Sobre minhas falhas ao administrar o tempo
Quando eu sei que amanhã terei um dia muito ocupado, costumo mandar um e-mail para mim mesma intitulado "Tarefas". Aí, na manhã do tal dia ocupado, abro o e-mail (não é extremamente CDF e organizado, isso?) (por outro lado, só faço isso porque não sou suficientemente CDF e organizada para ter uma agenda, por mais que eu tente) (pensando bem, o fato de eu dificilmente cumprir todas as tarefas propostas diminui razoavelmente meu coeficiente CDF e organizado) (pronto, já estou deprimida, continuemos). Bom. Hoje li a listinha de tarefas e estava preparada para cumpri-la, quando... o meu irmão me liga contando uma mega-novidade sobre a vida dele. Então, prontamente, eu abandonei metade das tarefas para me incumbir das importantes tarefas a seguir:
* Pensar e refletir sobre a novidade * Procurar no Google matérias e artigos com assuntos ligados a essa novidade, tipo histórias de pessoas que já passaram por isso * Espalhar a novidade para as pessoas mais próximas da minha lista do MSN * Espalhar a novidade para as pessoas mais próximas que não têm MSN, usando, para isso, o telefone * Ligar para o meu irmão à tarde para perguntar se houve alguma mudança quanto a novidade * E, por fim, escrever um post sobre a novidade.
Bom. Tem um provérbio, acho que espanhol, de que gosto muito: "Amanhã é sempre o dia mais ocupado da semana". Lista de tarefas, vejo você amanhã!
Escrito por Liliane Prata às 17h25
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Coisas que me fazem sentir criança depois do tempo
* Falarem que o cadarço do meu tênis está desamarrado (uso tênis sempre, ele sempre desamarra e eu nunca, nunca caí. Além do mais, eu tenho visão periférica e costumo ver quando o cadarço desamarrou).
* Falarem que meus braços/minha boca/meus cotovelos estão sujos de chocolate (eu sempre me sujo comendo chocolate) (não me pergunte como ele vai parar nos cotovelos)
* Perguntarem se eu quero mingau (minha mãe pergunta isso) (o pior é que eu sempre quero, porque amo mingau. Amo Cremogema. Amo Farinha Láctea!)
Coisas que me fazem sentir adulta antes do tempo
* Perguntarem se já recebi a restituição do imposto de renda (e ainda por cima não recebi. Se sou adulta, prefito ser adulta com dinheiro).
* Perguntarem se vou gastar ou aplicar o dinheiro da restituição (e o pior é que vou aplicar. Nada mais adulto que isso. Argh).
* Pedirem minha opinião sobre a educação de alguma ciança/adolescente. Eu opino com prazer, mas... isso me faz sentir adulta antes do tempo.
(OBS: nos quatro meses da minha vida em que fiz análise, eu dizia para a minha psicóloga que às vezes eu me sentia adulta. Isso só porque eu era casada, pensava em ter filhos, tinha contas a pagar, etc. E ela respondia, com aquela cara de alôôôô: "você é adulta." Então o último item de Coisas que me fazem sentir adulta antes do tempo é para ela:)
Último item de Coisas que me fazem sentir adulta antes do tempo:
* Olharem para mim com cara de alôôôôô e dizerem: "você é adulta." Odeio.
Escrito por Liliane Prata às 13h42
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E vamos à novíssima seção...
... Para que servem os amigos
Duas amigas minhas conversando.
Amiga 1 – Estou pensando em colocar silicone nos seios. Cansei de não ter peito. Amiga 2 – Por que você não gasta metade da grana operando seu nariz? Seu peito é normal, mas seu nariz é horroroso.
(A amiga 2 que me contou. Tenho visto pouco a 1. Vai ver que ela está ocupada depois do aumento do número de sessões da terapia) (aguardem mais episódios dessa nova seção).
P.S.: E também vamos ao desafio Todos os dias: esta semana vou postar todos os dias. Acreditem se quiserem: todos os dias um post fresquinho. P.P.S.: Sim, eu sei que Todos os dias não é um nome muito criativo, mas enfim... Não vamos começar o desafio criticando o nome do desafio, ok?
Escrito por Liliane Prata às 16h36
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Asteriscos aleatórios sobre banalidades
* Vi Marcas da Violência no cinema e Simplesmente Martha no DVD e adorei os dois!
* Um nada a ver com o outro, certo?
* Realmente foi um ótimo negócio passar a malhar de 40 a 50 minutos por dia, todos os dias, em vez de uma hora e meia três vezes por semana.
* Estou novamente viciada em Ovomaltine. Mas com uma regra dessa vez: nada de comer puro, na colher. Só com leite, mesmo. O que não adianta muito já que também sou viciada em leite.
* Só falta uma tampinha para eu trocar por um passômetro do Gatorade em algum posto de troca. Algo me diz que vou ficar obcecada em contar meus passos.
* Estou gostando muito de morar em São Paulo. Adoro essa cidade.
* Uma amiga minha de BH não estava muito a fim de conversar com um cara que estava dando em cima dela e, em vez de simplesmente dar um fora nele, fingiu que era muda. Muda. Ela começou a grunhir barulhos estranhos e a fazer movimentos aleatórios com as mãos. Obviamente ele fugiu pensando que ela não era muda, mas louca. Louca.
* Por que preciso dormir nove horas por noite para ser feliz? Por quê? E assim tenho que encaixar todos os meus compromissos em 15 horas?
Escrito por Liliane Prata às 16h21
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Sumi, eu sei, me desculpem... Fui para Chapecó, em Santa Catarina, na sexta, e depois passei o feriado em BH. Aí acabou que nem me lembrei de postar. Mas agora estou voltando com...
... os estranhos momentos baba-ovo dos donos de animais de estimação
Semana passada, eu estava jantando na casa de uma amiga quando ela, muito empolgada, começou a relembrar seus momentos com seu ex animal de estimação – um peixe –, que morreu há alguns meses. Eu sou daquelas que selecionaram a opção "I like them on the zoos" no Orkut: gosto de bichos, mas não tenho um e não sei o que é amar um gato, que dirá um peixe. Mas sei como as pessoas que têm bichos se referem a eles com uma certa emoção e orgulho e respeito isso. Respeito quando o dono fala como o bicho é carinhoso. Como é inteligente, legal, divertido. Enfim. Mas minha amiga foi longe demais. Na hora de falar sobre os truques que Dorinha fazia (esse era o nome do peixe, peixe-fêmea, peixa, enfim), ela citou:
Truque um – O truque do beijinho Minha amiga disse que a Dorinha era muito esperta e sabia mandar beijinhos para as pessoas. Então minha amiga fez biquinho e começou a imitar a Dorinha, mandando beijinhos, fazendo aquele movimento com a boca que... que os peixes fazem.
Truque dois – O truque da fuga Quando viu minha decepção com o truque do beijinho, minha amiga prontamente contou o truque da fuga. É assim: quando uma pessoa batia no aquário da Dorinha, ela fugia. Não, ela não fugia do aquário, ela não dava piruetas. Ela apenas nadava assustada para o fundo do aquário. Como costumam fazer... os peixes.
Bom. Como minha mãe sempre frisa, cada um é cada um.
Escrito por Liliane Prata às 16h52
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E vamos à nova seção...
Respostas objetivas para perguntas capciosas
Uma amiga: Lili, você acha que seu namorado é o homem da sua vida? Eu: Não sei, posso te responder daqui a sessenta anos?
P.S.: Ainda bolo uma resposta criativa para a clássica pergunta "Quanto você ganha?". Aceito sugestões. P.P.S.: Uma dúvida de uma pessoa que não é de São Paulo. Por que só a avenida Brigadeiro Luís Antônio pode ser chamada apenas de "Brigadeiro"? E a Brigadeiro Faria Lima não? Me identifiquei com essa dúvida. Quero chamar a Brigadeiro Faria Lima de Brigadeiro! Passo sempre lá e nessa Luís Antônio aí não! P.P.P.S.: Sabia, fiquei com vontade de comer brigadeiro. Falando nisso, o brigadeiro da Ofner é perfeito, não?
Escrito por Liliane Prata às 16h29
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Conheço poucas pessoas que têm o senso de orientação tão ruim como o meu (mas conheço, ufa!). Eu não me localizava bem em Belo Horizonte, cidade em que sempre morei, então imaginem em São Paulo, onde moro há oito meses. Sou tão perdida aqui que chego a me emocionar quando sei onde estou. Anteontem, por exemplo, meu namorado estava dirigindo e:
Eu - Esta avenida é a Pompéia, não é? Não é? Acertei? Ele - É a Pompéia, sim. Eu - Nossa, e eu acertei sem olhar a placa, sem olhar uma padaria, sem olhar nada! Apenas olhei e vi que era a avenida Pompéia!!! Ele - Uau, é verdade! Você só mora aqui há dois dias e nós nunca passamos nesta avenida antes!
Detalhe: passamos nessa avenida umas duas vezes por semana. Há sete meses – o tempo do nosso namoro.
Mas tooooda essa introdução para contar que me perdi ontem à noite, quando voltava do trabalho. Eu estava fazendo o caminho para casa – sim, para casa. Mas, como eu me perco com freqüência quando dirijo, já estou na quinta fase da pessoa perdida no trânsito, dentre as...
... cinco fases da pessoa perdida no trânito
Primeira fase É quando a pessoa se perde pela primeira, segunda ou terceira vez. Então ela (ou "eu", se você não se identifica com isso) começa a chorar, desesperada, gritando para si mesma coisas como "sua idiota" e dirigindo freneticamente. A pessoa então liga do celular para a mãe, ou o irmão, etc, e ainda pára e pede informação a algum (ns) transeunte (s).
Segunda fase Aqui a pessoa (eu), depois de já ter se perdido algumas vezes na vida, ainda chora desesperada, e ainda se chama de "sua idiota", mas pelo menos já sabe que é melhor e mais seguro pedir informações a taxistas em vez de transeuntes – e, se ainda usa o celular para receber informações, já o faz meio constrangida.
Terceira fase Habituando-se com a idéia de se perder com freqüência, a pessoa muda o "sua idiota" para "ai, de novo", "só você, mesmo" ou similares. Seus olhos estão secos, mas, se o tempo em que ela fica perdida se prolongar, uma lágrima pode escapar. Mais calma, a pessoa não cogita pegar o celular. Ela ainda recorre ao taxista, mas começa a se interessar pelas placas.
Quarta fase Sem choro. Tranqüila, a pessoa se contenta com um "que droga, queria ir para casa" ou um "estou tão cansada". Esquece os taxistas, transeuntes e similares e se guia pelas placas, mas não muito segura. No caso de a pessoa acabar se perdendo mais ainda, a ponto de ela não reconhecer sua cidade, ela se altera, xinga as placas e pára num posto de gasolina.
Quinta fase Só para perdidos experientes. Sem choro, sem celular, sem taxistas, sem transeuntes, sem postos de gasolina. A pessoa permanece tranqüila e pensa "hum, estou precisando cortar o cabelo" ou mesmo um "não posso esquecer que depois de amanhã tenho reunião". Enquanto isso, ela canta e se guia pelas placas.
Escrito por Liliane Prata às 19h58
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