É parente do Mario Prata: não
Idade: 28 anos
O que faz da vida: colunista da revista Capricho, jornalista free lancer e neurótica, estudante de filosofia e apreciadora de palavras, amigos e glicose. Autora dos livros O Diário de Débora,O Diário de Débora 2 , Na Festa e Uma bebida e um amor sem gelo, por favor.
Não gosta de: pessoas andando em diagonal na minha frente.
E-Mail: liliprata@yahoo.com.br (PS:não mandem correntes)
twitter.com/lilianeprata
 


A síndrome das eleições

Passei o final-de-semana em BH, para votar, e, como eu temia, fui vítima da...

... nostalgia das pessoas que votam na escola onde estudaram

Fomos eu, minha mãe e meu irmão votar na mesma zona: o colégio Frei Orlando, onde minha mãe estudou por vários anos. Se eu não me lembrasse disso, teria me lembrado. Porque faz quatro anos que é a mesma coisa:

Nas escadas
"Ai... quantas vezes subi e desci essas escadas... Ai..."

Na frente da sala X
"Foi ali que fulano falou que eu era linda... Fui pra casa pulando de felicidade...nossa..."

Na frente da sala Y
"Vamos passar correndo, não quero ficar muito tempo aqui! Foi nessa sala que o ciclano me disse que eu ia tomar recuperação em matemática... ai..."

Isso porque no primeiro turno eu já tinha sido vítima da mesma...

... nostalgia das pessoas que votam na escola onde estudaram

Eu e meu neo-namorado fomos votar no Dante Alighieri, colégio em SP onde ele estudou a vida inteira. Quer dizer, ele foi votar e eu fui justificar. O que importa é que lá fomos nós...

No pátio
"Putz! Quantas vezes corri aqui com o fulano, o ciclano, e o Beltrano, então..." (todas pessoas devidamente desconhecidas por mim, o que piora tudo)

Na frente da sala Z
"Ali é a sala do diretor! Foi ali que ele falou todo bravo que eu ia levar suspensão, hahaha!"

Na frente da cantina W
"Hmm, eu sempre comia pizza e tomava Guaraná ali! Legal, né..."

Ah... família... namorado... relações humanas... candidatos.

Todos tão danadinhos.


Escrito por Liliane Prata às 18h47 [ ] [ envie esta mensagem ]



Sobre minha mãe

Sobre um: sobre a agenda telefônica dela

Não sei se já comentei aqui, mas minha mãe usa métodos completamente peculiares para organizar a agenda telefônica dela (não, ela não usa o celular para escrever os telefones das pessoas. E não adianta insistir). Exemplos:

- Vou procurar o telefone de uma amiga minha, a Luciana. Pensa que minha mãe coloca "Luciana" na letra L, como uma pessoa comum? Não, ela coloca na letra "A". De "Amigos da Lili".
- Esse é ainda pior. Resolvo mexer na agenda dela para procurar o número do celular da minha prima Andréa, por exemplo. Pensa que está na letra "A"? Não, está na letra "C", de... celular. TODOS os números de celular que minha mãe tem estão lá na letra C. E obviamente não estão em ordem alfabética.

Sobre dois: sobre o troco para a nota de dez reais

Minha mãe tem a mania estranha de perguntar se o vendedor tem troco para dez reais. Já falei com ela que essas coisas só se pergunta se você dá uma nota de 50, ou mesmo uma nota de 20 reais se você vai comprar tipo um chocolate, mas troco para nota de dez? O cúmulo foi uma vez em que fomos à Savassi, em BH, e colocamos o carro dela num estacionamento. Na hora de pegar o carro, ela pergunta para o vendedor:

Mãe: Tem troco pra dez reais?
Eu: Mãe, deu NOVE REAIS!!
Mãe: Ué, mas quero saber se ele tem troco...

Sobre três: sobre linhas editoriais

Minha mãe pensa que meu blog não tem linha editorial e me pediu para convidar todos que moram em BH para uma festa em homenagem à Irmã Benigna. Já falei que minha mãe é fã dela, né? Aí vai. Será dia 4/11, às 11horas, na Igreja de Sta Teresa. Vai ter um almoço depois!

P.S.: Eu não sou uma ótima filha?
P.P.S: Dica do dia: coloquem Amandita na geladeira um pouco antes de comer.


Escrito por Liliane Prata às 16h01 [ ] [ envie esta mensagem ]



Sobre o problema dos namoros novos

Para quem namora há anos e anos, não há nada de tenso em planejar com quem vai se passar o final do ano. Se você e o carinha estão bem, você passa as festas com ele e pronto. Se vocês estão em crise, você também passa as festas com ele e pronto – e deixa para terminar no começo do ano, porque afinal é complicado terminar quando já se comprou uma viagem, já se combinou com os amigos, etc, além de ser chato se estressar no final do ano com relações frustradas.

Bom. Tudo isso pra falar sobre o diálogo que eu e o Marcio, meu namorado há uns dois/três meses, tivemos hoje, pelo telefone.

Eu: Má, você acha que nosso namoro dura até dezembro?
Marcio: Hum? Por que você tá perguntando isso?
Eu: ACHA ou NÃO?
Marcio: Acho que não, você é meio difícil de agüentar... Mas por que você tá perguntando isso? Aconteceu alguma coisa?
Eu: Aconteceu, sim. Estou preocupada com meu réveillon. Porque, se a gente estiver junto, precisamos nos planejar agora! Mas e se nos planejarmos e terminarmos em novembro?
Marcio: Tenho certeza que estaremos juntos em dezembro, sim.

Acabou que a gente estipulou um prazo de tolerância: términos, só em 2007. Continuações de namoro, também. De qualquer forma, 2006 está garantido. Para o bem e para o mal. Façam suas apostas! Um bom planejamento de réveillon a todos.

P.S.: O Marcio só autorizou a publicação deste post caso eu escrevesse um P.S. afirmando que ele é decididamente o namorado mais lindo, engraçado, romântico e carinhoso que eu já tive na vida.
P.P.S.: Bom, não vou expor meus ex-mamorados e nem fazer um ranking de qualidades, até porque dei a sorte de só ter namorado pessoas incríveis até hoje. Mas no quesito "namorado decidido" você ganha sim, Má!


Escrito por Liliane Prata às 17h30 [ ] [ envie esta mensagem ]



Peculiaridades de família

O primeiro caso aconteceu no dia das eleições, e o segundo foi ontem. Como os dois envolvem parentes peculiares – minha avó e minha mãe –, e como meu tempo para postar anda curto, uni os dois casos neste post dois em um!

Caso um
Minha avó foi passar o final de semana na casa da minha mãe, em Belo Horizonte. Bom. Domingo, minha mãe diz que vai votar e já volta. Minha avó:

Avó: Eu vou com você, eu também vou votar.
Mãe: Não, mãe, por que a senhora não fica aí, descansando?
Avó: Não, eu faço questão de votar!
Mãe: Mãe, a senhora já não dormiu muito bem, fica aí...
Avó: Me leva com você, filha! Quero exercer meu direito de cidadã!

Minha mãe suspirou e ficou esperando minha vó se arrumar, tomar café, etc. As duas entraram no carro. Chegaram na zona em que iam votar. Minha mãe foi na frente. Chegou a hora da minha avó e:

Mãe: Vamos lá, mãe. Aliás, em quem a senhora vai votar, hein?
Avó: Em branco.

Pausa.

Mãe: Em branco??
Avó: Em branco, minha filha, nem o Lula nem o Geraldo prestam...

Não sou a favor de manipular votos de ninguém, mas concordei quando minha mãe me contou que obrigou a vovó a votar em alguém, qualquer um que fosse.

Caso 2

Ontem, fui a uma cabine (sessão de cinema exclusiva para jornalistas). Depois da cabine, enquanto eu procurava o motorista da Abril, o celular tocou. Era minha mãe.

Mãe: Oi, filhinha!
Eu: Oi, mãe, posso te ligar daqui a pouco? Tô procurando o motorista da Abril, que sumiu...
Mãe: Como assim, sumiu?
Eu: Nada de mais, ele me trouxe numa cabine e agora eu preciso voltar com ele, mas não estou achando o carro. Vou andar um pouco mais e...
Mãe: Pede para a Irmã Benigna, filha!

(Observação: Irmã Benigna é uma irmã que vai entrar em processo de canonização, e provavelmente vai virar santa. Minha mãe é fã da irmã Benigna. Continuando)

Eu: Êêê, mãe, não é pra tanto, né! Daqui a pouco eu acho o carro!
Mãe: Pede, minha filha! Reza pra ela que daqui a pouquinho você acha o carro!
Eu: Ai, mãe, vou incomodar santo por causa dessa bobagem?

E então ela veio com o argumento definitivo:

Mãe: E o que é que tem, incomodar santo? Eles estão à toa, lá no céu! Não estão fazendo nada, pede o que você quiser!

Bom, só sei que eu pedi e o motorista apareceu. Agora tenho incomodado os santos até quando não estou conseguindo fazer rabo de cavalo no meu cabelo.


Escrito por Liliane Prata às 11h18 [ ] [ envie esta mensagem ]



Lançamento hoje!

Lançamento do meu novo livro hoje, na Livaria Nobel do hopping Frei Caneca, às 20h!

Pequeno FAQ

Precisa levar convite?
Não!

Precisa comprar o livro?
Não!

Vamos bater o maior papo lá?
Vamos! Estou com medo de ninguém ir, então comprometo-me a apertar a bochecha de quem for e conversar bastante!

Vai ter lançamento em outra cidade?
A princípo, não!

Posso ir, falar mal do seu trabalho, falar que nunca li nada seu e ainda falar que seu blog é um lixo?
Pode!

Espero vocês lá!


Escrito por Liliane Prata às 11h08 [ ] [ envie esta mensagem ]



A míope relapsa

Tenho 4 graus de miopia num olho e 4,25 no outro, mas meus óculos tinham há algum tempo 2 num olho e 2,5 no outro. Como eu uso óculos só em casa, e fico de lente o resto do dia, nem ligava para isso. Até que um dia, ao acordar, não tive coordenação motora para colocar as lentes e precisei ir ao trabalho de óculos. Foi uma experiência normal para mim – afinal, passei quatro anos dirigindo sem carteira, o que é dirigir um dia com óculos fraco? Mas a experiência foi ruim para as pessoas à minha volta, e então decidi ir a uma ótica trocar a droga das lentes dos meus óculos.

As dificuldades

Cheguei à ótica e uma mulher veio me atender.

Mulher – Pois não.
Eu (entregando meus óculos) – Oi, vim trocar as lentes dos meus óculos.
Mulher – Claro, você me dá a receita?
Eu – Hum?
Mulher – A receita do seu oftalmologista, com seu grau.
Eu – Ah, a receita, claro. Eu não trouxe.
Mulher – Melhor você voltar outro dia então...
Eu – Não, eu perdi a receita. E não quero voltar no oftalmologista, sabe... Mas eu sei meu grau de cor, é 4 no esquerdo e 4,25 no direito.

(Observação: aqueles que leram meu post sobre o Dr. Implacável sabem que não seria nada divertido ter que voltar lá)

Mulher – Você não pode fazer óculos sem receita.
Eu – Mas eu sei de cor, sério. 4 no direito e 4,25 no esquerdo.
Mulher – Você não tinha dito o contrário? 4 no esquerdo?
(Fiquei cinco segundos tampando um olho e enxergando com o outro, e confirmei: 4,25 é no DIREITO)
Mulher – Bom, vamos fazer seus óculos, mas você tem que assinar um termo falando que os óculos são de responsabilidade sua.
Eu (encarnando a piadista) – Não vou assinar nada e vou processar a loja depois! Ahahaha.

(Mulher me olha sério, sem rir. Eu preencho o termo, calada).

Mulher – Fica pronto em três dias.
Eu – TRÊS dias? Não fica pronto em uma hora? Na entrada tem uma placa falando que fica pronto em uma hora...
Mulher – Na hora, só óculos com até quatro graus.
Eu – Nãão, pode fazer de quatro graus, então. Quatro no direito e quatro no esquerdo.
Mulher – Mas...
Eu – Veja, estou colocando no termo que tenho 4 graus em cada olho, tá? Qua... tro... pronto.

Não sei como ainda não sonhei que essa mulher e o meu oftalmologista vão me perseguir um dia. Aliás, tenho leitores oftalmologistas? Me desculpem...  O que interessa é que agora estou com novos óculos! De quatro graus, naturalmente. Mas nem importa, já que eu uso lente... de quatro graus também, porque quem usa lente sabe que é muito chato comprar duas caixas para graus diferentes.


Escrito por Liliane Prata às 16h04 [ ] [ envie esta mensagem ]




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