Nem tudo é anorexia
Como vocês sabem, todo mundo começou a falar sem parar sobre a anorexia. Aqui na redação, sempre tenho contato com modelos e fico impressionada como algumas meninas são magrinhas. A grande maioria tem biotipo magro e pode comer até muito que não engorda. O problema são as que forçam um biotipo que não têm e aí, sim, podem ficar doentes. Mas o ponto não é esse, e sim essa mania chata que está na moda de falar que TUDO é anorexia.
Situação: eu adoro distribuir bombons e biscoitos aqui na redação. Antes: meus colegas me consideravam uma pessoa legal. Agora: sou anoréxica. (comentário da editora de beleza, a Marina: "Descobri que a Lili pega um bombom e dá o resto da caixa pra gente! Atitude típica de anoréxica!").
Situação: se eu acordo sem fome, não tomo café; se não tenho fome no jantar, não janto; se morro de fome no almoço, como muito, etc. Antes: eu era considerada uma pessoa normal, que come quando tem fome. Agora: sou anoréxica. (comentário da minha roommate: "Você jantou uma caneca de café com leite! Sua anoréxica!)
Situação: vivo deixando o carro na garagem e indo a pé até o metrô (15 minutos de caminhada), pegando ônibus que pára meio longe do trabalho, etc. Adoro caminhar. Antes: eu era uma pessoa saudável. Agora: sou anoréxica.
Alguém avisa esses alarmistas de que anorexia ainda não é uma epidemia? E que essa doença tão grave não é sinônimo apenas de "comer pouco"?
Como protesto, vou deixar meu cardápio bizarro e nada anoréxico de ontem aqui.
Café da manhã Um iogurte
Lanche Um cappuccino
Almoço Salada, carne, batata frita, suco de laranja. Sobremesa: meio mamão e um Alpino.
Lanche da tarde Um pedaço de panetone
Jantar Suco de morango, palmito, tomate seco, queijo brie (fiquei beliscando)
Antes de dormir Um Kinder Ovo
P.S.: mais uma vez, não consegui montar aquela droga de brinquedo.
Escrito por Liliane Prata às 11h53
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Sobre morar junto
Faz quatro meses que eu e o Marcio estamos namorando. Ou três, ou três e meio, já que a gente não tem uma data específica, e sim contas como "hmm, a gente se viu pela primeira vez no dia...", "jantamos no dia...", "começou a virar namoro de verdade no dia...", etc. Bom: apesar de a nossa história ser super-recente, os amigos dele insistem na idéia de a gente está a um passo de morar junto. Fiquei pensando hoje a respeito e concluí que realmente existem...
... três motivos para pensar que eu e o Marcio estamos a um passo de morar juntos
1) Meu passado me condena. A frase é clichê, mas irresistível, já que eu, que tenho 26 anos, já me casei duas vezes: uma formalmente, com papel, aliança, lua-de-mel e tudo, e outra no estilo "vou levar minhas malas e panelas e a partir de domingo tô aí". Ah, as situações ocorreram com duas pessoas diferentes, caso não tenha ficado claro. 2) O Marcio tem um apartamento totalmente Batman, no sentido de "Homem solteiro convicto". Os amigos acham uma graça imaginar que uma mulher vai chegar lá e mudar tudinho, dos móveis à cor das paredes, bem no estilo "Como Perder um Homem em 10 Dias". E agora esta mulher teria chegado! Eu, a que acha que casamento é uma coisa superdinâmica! 3) Eu tenho 26 anos e ele, 30. Se a gente tivesse 18, ninguém tocaria no assunto. Se a gente tivesse 40, todo mundo acharia que a gente tá enrolando o outro. A fase 20 e tantos/30 e poucos seria, assim, justamente a fase do empurrão.
Enfim, este é um post de desabafo, protesto e prestação de contas aos meus amigos, aos amigos dele e à minha mãe: não estamos pensando em morar juntos. Nunca nem tocamos no assunto.
Ah, também não estamos pensando em ter filhos.
P.S.: na verdade, só o motivo 1 move os amigos do Marcio. Coloquei os motivos 2 e 3 só pra não me sentir mal. P.P.S.: na verdade parte 2, eu assinei um contrato para minha mãe, segundo o qual não morarei com ninguém nos próximos dois anos. Minha mãe diz que só posso morar com alguém ou casar se as duas partes do contrato concordarem. Ela não concorda. E nem eu. Afinal, vocês acham que não aprendi nada com meus casamentos? P.P.P.S.: bem, não aprendi muita coisa. Mas enfim, é isso.
Escrito por Liliane Prata às 17h23
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Sobre jornalismo e pactos
Prólogo
Quem escolhe jornalismo no vestibular sabe que vai ouvir dos familiares e amigos a seguinte frase: "Você vai fazer jornalismo? Pra quê, pra passar fome?". Por isso, quando nós estávamos na faculdade, eu e minha amiga Fernanda morríamos de medo de não ter o que comer um dia. Realmente, a gente escolheu um curso que não dá dinheiro (se você excluir o William Bonner, o Roberto Civita e outras pessoas assim que atrapalham essas estatísticas). Para piorar ainda mais as coisas, nem jornalista a gente tinha muita vontade de ser: eu queria ser escritora e ela queria seguir uma carreira mais corporativa, tipo ser gerente de alguma empresa. Ou seja: tudo conspirava para o fato de que passaríamos não só fome como sede, frio, etc.
Naquela época de incertezas, fizemos o que chamamos de Pacto dos Biscoitinhos, que consistia no seguinte: se ela passasse fome, eu daria biscoitos a ela. Se eu passasse fome, ela me daria biscoitinhos. Se nós duas passássemos fome, nós iríamos, juntas, pedir biscoitos para nossos amigos e familiares. De preferência, recheados.
O pacto nos tranqüilizou bastante e concluímos felizes nossos cursos. Eu sigo hoje a carreira de jornalista e escritora e a Fê, a carreira corporativa. Para nossa felicidade, nossa dieta não consiste em apenas biscoitos, mas também chocolate, balas e até mesmo alimentos como arroz, feijão, carne, etc. E o melhor: os biscoitos que consumimos são comprados por nós mesmas.
Bom. Hoje, pelo MSN, a Fê me conta que seu mais novo medo é não ter onde morar um dia. Ela mora com os pais e não sabe o que acontecerá quando (isola!) não puder mais contar com eles. Eu moro de aluguel há séculos, numa cidade a 600 quilômetros dos meus pais. O que faremos se não tivermos mais onde morar? O quê? O quê?
Foi por isso que acabamos de instituir o...
... pacto do quarto de empregada
Se a Fê não tiver onde morar, ela morará na minha casa, no quarto de empregada. Mesma coisa, caso eu não tenha onde morar. Se nós duas não tivermos onde morar, iremos para o quarto de empregada de alguém. Mas deixemos claro: não somos boas pra fazer faxina. Na verdade, somos bagunceiras. Mas lavamos copos, cozinhamos e ajudamos a fazer a lista de compras!
Que incluirá, naturalmente, biscoitinhos.
Escrito por Liliane Prata às 16h34
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Como eu Amo meu Irmão
Faz tempo que eu falo sobre as humilhações que sofro com meu irmão, na seção Como meu Irmão me Ama. Nem lembro a última vez que contei sobre o outro lado, ou seja, sobre como eu sou meiga com ele. Pois bem, falemos disso hoje!
Foi na semana passada. Eu estava num café com um amigo tomando... bom, tomando café (não tenho culpa da repetição café-café, eu estava num café tomando café! Bom, por causa destes parênteses, em vez de escrever "café" duas vezes seguidas, escrevi quatro. Cinco, com essas aspas. Enfim, vamos ao ponto).
No meio da conversa, toca aquele barulhindo de mensagem de celular. Leio e, para minha surpresa, é meu irmão, num ataque repentino de carinho e fraternidade. Ele:
Meu irmão: Acabei de ler seu livro. Tenho tanto orgulho da minha irmãzinha... Tô com saudades de vc! Bjo!
Então mandei a seguinte mensagem:
Mensagem: Eu também...
Quinze segundos depois:
Mensagem: ... tenho tanto orgulho de mim! Babaca! Hauahauah!
P.S.: Aguardem a revanche dele (ele com certeza vai me forçar a publicar, por telefone. Ou quem sabe ele mesmo poste, já que ele tem a minha senha! Assim, se vocês lerem alguma coisa estranha aqui, já vou avisando: não fui eu).
Escrito por Liliane Prata às 17h06
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Videoblog!
Meu primeiro videoblog está no ar! Toda quinta-feira um videoblog novo, a partir de hoje. Está na home do site da Capricho. Vai lá ou clique aqui E, claro, me conta aqui o que achou!
P.S.: Estou postando com mais freqüência, perceberam? P.P.S.: Estou considerando que isto aqui é um post. P.P.P.S.: Aguardem os erros de gravação!
Escrito por Liliane Prata às 12h51
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A roommate dedicada
Bom... como várias pessoas criticaram meu comportamento folgado com a Débora, aí vão algumas qualidades minhas como roommate! Para vocês verem que pode ser legal morar comigo (e para eu já ir arranjando aliados caso a Débora me expulse)
* Eu não varro a casa, mas eu faço cafuné na Débora É só ela pedir que minhas mãos estão prontamente acopladas à cabeça dela por um tempo que varia de um a cinco minutos. * Eu não lavo a louça, mas compro flores! Lembram daquele meu post em que eu contei que fui ao supermercado com uma nota de cinco reais no bolso, para comprar papel higiênico e leite, e acabei comprando um vaso de flores? Tudo é uma questão de prioridades. A casa com flores é um ambiente muito mais agradável. Confúcio já dizia isso!
(tá, Confúcio não dizia isso. Ou talvez tenha dito. Você já leu toodos os escritos de/sobre Confúcio? Já?)
* Eu não ponho o lixo pra fora, mas empresto minhas roupas e minha máquina digital pra ela e também acordo de madrugada para conversar quando ela está mal Eu tinha visto alguma relação entre essas duas coisas quando as escrevi, mas a relação se perdeu no meio da frase. Mas enfim, eu faço essas coisas.
Não é perfeita a nossa convivência? Ela se preocupa com as questões mais mundanas da casa e eu com as mais espirituais (você pode alegar que chocolates e flores não são espirituais mas o que eu quero dizer é: nós nos completamos).
Isso me lembra um velho ditado que inventei há algum tempo: Vassouras e Flores são a Alma de um Lar Feliz. Não é o tipo de ditado que pode pegar?
P.S.: Estou bebendo café com leite na caneca do desenho! P.P.S.: Me disseram que o truque da Amandita na geladeira é velho, mas aprendi agora. Também faz só uns dois anos que comi morangos com chantilly pela primeira vez na vida. Não sei o que acontece.
Escrito por Liliane Prata às 19h27
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Sobre reuniões de condomínio (Ou: A roommate relapsa)
Como vocês sabem, há uns cinco meses moro com minha amiga Débora (essa frase também poderia ser escrita assim: "há cinco meses, fui despejada do flat onde eu morava e minha amiga Débora, que mora em um apartamento que pertence ao pai dela – que por sua vez mora em Bauru – me ofereceu abrigo. Não sei se ela sabe disso, mas não pretendo sair de lá tão cedo. Continuando). Bom. Quando me mudei pra lá, o combinado é que, depois de dois meses, nós sentaríamos para conversar sobre os pontos positivos e negativos da nossa convivência, e decidiríamos se eu continuaria lá ou não. A esse momento daríamos o pomposo nome de "reunião de condomínio das garotas do 21 A".
Bom. Como eu disse, já estou lá há cinco meses e a reunião nunca aconteceu. Não que a Débora não queria. Ela vive me lembrando da bendita "reunião de condomínio das garotas do 21 A". Mas vários motivos me levam a fugir dela:
1) A Débora vai alegar que eu deixo a tábua de passar estendida permanentemente (acho mais prático); que eu não ponho o lixo para fora (porque eu sei que ela põe), que eu não lavo louça (tenho preguiça...); que eu não varro a casa (nesse caso não é preguiça, é porque eu acho tão poético ver a Débora varrendo! De verdade); que eu espalho papéis de bala pela casa (ela me avisou semana passada que cada papel que ela encontrar, vai colocar na minha cama. Não vi sentido nenhum nisso, já que o trajeto papel de bala-cama provavelmente tem a mesma distância do trajeto papel de bala-lixo), etc.
2) Eu não tenho muita coisa pra reclamar. Tudo o que eu queria é que ela fizesse suco com mais freqüência (o suco que ela faz é muito bom) e que a gente tivesse faxineira semanalmente (a atual vai lá quinzenalmente).
E o principal:
3) Nós sempre combinamos que a reunião de condomínio teria bolo. E nem eu nem a Débora estamos com tempo para fazer bolo.
Enfim, falo aqui sobre a reunião, que parece que agora sai: marcamos para daqui a duas semanas.
(Naturalmente, se a farinha acabar ou algo do tipo, a reunião será novamente remarcada.)
P.S.: Ah, nem mencionei a melhor parte de adiar a reunião de condomínio. Toda hora que a Débora vai fazer alguma reclamação, eu digo "Não, não, guarda a reclamação pra reunião de condomínio!" Aí ela suspira, faz um sinal de "ok, você vai ver quando chegar a hora" e interrompe a reclamação. É bem legal. P.P.S.: Meu videoblog estréia semana que vem. Ontem gravei três! Estou me sentindo a atriz. P.P.S.: Demorei pra voltar a postar porque eu estava tentando me acostumar primeiro ao novo lay-out! P.P.P.S.: Ok, não colou.
Escrito por Liliane Prata às 13h12
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Sobre as mudanças no blog
Antes das mudanças, eu ouvia:
- Meu Deus, quantos anos você tem nessa foto aí do blog? 12?
- Por que você tá de escova na foto? Paty!
- Por que está parecendo só sua testa e não seu rosto inteiro? Você é feia?
Agora, depois das mudanças, ouço:
- Meu Deus, que desenho é esse do seu rosto? Que nariz gigante! Que boca imensa!
- Te desenharam com uma caneca só pra fazer um style? Você tava bebendo alguma coisa mesmo?
- Por que colocou um desenho e não uma foto de verdade? Você é feia?
Enfim... peço sugestões do que fazer!
- Desencano de me mostrar e deixo o blog sem foto nem desenho?
- Ponho uma foto sem ser desenhada? Em caso afirmativo, pode ser uma das foto aí de baixo? Nas últimas, estou de escova, okk. Aproveitem e vejam minha mãe, como é linda...
- Esse desenho está ótimo e não mudo nada?
Aguardo sugestões!
P.S.: Embora isto não seja uma democracia, já vou logo avisando. Este lay-out segue as normas de um imperador absolutista, o fofo designer que está fazendo o lay-out pra mim, Márcio Caparica! Ele que vai decidir. Mas, enfim, votem!
P.P.S.: Fotos à parte, dia 23 estréia meu videoblog no site da CAPRICHO. Lembram da minha coluna, a Quase Nada? Vai ser tipo uma Quase Nada Falada. Estou me sentindo a apresentadora de TV! Estou louca para saber o que vocês vão achar.
P.P.P.S.: Credo, tem mais foto neste post do que nos posts do ano inteiro!




Escrito por Liliane Prata às 14h39
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Escrito por Liliane Prata às 14h09
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