Notícias familiares
Chego no trabalho hoje, meu celular toca. É meu irmão, me ligando lá da casa da minha mãe. Eu falo para ele que estou terminando de fazer uma coisa e que ligo de volta em dez minutos, ele concorda. O que se seguiu adiante ele que me contou: dez minutos depois que a gente desligou, o telefone lá na casa da minha mãe tocou. Ele atendeu e:
Ele: Oi, mala (ele me chama de mala). Mala? Fala alguma coisa, mala!
Aí ele escuta uma risadinha da sala... Era minha mãe que tinha ligado do celular dela. Ela tinha ouvido que eu ia ligar em dez minutos e ligou para casa fingindo que era eu. Aff.
Sinto saudade dessas coisas (...).
Bom, chega de sentimentalismos. Quando eu mesma liguei de volta para o meu irmão, conversamos e ele me falou que estava com um número de celular novo (o bocó tinha perdido o celular). Mas esse é um episódio que nos leva à seção...
Como eu amo meu irmão
Para estrear o celular novo, assim que a gente desligou ele me mandou a seguinte profunda mensagem:
Ele: Sou eu, mala! E eu respondi assim: Eu: Finalmente vc parou com essa pobreza de ser um sem cel. Aproveita a oportunidade para treinar e digitar rápido como eu. LLLLL
P.S.: "LLL" é de looooser, que é um jeito carinhoso de eu, meus amigos e meu irmão nos chamarmos. P.P.S.: Em todos os campeonatos que a gente fez para ver quem escreve mensagem mais rápido, eu ganhei de longe.
Escrito por Liliane Prata às 11h12
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Sobre como eu não me adapto a nenhuma atividade física por muito tempo
Esta semana comecei a fazer musculação e transport numa academia. Antes, eu estava fazendo apenas transport na sala de ginástica do meu prédio. Antes do transport, eu fazia natação. Antes da natação, eu fazia caminhada e corrida. Antes da caminhada e corrida, eu fazia bicicleta ergométrica e aulas de ginástica localizada. Antes da bicicleta ergométrica e aulas de ginástica localizada, eu fazia caminhada. Antes da caminhada... bom, para resumir, já pratiquei exercícios que vão desde pular corda a fazer hidroginástica, passando por aulas de body pump e body combat.
Acho que meu período máximo de tolerância a qualquer atividade física é de um ano. Depois disso, o exercício começa a ficar insuportável, seja porque é monótono (musculação), trabalhoso (natação)... E aí eu mudo de novo. No período de pensar qual será meu próximo exercício, me dou umas duas semanas de folga – leia-se: de sedentarismo. Pessoas que dizem "faço capoeira há três anos", como minha melhor amiga, ou "corro diariamente há vinte e quatro anos", como meu pai, são uma incógnita para mim.
Se alguém souber de algum exercício mágico que seja divertido, prático, funcional, dinâmico, que não consuma mais do que uma hora e quinze minutos do meu tempo quatro vezes por semana e que seja tão legal que a idéia de abandoná-lo se equipare a algo como nunca mais comer chocolate, por favor, me avise.
Escrito por Liliane Prata às 17h28
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Ontem à noite assisti a um filme que 99% das pessoas já viram: Harry & Sally. Sim, eu nunca tinha assistido a esse filme, nun-ca. Vi, gostei e agora se instalou em mim uma vontade incontrolável de assistir a filmes que todos já viram e eu não. Acho que já falei disso aqui no blog, não? De uma teoria que eu e meus amigos temos segundo a qual todas as pessoas têm pelo menos um filme que morrem de vergonha por nunca terem assistido? Pois bem, um dos meus era Harry & Sally. Os outros são:
* O poderoso chefão * Closer (sim, é recente, mas todas as pessoas à minha volta já viram e eu não agüento mais não ter visto esse filme) * Os Goonies (só vi algumas partes, tipo quando o pessoal encontra os pais e tal, no final, e quando a menina de aparelho beija o menino... ou é o menino que tem aparelho, não sei). * Instinto Selvagem * Procurando Nemo * A coisa * O exterminador do futuro um (o dois eu vi seis vezes)
Escrito por Liliane Prata às 21h28
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Estou fazendo um curso no Senac duas vezes por semana e, por isso, estou tendo que acordar nos dias do curso às sete e quinze da manhã. Apesar de levantar relativamente disposta, eu simplesmente não consigo raciocinar nesse horário. Por isso, acordo e digo para o meu namorado coisas que têm total sentido, como "O túnel é de caramelo?", "Olha, a cama dobrou", etc. Desde pequena, eu só consigo viver normalmente depois de tomar café da manhã. Como nos dias do curso a gente toma café da manhã fora, eu só começo a viver cerca de uma hora e meia depois de ter acordado. É como se meus dias tivessem vinte e duas horas e meia! Aff.
ODEIO acordar cedo.
P.S.: Duas outras coisas que eu odeio: tempo nublado e quando falam coisas nojentas enquanto como. P.P.S.: Gostei muito do filme A Luta pela Esperança. Gostaram? P.P.P.S: Apesar de eu me interessar muito por gramática e de já ter trabalhado como revisora, não gosto de dar explicações gramaticais... acho chatíssimo... deixo isso para o meu pai, hehe (ele é professor de gramática e literatura). Mesmo assim dei uma explicação bem simplificada nos comentários anteriores sobre a polêmica do "mim" ;-)
Escrito por Liliane Prata às 14h45
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Uma descoberta e uma constatação
Estou viciada em chocolate de soja. Não parece, mas é muuuito bom.
E tive que pregar um botão ontem. Eu pensava que, depois que a gente saía da casa da mãe, os botões paravam de cair. Mas um botão de um casaco meu caiu. É tão mãe pregar botão. Eu ainda não tenho filhos, mas já prego botões.
Escrito por Liliane Prata às 14h15
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Alguns hábitos relativos a comida e bebida que tenho que abandonar/diminuir em São Paulo:
Me oferecer para pagar a conta do restaurante sem ver o preço antes
Terça passada eu e meu namorado jantamos num japonês e eu, alegremente, disse: pode deixar que eu pago! Só na hora de fazer o cheque que olhei a conta: 120 reais. Não existem restaurantes japoneses com conta de 120 reais para duas pessoas em Belo Horizonte! Pelo menos menos nunca fui em um. Mas como falei que ia pagar, paguei, claro.
Falar "pão de sal" para designar o "pão francês"
NINGUÉM entende o que eu quero dizer. E ainda me olham com uma cara de "sua louca que fala palavras estranhas".
Pedir, numa pizzaria, para o garçom trazer catchup
Eles me fuzilam com o olhar. Parece que é crime em São Paulo colocar catchup na pizza – se não é crime, é no mínimo uma contravenção extremamente grave com direito a repúdio de todos os presentes na mesa. Tenho que confessar aqui, eu adoro, adoro, ADORO pizza com catchup e está sendo difícil para mim abandonar esse hábito.
Perguntar numa lanchonete ou cafeteria: "Tem café de coador?"
Não existe café de coador em 99% das lanchonetes/cafeterias de São Paulo, só café expresso, que eu destesto (tomo dois ou três por dia só para suprir minha carência de cafeína). Só tomei café de coador quatro vezes aqui em SP, as quais guardo com carinho no meu coração: duas na casa do irmão do meu namorado (a Márcia Tiburi, que apresenta o Saia Justa, é a namorada dele. Ela que fez os cafés, ótimos), uma num boteco de Cubatão (nossa, que café bom! Quase igual ao da minha mãe) e outra em uma cantina no Pinheiros - bem mediano, mas era de coador, que é o que importa.
Escrito por Liliane Prata às 11h26
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Algumas maneiras simples de perceber que você está sem tempo
* Você leva dois meses para ler um livro de 400 páginas (só agora estou terminando A brincadeira, do Milan Kundera. Antes dele, levei o mesmo período para ler quatro livros de umas 250 páginas cada um)
* Em vez de fazer as unhas novamente, você as corta, numa vã tentativa de fazer o esmalte durar mais
* Você começa a achar que dormir oito horas por noite é suficiente (antigamente, eu achava que não dava para ser feliz dormindo oito horas por noite)
* Você não se lembra do último programa de TV que viu do começo ao fim
* Você não vê nada de mais em marcar na sua agenda um aniversário na noite de segunda ou um jantar na noite de terça
* O seu recorde nos joguinhos de celular é o mesmo há séculos
* Você cogita comprar meias novas enquanto não tem tempo para lavar as velhas (se bem que ultimamente tenho lavado tudo no banho, para economizar tempo: meias, calcinha, roupa de ginástica...)
* Você custa a postar no seu blog querido...
Esta semana vou postar horrores, sério mesmo! ;-)
Escrito por Liliane Prata às 16h27
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Sobre como meu cérebro não assimila as datas dos feriados
Na segunda-feira, coloquei o celular para despertar às 8h15. Assim daria para eu fazer ginástica antes do trabalho, em vez de fazer à noite. Bom. Às 8h15 meu celular toca, eu candidamente penso "Que louca, coloquei para despertar em pleno feriado!", desligo o aparelho e volto a dormir. Acordo às dez da manhã, lembro que o feriado é na quarta e vou para o trabalho correndo (e tenho que malhar à noite).
Hoje, que é feriado, meu cérebro me avisa às 9h30 da manhã que eu preciso acordar correndo. Eu, morrendo de sono: Mas hoje não é feriado? Ele: Nããão, sua louca.
Assim, venho para a redação normalmente. Logo que saio de casa, me lembro que é feriado, sim - mas me lembro logo em seguida que todo mundo da redação, assim como eu, trabalha hoje.
Aff.
P.S.: Por favor, pessoas que trabalham hoje, comentem e expressem sua solidariedade! Taxistas, lojistas, motoristas de ônibus, jornaleiros, jornalistas... Espero vocês. P.S.2: Meu café da manhã mais trash de todos os tempos foi em Embu, no final de semana: fiz crepes de Nutella e, enquanto fazia a massa dos crepes, comi quatro Alpinos. Não consegui comer açúcar o resto do dia.
Escrito por Liliane Prata às 12h01
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Final de semana... Vou para Embu das Artes com meu namorado e ficarei superfeliz se meu sábado e domingo se resumirem a descansar muito lá. Dormir, ler na rede...
Putz. Me senti com trinta anos a mais agora, hehe. Então, só para minimizar o teor adulto da coisa:
* Vou comprar uns dois Kinder Ovos para comer no caminho (torcendo para eles não terem quebra-cabeça dentro, igual da última vez. Sou péssima para montar quebra-cabeça! Se bem que sou péssima para montar todo e qualquer brinquedo danadinho que vem dentro do Kinder Ovo. Argh).
* Vou me lembrar da diferença de idade entre mim e meu namorado (que não é muita, são só nove anos, mas mesmo assim, ele é bem mais adulto que eu!)
(Só lembrando que o certo é mesmo entre MIM e alguém, antes que alguém fale que estou louca, como já aconteceu. Não tenho culpa se é feio!).
Escrito por Liliane Prata às 18h08
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