Prata às 17h26
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Tá tudo bem
Meu celular tocou agora e:
Eu (vendo o número do meu pai na bina): Pai, tá tudo bem. Pai: esse é seu novo jeito de atender? "Tá tudo bem?". Nem perguntei ainda... Eu: Desculpa, pai, é que todo mundo tá ligando, perguntando se tá tudo bem... tá tudo bem, sim. Pai (achando que eu me acho a popular): Você tá mal-humorada, filha? O que aconteceu? Eu: Não tô mal-humorada, tô tentando despreocupar você, falando que tá tudo bem! Pai: Bom, fico feliz que esteja tudo bem com você, depois a gente conversa então. Eu: Tá bom. E não se preocupe: está tuudo bem.
Meia hora depois, meu pai me liga e:
Pai: Filha, agora liguei a TV e vi que abriu uma cratera aí do lado do seu trabalho!!! Filha: Ah, você só viu agora? Você ligou aquela hora pra quê, não foi pra isso? Pai: Não, foi só pra conversar... mas me conta, filha, agora fiquei preocupado! Não é perigoso você trabalhar, não? Eu: Não, pai... Tá tudo bem.
Enfim, tá tudo bem.
Escrito por Liliane Prata às 17h11
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Sobre os desafios de morar longe da família (ou "Uma ode aos correios")
Como vocês sabem, há quase dois anos moro em São Paulo, e minha família ficou lá em BH. Bom. Neste período, eu, minha mãe, meu irmão e meu pai tivemos a oportunidade de provar nosso amor por meio de árduos desafios provocados pela distância. Então, vamos aos...
... árduos desafios provocados pela distância
Desafio dos livros Resumo: o mala do meu irmão não encontrou em BH um livro de que ele precisava e me pediu pra procurar aqui em São Paulo e mandar pra ele por Sedex. Grau de dificuldade: 4, numa escala de 0 a 5. Afinal, eu precisava ir numa livraria específica num bairro láá longe e depois ir ao correio. O desafio foi agravado pelo fator pressa: meu irmão precisava do livro para o dia seguinte. Resultado: desafio cumprido com sucesso (e alguma reclamação da minha parte, mas enfim).
Desafio do quimono Resumo: meu pai me pediu pra comprar um quimono pra ele na Liberdade. Grau de dificuldade: 5. Eu raramente vou à Liberdade e é impossível atender às minuciosas descrições do quimono que meu pai queria. Sem contar que eu compraria o quimono pra ele e não teria coragem de cobrar. Resultado: enrolei por um mês pra ir lá. Só que aí chegou o Natal, e o que eu fiz? Fui à Liberdade e comprei um quimono de presente de Natal pra ele! Assim, eu que ia pagar mesmo, e pude comprar um quimono do jeito que eu quis, sem ouvir reclamações de pessoas que fazem encomendas difíceis.
Desafio da bolsa Resumo: eu ia a um casamento aqui em São Paulo e precisava da minha bolsa de festa, que estava em BH. Grau de dificuldade: 2. Minha mãe procurou a bolsa e colocou no correio. Resultado: no fim das contas, nem usei a bolsa, mas acho que ela não sabe disso.
Desafio das chaves Resumo: na penúltima vez que fui a BH, saí com meu irmão e ele, sem que eu soubesse, jogou um monte de coisas dele na minha bolsa. Assim que cheguei em São Paulo, ele me ligou reclamando que tinha esquecido as chaves do carro dele comigo. Grau de dificuldade: teria sido 1, mas, depois que liguei pra ele avisando que eu tinha mandado pra ele a droga das chaves por sedex, ele perguntou: "E os documentos? Você viu que os documentos estavam na sua bolsa também, né?". Assim, tive que ir ao correio de novo, e fechamos no grau de dificuldade 2. Resultado: ele nunca mais colocou nada na minha bolsa.
Desafio do Detran Resumo: para a minha surpresa, percebi recentemente que eu não tinha pagado várias taxas do Detran, que eu já devia ter pagado há meses. Fui ao banco e o gerente me disse que só dava pra resolver isso em BH, porque meu endereço cadastrado no Detran é o de BH. Grau de dificuldade: 5. Meu irmão teve que ir no Detran pra mim, ficar um tempão na fila e ainda pagar as taxas (era pra ter sido um empréstimo, mas eu ainda não o paguei de volta). Resultado: tudo resolvido. Acho que meu irmão estava com muitas saudades de mim nesse dia. Ele poderia estar bêbado também, mas ele não bebe.
Desafio do sapato Resumo: dei um sapato de presente pra minha mãe, comprado aqui em São Paulo. Ficou pequeno e eu precisei trocar. Grau de dificuldade: 4, porque, depois que eu troquei, minha mãe me ligou falando pra eu aproveitar e mudar a cor do sapato: em vez de vermelho, preto. Precisei ir à loja de novo e depois, adivinha? Ao correio. Resultado: decidi que da próxima vez vou dar livro de presente pra ela.
Esses desafios me fizeram criar um ditado: "Uma família se faz de amor e de selos"
Tudo bem, péssimo ditado.
P.S.: o Marcio deu fim à polêmica da Pinha/Pinhão/similares! Ele achou um site superexplicativo. É só clicar aqui.
Escrito por Liliane Prata às 16h43
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Voltei!
Para compensar essa gigante férias que tirei do blog, prometo postar todos os dias esta semana! (Ou não. Se bem que hoje já é quarta-feira! Ou seja, pode ser que eu mantenha minha promessa. O que importa é: o blog voltou!).
Para começar de um jeito meio aleatório, vamos aos...
... asteriscos aleatórios sobre minhas férias
* Passei o Natal em Buenos Aires com minha família e queria falar aqui sobre os monumentos, os museus, o tango, mas não adianta: o que mais me marcou na viagem foi o sorvete de doce de leite. Achei incrível quando vi que, na sorveteria Freddo, tinha sorvete de doce de leite em cinco versões! Doce de leite com brownie, doce de leite clássico, doce de leite com chocolate... tomei vários por dia.
* Falando em viagem, é impressionante como sou influenciável por outras culturas. Quando voltei de Londres, passei a deixar jornal no banco do meu lado, no metrô, e a ficar à direita na escada rolante do metrô. Ah, também passei a ficar meio obcecada com a distância que tenho que manter da faixa do metrô. Quando cheguei de Buenos Aires, voltei decidida a entrar na aula de tango e de espanhol, e a comer doce de leite diariamente.
* Acabei de perceber que Londres só influenciou meus hábitos no metrô.
* Já perdi a vontade de aprender tango e comer doce de leite todo dia, mas a de entrar na aula de espanhol continua. Vamos ver se passa.
* Pinha e fruta-do-conde são a mesma coisa? (eu disse que os asteriscos eram aleatórios).
* Passei o réveillon em Camburi com meu namorado e percebi, para minha surpresa, que eu nunca tinha passado o réveillon na praia. Quer dizer, eu já tinha passado em pousada ou hotel que ficassem na praia, mas quando digo "passar o réveillon na praia", leia-se "fazer a contagem regressiva com os pés na areia e correr como uma louca para o mar quando dá meia-noite".
* Não sei porque demoro tanto para fazer algumas coisas tão corriqueiras. Os leitores mais antigos devem se lembrar de que faz uns dois anos que comi morango com chantilly pela primeira vez na vida.
* Falando no meu namorado, percebi que ele é uma pessoa ainda mais doce do que eu pensava: no Natal, ele e os amigos dele pegaram uma Kombi e distribuíram brinquedos a dezenas de crianças na favela de Heliópolis. Mas, por outro lado, percebi que ele é uma pessoa ainda mais estranha do que eu pensava: ele fez a boa ação fantasiado de Branca de Neve.
* Sim, Branca de Neve. Com vestido, laço e tudo mais. E barba, claro. E os amigos dele foram fantasiados de corvo e outras coisas do mesmo nível. Mas enfim, não vamos nos estender no assunto, porque ainda estou tentando superar.
* Percebi que sou capaz de comer 100 brigadeiros em três dias. Na verdade, dois dias e meio. Mas valeu cada granulado.
Escrito por Liliane Prata às 11h13
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