É parente do Mario Prata: não
Idade: 26 anos
Listrado ou com bolinhas: listrado, sempre
O que faz da vida: colunista e editora assistente de entretenimento da revista Capricho, da Editora Abril. Autora dos livros O Diário de Débora,O Diário de Débora 2 , Na Festa e Uma bebida e um amor sem gelo, por favor.
O que quer da vida: nada de mais. Um amor eterno, muito dinheiro trabalhando pouco e uma boa dose de glicose sempre que possível.
Não gosta de: pessoas andando em diagonal na minha frente.
E-Mail: lprata@abril.com.br (PS:não mandem correntes)
 


Férias!

O blog acaba de tirar férias de fim de ano! Volto dia 6 de janeiro.

Como vocês sabem, posso postar durante as férias ou não.

Beijos e ótimas festas!

 


Escrito por Liliane Prata às 16h33 [ ] [ envie esta mensagem ]



Um post metalingüístico

Algumas pessoas me perguntam qual é meu critério para definir a freqüência dos posts. Porque tem semanas em que escrevo praticamente todos os dias, e tem semanas em que não escrevo nada. E aí, nessas semanas em que não escrevo nada, alguns entram aqui e reclamam. Se escrevo sempre, muitos perguntam o que aconteceu.

Então, aí vai uma explicação sobre o padrão que define a freqüência dos meus posts. Sim, eu tenho um padrão! Olha só:

Se eu estou trabalhando muito:
Não posto.

Se estou trabalhando muitíssimo:
Posto, porque preciso relaxar.

Se viajei:
Posso postar ou não: depende se a viagem rendeu assunto, se estou cansada da viagem, se estou a fim, etc.

Se tive uma idéia ótima para um post:
Geralmente não posto, porque as idéias dificilmente aparecem num momento em que posso postar. Então, anoto no meu bloquinho de idéias.

Se não tive uma idéia ótima para um post:
Posso postar ou não, porque, quando não tenho idéia nenhuma, recorro ao meu bloquinho. É pra isso que ele serve, né?

Se estou cansada:
Posso deixar de postar para descansar, ou posso postar para espairecer.

Situações em que não posto de jeito nenhum:
Quando estou com sono ou com fome.

Se bem que já postei enquanto esperava o sanduíche que eu tinha pedido por telefone.

Enfim, é isso!

P.S.: definitivamente, ainda não entrei no clima natalino. Não comprei presentes, não montei árvore e sinto que ainda não estou aberta emocionalmente para ver rena ou Papai Noel na minha frente.
P.P.S.: se bem que estou comendo muito panetone.
P.P.P.S.: qual é o máximo de vezes que podemos dobrar um papel, mesmo? Não importa se é um papelzinho ou se é um superpapel do tamanho da Terra. Eu tinha decorado, mas esqueci. Alguém sabe? 


Escrito por Liliane Prata às 17h25 [ ] [ envie esta mensagem ]



Dois momentos que definem minha semana

Momento um
Sete da manhã, desço as escadas da estação do metrô. Chego na catraca, passo um suposto bilhete, tento abrir, e a catraca não abre. Confusa, olho para meu suposto bilhete. Era a minha carteirinha do clube de que eu sou sócia. As pessoas à minha volta olhavam, intrigadas. Sim, eu estava tentando passar na catraca do metrô com minha carteirinha do clube.

Momento dois
Eu estava há duas semanas com uma preocupação fixa: eu tinha perdido a fatura do meu cartão de crédito há um mês, e precisava pedir uma segunda via e pagar. Hoje, depois dessas semanas de enrolação, liguei para o meu gerente, pra pedir a tal segunda via (e um desconto na multa):

Eu: Oi, Nelson! É a Liliane, lembra de mim?
Nelson: Ô se lembro... (ele sempre fala isso. Depois faço um post sobre A relação com meu gerente de banco).
Eu: Nelson, perdi a última fatura do cartão de crédito, me faz uma segunda via? Você pode mandar pra mim? Não posso passar aí pra pegar. Quanto deu de multa?
Nelson (suspirando): Espera que eu estou vendo no sistema... Fala o número da sua conta... Liliane, a fatura ainda não foi enviada para você.
Eu: Hã?
Nelson: Ela vai chegar na sua casa semana que vem. Não chegou ainda.
Eu: Mas e a fatura que eu perdi? Eu abri uma carta do Banco do Brasil, li uma fatura, ia pagar e perdi, tenho certeza!
Nelson: Não perdeu, porque não chegou. A última que chegou você pagou, está aqui.
Eu: Mas...
Nelson: Mais alguma coisa?

E ainda é quarta-feira.


Escrito por Liliane Prata às 18h08 [ ] [ envie esta mensagem ]



A vida antes e depois dos meus sisos

Semana passada fui ao dentista tirar dois sisos. Eu pensava que não doeria nada, que tudo seria simples, lindo e praticamente indolor. Mas agora estou quase escrevendo um livro intitulado Toda a Verdade Sobre o Siso. Se você tirou seu siso e foi ótimo, meus cumprimentos. Mas agora você vai ver como foi tirar o meu. Ou pior, os meus.

Meu cotidiano

Antes de ter que tirar os sisos: eu vivia enchendo a paciência do meu irmão, dizendo que eu era mais evoluída do que ele, porque ele tinha siso e eu, não. Eu falava que, se vivêssemos na pré-história, ele morreria de dor enquanto eu e minha boca com menos dentes que a dele circularíamos serelepes por aí.

Depois: eu fiquei quieta, mas minha mãe comentou com ele.

Os boatos

Antes: as pessoas à minha volta me falavam que tirar o siso é uma coisa muito normal e tranqüila e que não doeria nada, por causa da anestesia.
Depois: percebi que, quando sua dentista avisa que a anestesia não está pegando, tirar o siso pode envolver uma dor semelhante a do parto (não que eu já tenha tenha passado por um).

As maravilhas alimentares

Antes: as pessoas à minha volta (novamente, essas danadinhas) disseram que o dia da cirurgia seria extremamente dinâmico e divertido, porque eu tomaria sorvete a tarde toda e ficaria lendo, bem feliz.
Depois: minha boca doía tanto que demorei anos pra tomar uma xícara de sorvete. Uma página do livro que eu estava lendo ficou suja de sangue.

Os comentários

Antes: nesse ponto, me falaram a verdade: que eu ficaria com o rosto bem inchado.
Depois: eu não contava com o que ouviria de uma amiga aqui do trabalho, a Paty. Merece um texto à parte.

Texto à parte:

Paty – Lili, você tirou o siso, né!
Eu – Tirei, tá meio inchado ainda, né...
Paty (colocando a mão no lado direito do meu rosto) – Tá sim... tá meio bochechudinha...
Eu – É do outro lado, Paty.

Bom, o que importa é que já passou, né?

Passou, nada. Ano que vem, vou tirar os dois sisos que sobraram.

Ou não. 


Escrito por Liliane Prata às 15h23 [ ] [ envie esta mensagem ]



Sobre a cozinha do meu namorado (ou sobre as maravilhas da intimidade)

O Marcio, meu namorado, mora sozinho, não é nada comilão e só come fora. Já na minha casa tem duas pessoas, eu e a Débora, nós duas somos gulosas e ainda tomamos café da manhã e jantamos em casa. No começo do namoro, essas diferenças não alteravam nada e eu me contentava em levar da casa do Marcio os doces que ele me dava: bombons, chocolates, balas. Agora, no entanto, eu praticamente saqueio a cozinha dele.

O que levei da casa dele no último domingo:

Dois iogurtes Activia
Uma caixa de leite longa vida (com um copo faltando, porque eu tinha tomado de manhã)
Três caixas de morango
Um panetone
Um saquinho com 40 balas Sete Belo
Um Kinder Ovo

A Débora deu pulos de felicidade, principalmente pelos morangos.

Domingo eu vou tentar convencê-lo a comprar pão. Lá em casa nunca tem pão!


Escrito por Liliane Prata às 16h54 [ ] [ envie esta mensagem ]



Sobre a criatividade dos fabricantes de panetone

Ontem eu dediquei alguns minutos do meu dia para ler uma caixa de panetone. Tabela nutricional, ingredientes, data de validade e... uma receita de "Cheesecake de panetone". Eu tinha esquecido como a mente dos fabricantes de panetone é fértil. Tá, eu entendo que eles queiram lucrar com a venda dos panetones, mas dar receitas como essas é forçar muito a barra. Algumas que eu já vi:

Cheesecake de panetone:
Abra o panetone. Coloque creamcheese e goiabada dentro.

Torta maravilhosa de sorvete de panetone:
Abra o panetone. Encha de sorvete. Feche com a tampa do panetone.

Panetone especial com creme natalino de chocolate
Abra o panetone. Coloque creme de chocolate dentro.
(receita de creme de chocolate natalino ao lado)

Tudo bem, nada contra fazer essas receitas, mas fico me perguntando: qual é o ponto? Quem não gosta de panetone não gosta de panetone. Não importa se você o abre e coloca uma colher de goiabada dentro.

P.S.: ao contrário do que possa parecer, eu adoro panetone. Tanto é que eu li a caixa enquanto comia um monte de... panetone.
P.P.S.: por outro lado, eu não recheei meu panetone com nada.
P.P.P.S.: se panetone ainda fosse um alimento saudável. Aí ficaria uma coisa tipo "ponho molho na salada pra conseguir comer salada".  
P.P.P.P.S.: já contei aqui sobre minha amiga Daniela e seu peixe inteligente, a Dorinha?


Escrito por Liliane Prata às 09h47 [ ] [ envie esta mensagem ]




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