É parente do Mario Prata: não
Idade: 26 anos
Listrado ou com bolinhas: listrado, sempre
O que faz da vida: colunista e editora assistente de entretenimento da revista Capricho, da Editora Abril. Autora dos livros O Diário de Débora,O Diário de Débora 2 , Na Festa e Uma bebida e um amor sem gelo, por favor.
O que quer da vida: nada de mais. Um amor eterno, muito dinheiro trabalhando pouco e uma boa dose de glicose sempre que possível.
Não gosta de: pessoas andando em diagonal na minha frente.
E-Mail: lprata@abril.com.br (PS:não mandem correntes)
 


Sobre hóspedes: tipos e categorias

Tipo um: Uma Hóspede Perfeita

Semana retrasada eu recebi na minha casa a Diorela, uma amiga de Belo Horizonte, e descobri que, além de ótima amiga, ela é uma hóspede exemplar. Ela cumpriu todo o protocolo que hóspedes exemplares cumprem:

Categoria Agradando a Anfitriã
A Di me trouxe uma caixa de bombons da Lalka, que é uma marca de chocolates lá de BH que eu adoro, e o pai dela me mandou de presente um livro! Perfeito.

Categoria Sorrindo e Concordando com a Programação Sugerida pela Anfitriã
Para sexta à noite, propus um bar aqui em SP (o Teta, na Cardeal) com mais uma amiga. Para o sábado de manhã, café da manhã na Bella Paulista (adoro), exposição do Volpi no Mam, almoço na Liberdade e festa à noite. A Di sorriu, me acompanhou em todos os lugares, me deu uma aula de arte na exposição (ela tem pós em História da Arte, olhem que perfeito), dançou na festa, etc. Superagradável!

Categoria Não Deixando a Casa mais Caótica do que já é
A Di estendeu as toalhas dela, fez a cama (ok, o sofá, que foi onde ela dormiu) e ainda melhorou a dinâmica da casa reabastecendo meu estoque de iogurtes Activia. Para completar, ela dormiu no mesmo horário que eu todos os dias. Di, volte sempre!

Tipo dois: Dois hóspedes do barulho
(Me inspirei na Sessão da Tarde para o nome dos tipos! Gostaram?)

Esta semana recebi dois grandes amigos, o Edu e o Jonas. Adoro os dois por vários motivos, menos pelo jeito hóspede deles de ser.

Categoria Agradando a Anfitriã
Pela primeira vez na vida, eles me trouxeram alguma coisa: vários alfajores da Argentina, de onde eles estavam chegando. Não sei como não chorei.

Categoria Sorrindo e Concordando com a Programação Sugerida pela Anfitriã
Levei os dois para um restaurante que eu adoro, o La Tartine. Eles não só reclamaram do preço e das opções do cardápio como passaram no Habib´s depois. Sem contar o bizarro diálogo pré-restaurante:

Eles: Lili, vamos levar um amigo nosso para jantar com a gente, ele é travesti, tá?
Eu: Tá, ué.
Eles: Mas a questão é: ele pode ir MONTADO?
Eu: Hã? Sei lá! Como eu vou saber?
Eles: Lili, nesse restaurante que você quer ir, dá pra travesti ir montado?
Eu: Gente, na boa, vocês não querem perguntar nada do tipo: Lili, lá tem uma salada gostosa?

Essa foi a única vez que os dois saíram comigo. Não concordaram com mais nada da programação e sumiram por São Paulo.

Categoria Não Deixando a Casa mais Caótica do que já é
Fizeram ligações para a Argentina, de onde eles estavam chegando, sem se preocupar com a conta; sujaram os pratos e não lavaram; não levantaram a tampa do vaso para fazer xixi; não arrumaram a cama, tomaram todos os Activia, comeram metade da caixa de bombons que a Diorela tinha me dado, espalharam toalhas molhadas pela casa, etc.

Maaas rimos todos os dias até umas três da manhã, antes de dormir.

Adoro meus hóspedes. 


Escrito por Liliane Prata às 11h10 [ ] [ envie esta mensagem ]



Voltando a postar esta semana!

Sobre as decisões que temos que tomar nesta vida

Quem não me conhece direito costuma me considerar uma pessoa determinada e decidida, quando na verdade meus amigos e familiares sabem que sou completamente avoada, indecisa e perdida, mas que engano bem porque a) lanço inconscientemente olhares superdecididos e uso minha sobrancelha para fazer movimentos que legitimam essa minha suposta superdecisão e b) minha vida é cheia de turning points como casar, separar, mudar de cidade, escrever livros, etc, mas na verdade esses turning points são muito mais decorrentes da minha dificuldade em tomar decisões do que dessa hipotética personalidade determinada.

Bom. Tudo isso para falar sobre a decisão que tomei há uns quatro anos sobre usar açúcar ou adoçante para adoçar bebidas como café, chás, sucos, etc.

Mais ou menos quatro anos atrás, eu estava em um café com meus amigos, quando pedi um café (sim, café, café, palavras repetidas, mas o que posso fazer? Eu estava num café e pedi um café). Então o garçom chegou e:

Garçom: Açúcar ou adoçante?
Eu: Açúcar.

Alguém da mesa comentou que minha resposta era sempre aleatória, porque às vezes eu pedia açúcar, às vezes adoçante. E foi nesse dia que percebi que eu precisava resolver se seria uma pessoa que adoça com açúcar bebidas como cafés, chás, sucos, etc, ou uma pessoa que adoça com adoçante artificial.

Como eu não consegui decidir, porque sou libriana e porque, como eu disse no primeiro parágrafo, sou indecisa e perdida, acabei decidindo misturar adoçante e açúcar em qualquer bebida para o resto da minha vida. E desde então minha resposta para o garçom é: "Os dois, por favor". E virei essa pessoa estranha que mistura adoçante e açúcar em qualquer bebida.

Pessoas que também misturam glicose com aspartame, ciclamato ou similares, por favor, aguardo vocês nos comentários.


Escrito por Liliane Prata às 15h11 [ ] [ envie esta mensagem ]



Meu hóspede e seus horários peculiares

Meu amigo Daniel, que mora em Belo Horizonte, me ligou há algumas semanas falando que viria para São Paulo e perguntando se podia ficar lá em casa. Eu disse que tudo bem e esqueci o assunto. Bom. Sábado eu estava tranquilamente dormindo quando o telefone toca.

Recepcionista – Bom dia, Liliane, o Daniel está aqui embaixo...
Eu (olhando o relógio, que marcava QUATRO E QUINZE DA MANHÃ) – Hã?
Recepcionista – Daniel está aqui embaixo.
Eu (pensando que tudo era um sonho) – Fala pra ele subir...

Ele subiu, eu morrendo de sono e sem fazer perguntas dei um travesseiro para ele, ele me deu um beijo na testa e foi dormir. Umas cinco horas depois, acordamos e aí sim conversamos.

Ele: Vamos passear hoje? Aí amanhã vamos para a parada.
Eu: A parada gay? Daniel, a parada é HOJE.
Ele: Sério? Então vamos para a parada hoje e passeamos amanhã. E aí vou embora amanhã à noite, tá?
Eu: Tá.

Fomos para a parada, encontramos outros amigos, passeamos, etc. À noite, já em casa, ele:

Ele: Tenho uma festa que começa às duas da manhã, na Barra Funda. Quer ir?
Eu: Não, obrigada. Duas da manhã eu já vou estar dormindo. Aliás, Daniel, eu queria dormir agora. Você não quer ir para a festa agora, não?
Ele: É mesmo, já é meia-noite, vou indo. É bom que dá tempo de eu ir a pé.
Eu: Você sabe que são mais de dez quilômetros até lá, né. (com dor no coração) Quer meu carro emprestado?
Ele (beijando minha testa): Não. Tô indo. Tchau.

Fui dormir. Algum tempo depois, o telefone tocou.

Recepcionista – Bom dia, Liliane, o Daniel está aqui embaixo...
Eu (olhando no relógio, que marcava CINCO DA MANHÃ) – Fala pra ele subir...
Daniel (depois de subir) – Tchau, Lili, tô indo.
Eu (morrendo de sono) – Como assim, indo? Indo pra onde?
Daniel: Pra BH.
Eu: Daniel, hoje é domingo, são cinco da manhã... a gente não ia passear hoje?
Daniel (dando um beijo na minha testa) – É, mas vou indo... Te adoro, tá?

E foi.

Ah, os amigos.

P.S.: Diorela, você vem ficar na minha casa no próximo fim de semana, né? Aguardo ansiosamente suas excentricidades.
P.P.S.: Para falar a verdade, aguardo ansiosamente uma hóspede modelo standard. Nenhum opcional incluído.
P.P.P.S.: Daniel, te adoro, tá?


Escrito por Liliane Prata às 11h55 [ ] [ envie esta mensagem ]



Sobre argumentos pessoais na vida profissional

Vira e mexe alego algum motivo pessoal para problemas profissionais. Como muita gente vive fazendo isso isso, minha chefe criou um bordão para essas situações. Sempre que alguém dá motivo, ela recorre à droga do bordão, como nos dois casos a seguir (nota: nos dois casos a seguir, o "alguém que dá motivo" fui eu):

Caso 1
Há umas três semanas, cheguei para a minha chefe e:
Eu: Gi, estou precisando de um dia de folga, pode ser na sexta-feira?
Gi: Ah, que bonito, você precisa de um dia de folga. Por quê, hein?
Eu: Sabe o que é, faz séculos que não vou a Belo Horizonte, visitar minha família, minha mãe está com saudade, ela comprou meu ovo de páscoa há um tempão e...
Gi: Lili, vou precisar repetir o bordão da editoria?

(O bordão da editoria é: "Problemas pessoais a gente resolve em casa")
(Mas acabou que dei argumentos profissionais e consegui o dia de folga, hehe)

Caso 2
Ontem, nove horas da noite, eu ainda estava aqui na redação. Cheguei para a minha chefe e...
Eu: Gi, que horas é para chegar amanhã? (nota: o horário normal é tipo onze da manhã, mas hoje tem jogo e tal)
Gi: às nove!
Eu: Nove horas? Como assim? Não vou conseguir acordar nunca!
Gi: Lili, vamos lá: problemas pessoais...
Eu: sério, nove horas não dá. Dez horas!
Gi: Vendido!

P.S.: Pensando bem, agora que escrevi este post, notei que o bordão pode ser chato, mas até que é bem flexível.
P.P.S.: Ainda vou gastar uma tarde criando o MEU bordão.


Escrito por Liliane Prata às 11h10 [ ] [ envie esta mensagem ]



Desculpas que uso para justificar minha desorganização

Para justificar as toalhas espalhadas pela casa:
"É para me ajudar a lembrar que preciso levá-las para a lavanderia"

Para justificar as flores que já murcharam há uma semana e eu não jogo fora nem reponho:
"Essas flores murchas e secas têm uma beleza poética que eu aprecio muito"

Para justificar os livros que ficam espalhados pela casa em vez de empilhados:
"Ah, dá um ar cool na casa!"

Para justificar os CDs espalhados fora das caixas:
"As caixas estragam os CDs e diminuem a vida útil deles em 40%" (tenho que falar isso com uma cara muito séria, para as pessoas acreditarem)


Escrito por Liliane Prata às 20h09 [ ] [ envie esta mensagem ]



CAPRICHO de cara (muito) nova!

Hoje chegou às bancas de São Paulo a primeira edição da nova CAPRICHO, com novo projeto editorial e gráfico! A revista está toda linda, toda diferente: muito mais cool, muito mais moderna. Foram meses de idéias, milhares de reuniões, e principalmente muito trabalho! Estou empolgada, como todos da redação. Até domingo, ela estará em todo o país. Minha nova coluna é menor que a antiga, e tem formato bem diferente. Espero que vocês gostem! Ela se chama "Bolinhas Aleatórias" e fica na página 87, do lado da coluna do Jerri Dias. E, vocês sabem, também sou editora assistente de entretenimento da revista. Opiniões, comentários... vou adorar ler aqui ou pelo e-mail lprata@abril.com.br!


Escrito por Liliane Prata às 16h39 [ ] [ envie esta mensagem ]



Sobre as recorrentes perguntas do meu pai

Quando meu pai e eu nos vemos, conversamos sobre muitas coisas – e antes, no meio ou depois dessas coisas, invariavelmente ele vem com estas três perguntas:

 

Pergunta 1

Que livros você está lendo?
(Meu pai é professor de literatura e não só pergunta o que ando lendo como faz perguntas de interpretação dos livros que ando lendo. Se eu estiver lendo apenas UM livro, ai de mim: ele lê vários livros ao mesmo tempo e espera que eu faça o mesmo.)

 

(Cara que ele faz se estou lendo um livro que ele acha ruim: cara de desgosto nível intermediário).

 

Pergunta 2

Você está fazendo exercícios?

(Meu pai corre cerca de 10 quilômetros diariamente, de segunda à sexta. Nos finais de semana, ele joga peteca e futebol. Eu, que não sou atleta como ele, faço meia hora de academia de segunda à sexta e absolutamente nada nos finais de semana, o que está ótimo para os meus padrões)

 

(Cara que ele faz quando digo que não tenho me exercitado: desgosto nível extremo. Lições sobre a lógica “Mente sã em corpo são” vêm em seguida.)

 

Pergunta 3

Você está feliz?

(Meu pai é uma das pessoas mais felizes que eu conheço. Mas ele fica extremamente infeliz quando estou infeliz, então só comento minha infelicidade com ele caso eu esteja miseravelmente infeliz, no estilo “estou perdendo três quilos por semana”).

 

(Cara que ele faz se eu digo “Não sei” ou se resolvo filosofar sobre o assunto: desgosto nível preocupação... ok, "desgosto nível preocupação" ficou bem bizarro. Bom, o que importa é que a resposta certa para esta pergunta é SIM)

 

Enfim: pai, não é Dia dos Pais nem Natal, mas amo você.

 

P.S.: Aos que acharam fofas as perguntas do meu pai: imagine ouvir estas perguntas há mais de dez anos.. diariamente, quando eu morava em Belo Horizonte. Imagine ouvir estas perguntas quando você tem treze anos e responde “Nada”, “Não” e “Não” para cada pergunta, respectivamente? O tanto que tive que ouvir nesta vida?

P.P.S.: Palestras gratuitas de física na USP a partir de semana que vem! Ou melhor, desde ontem, mas ontem não fui. Então, quando digo “a partir de semana que vem”, quero dizer “a partir de semana que vem na minha vida”!
P.P.P.S.: Amanhã revisarei a revisão do meu novo livro! Passarei o domingo todo por conta disso e já estou preparando minha caneta maligna para escrever “Não concordo” em 90% das observações da revisora (Revisora, se você estiver lendo meu blog, desculpe... era uma brincadeira) (na verdade não concordarei com cerca de 85%, hehe).
P.P.P.P.S.: Mais sobre meus livros: O “Na Festa”, que foi lançado como um pocket book e vendido em bancas, vai ser relançado! Desta vez com uma edição muito mais caprichada, e será vendido em livrarias normalmente. Mas será só no final do ano, provavelmente. Conto aqui para vocês.


Escrito por Liliane Prata às 23h01 [ ] [ envie esta mensagem ]




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