Frases da minha mãe sobre meu papel na vida
“Não criei você para o mundo, filha. Criei você para mim.” (Ela sempre fala isso. A vez mais recente foi ontem, na casa dela, em BH, quando comentei que estou adorando morar em São Paulo).
“Seu dever é entreter seu irmão” (Há uns anos, quando meu irmão me chamou para não-lembro-que-programa e eu não quis. Na ocasião ela me explicou que me colocou ao mundo para que eu, na posição de irmã mais nova, pudesse entreter meu lindo irmão)
(Afinal, ela me colocou no mundo para ela ou para o meu irmão?).
Recesso! Volto na quinta! ÓTIMO carnaval para todo mundo.
Escrito por Liliane Prata às 18h38
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Ontem fiquei presa no elevador. Nos primeiros segundos, aproveitei para refletir sobre...
... as impressões que tive ao ficar presa nos mais variados lugares nesta vida
Elevador É extremamente angustiante. Você está presa em um lugar pequeno, sem janelas e que ainda pode cair. Para piorar sua situação, seu celular pode estar sem sinal e, se você gritar, o provável é que ninguém escute. Por outro lado, as pessoas do prédio podem sentir falta do elevador, ainda mais se o lugar só contar com um ou dois. Assim, logo sentirão falta dele, o que melhora as coisas para o seu lado.
Banheiro Se você mora com outras pessoas, é apenas chato. Já se você mora sozinha, tem uma viagem marcada para o outro dia de manhã e ainda por cima tem vergonha de chegar na janela e gritar por ajuda, como aconteceu comigo ano passado, é quase enlouquecedor. O lado bom é que tem água por toda parte e, se você quiser dormir, pode estender uma toalha no chão.
Fora da sua casa, porque esqueceu a chave Se você está cansada e louca pela sua cama, é muito irritante, apesar de inofensivo. Se você, além de cansada e louca pela sua cama, está preocupada porque mora com seus pais e eles viajaram, como aconteceu com uma amiga, deve ser bem desagradável.
P.S.: Acabou que deu tudo certo com o elevador e não fiquei presa mais do que alguns minutos. O engraçado foi ouvir uma senhora depois dizendo: "Morro de medo de elevador". Apesar de não gostar muito de ficar presa nesse lugar, não tenho medo dele. Tenho muito mais medo é de escada. Afinal, nunca caí de um elevador. Já de escada, caí várias vezes!
Escrito por Liliane Prata às 19h24
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Alguns "estou" destes últimos dias:
1) Estou lendo "Cem anos de Solidão" pela segunda vez. 2) Estou viciada em mini-talento vermelho (de avelãs). 3) Estou com duas espinhas, depois de muito tempo sem ter espinhas, por causa do maldito mini-talento vermelho (de avelãs). 4) Estou trabalhando muito, para poder folgar no carnaval (apesar de eu fugir do carnaval como fujo todos os anos, porque não gosto muito de carnaval). 5) Estou solteira e tranqüila. Estou precisando muito ficar sozinha e sabe-se lá por quanto tempo.
Escrito por Liliane Prata às 15h46
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Eu já disse isso aqui, mas o atual contexto da minha vida me mostra que preciso dizer de novo:
Você sabe que tem alguma coisa errada na sua vida quando você se vê cantando uma música da Mara Maravilha. E você sabe que tem alguma coisa muito errada na sua vida quando você se vê cantando uma música da Mara Maravilha e se identifica com a letra.
P.S.: Estou morando em São Paulo há quase um ano e ontem, quando fui mexer nos documentos do meu carro, vi que minha carteira de motorista não estava lá. Liguei para minha mãe, ela procurou a carteira e achou dentro do meu antigo armário, na casa dela, em BH. Então fazia simplesmente UM ANO que eu dirigia em São Paulo sem carteira.
P.P.S.: Não tive nenhum problema nesse período, mas, agora que sei que estou sem carteira, deixei o carro na garagem e vim para o trabalho de ônibus. É impressionante como a causa de uma doença é o diagnóstico.
P.P.P.S.: Nem preciso dizer que minha mãe achou sim, a carteira, mas que ela está vencida há anos, né? Até resolver isso, vou pegar ônibus por não sei mais quantos dias. Eu sempre soube que eu era uma dona de casa relapsa, mas eu não sabia que eu era uma motorista tão relapsa assim.
Escrito por Liliane Prata às 11h37
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Estou empolgada: em julho será publicado um novo livro meu! Escrevi esse livro há três anos, reli umas sete vezes, reescrevi várias partes e finalmente agora ele está pronto e será publicado. E outro livro meu sai no final do segundo semestre. Depois conto mais aqui sobre eles. Espero que vocês leiam e gostem!
P.S.: Uma amiga me ensinou, e eu fiz e recomendo: leite batido no liquidificador com gelo, açúcar e muito Nescafé e Ovomaltine. Fica ótimo, é tipo um frapê de chocolate com café. Depois vou tentar a versão adoçada com leite condensado (não tinha em casa). P.P.S.: Não, este não virou um site de receitas... Mas, como vocês sabem, a linha editorial deste blog é meio flexível - leia-se bagunçada.
Escrito por Liliane Prata às 11h45
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Não sei se já mencionei aqui, mas, apesar de eu ser do jeito que vocês conhecem, há alguns meses namoro um sério e compenetrado mestrando de sociologia de 33 anos e de cabelos grisalhos (ok, ele só anda de tênis, ama jogar Tetris no palm dele e só come porcaria, mas vamos nos focar nas características antes mencionadas, que têm mais a ver com o que vou contar a seguir).
Bom, toda essa introdução para falar sobre...
... como é frustrante fazer determinadas brincadeiras com sérios e compenetrados mestrandos de sociologia de 33 anos
Daqui a alguns dias ele fará 34 anos. Então, ontem, eu:
Eu: Nossa, está chegando seu aniversário...
Ele (lendo): Pois é.
Eu: O que será que eu te dou de presente, hein?
Ele: (não disse nada)
Eu (acometida pela clássica piada dos presentes nas datas comemorativas): Se bem que acho que não vou te dar nada. Afinal, para que bens materiais, né? Não é dando bens materiais que mostramos o que sentimos por alguém.
Eu olho para ele segurando meu riso e esperando ele falar que quer presente, sim. Mas, para minha surpresa, ele larga o livro, me olha muito sério e:
Ele: Você está certa. Não é dando bens materiais que mostramos o que sentimos por alguém. Não precisa se preocupar em me dar nada.
Olhei para ele com cara de “Meu Deus”, enquanto ele voltava a ler.
É claro que vou comprar um presente para ele.
E é claro que está tudo acabado se ele não me der nada no meu aniversário.
Escrito por Liliane Prata às 14h39
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Ontem fui a um templo budista meditar. Eu nunca pensei que eu fosse uma pessoa que vai a um templo budista meditar, mas qual não foi a minha surpresa quando eu me peguei olhando um site desse templo e chamando duas amigas para ir comigo. Fomos e ainda não tenho opinião formada se gostei ou não, não sei se voltaria, não sei se voltarei, não sei se vou incorporar à minha vida o hábito de meditar e, principalmente, não sei fazer um mandala com a mão (é "mandala", mesmo, né?) (eu tentei muito, dei meu sangue naquilo, mas só consegui entrelaçar meus dedos de um jeito estranho).
Mudando de assunto, assisti The Weather Man no cinema e adorei, adorei. Também vi The Family Stone, mas só por causa da Sarah Jessica Parker. Ah, há umas duas semanas assisti Os Produtores, mas a distraída aqui não sabia que era um musical e saiu depois de vinte minutos de filme. Não consigo ver musicais, acho bizarro que personagens apareçam cantando no meio do nada! E gostei de As crônicas de Nárnia, uma mistura de Harry Potter, Senhor dos Anéis e O Jardim Secreto (ah... Eu amava O Jardim Secreto quando era pequena!). Vocês viram esses filmes? Gostaram?
(Observação para quem é novo aqui no blog: costumo usar o título do filme que acho que ficou melhor; então se acho que o título original é bem melhor e que os tradutores enlouqueceram, escrevo o título original. (Os Produtores é The Producers no original... então tanto faz... Não sei o nome em inglês de As Crônicas de Nárnia e não vou procurar no Google. Como vocês podem ver, minha regra é meio flexível)).
Escrito por Liliane Prata às 11h27
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