Eu não me considero uma pessoa irresponsável. Mas é claro que, como todo mundo, vira e mexe cometo algum ato irresponsável. Até semana passada, eu me sentia péssima quando fazia algo assim. Mas agora eu descobri...
... como não me sentir culpada por minhas irresponsabilidades
É muito simples: basta você passar a se considerar uma pessoa irresponsável que toda a culpa some num passe de mágica. Porque o que me deixava culpada era me considerar responsável e, no entanto, tomar uma atitude irresponsável. Porém, se eu me considerar uma pessoa irresponsável, nada é problemático. Vamos aos exemplos.
Situação hipotética 1: eu não posso voltar tarde da saída de hoje à noite, porque tenho que acordar cedo amanhã. Antes de eu desenvolver esse método: eu voltava tarde e passava o dia seguinte bocejando e me perguntando: Por que fiz isso? Por quê? Depois de eu desenvolver esse método: eu volto tarde e falo para mim mesma no dia seguinte, sorrindo: "Por que eu fiz isso? Porque eu sou irresponsável!". E fica por isso mesmo.
Situação hipotética 2: eu tenho que marcar dentista esta semana, mas não marco nunca. Antes de eu desenvolver esse método: minha mãe me liga no trabalho, perguntando se eu já marquei o dentista, eu digo que não, ela pergunta por quê, eu falo que esqueci e me sinto péssima. Depois de eu desenvolver esse método: minha mãe me liga no trabalho, perguntando se eu já marquei o dentista, eu digo que não, ela pergunta por quê, e eu respondo: porque sou irresponsável!
P.S.: Já falei com minha mãe que "irresponsável" é uma palavra que só pode ser usada por quem tem filhos. Eu prefiro o antigo "desajuizada".
Escrito por Liliane Prata às 17h04
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A minha coluna, "Quase Nada", da Capricho que está nas bancas – capa: Guilherme Berenguer – é especial: é um trecho de O diário de Débora 2. Quem ler me conta o que achou, hein? :-)
Escrito por Liliane Prata às 16h51
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Uma coisa que eu tenho o hábito de fazer é aceitar convites/concordar com programas na empolgação, sem prestar muita atenção. Ainda mais quando estou muito ocupada. Nesta semana, tive amostras claras da conseqüência que esse meu hábito pode causar.
Segunda-feira: meu namorado sugere que passemos o final de semana em Campos do Jordão e eu falo: "Boa idéia! Vamos!"
Quarta-feira: meu melhor amigo, o Daniel, me liga para lembrar que virá me visitar em São Paulo no final de semana e eu, que não me lembrava que ele viria, falo: "Ótimo!"
Quinta-feira: minha mãe e meu irmão me telefonam falando que estão com vontade de passar o final de semana comigo em São Paulo e eu falo: "Oba, venham mesmo!"
Hoje é sexta-feira, tenho uma viagem cancelada, três hóspedes que não sei exatamente onde vou hospedar e um pouco de dor de cabeça. Certo, não estou com dor de cabeça nenhuma. Mãe, Rô, Daniel, venham logo!
Escrito por Liliane Prata às 15h19
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Apesar de eu ter 24 anos, já ter saído da casa dos meus pais há mais de um ano, pagar todas as minhas contas e tal, não me considero adulta. Perguntei para meus amigos se eles se consideram adultos e todos responderam que também não. Por isso, eu e meus amigos achamos superestranho quando nos pegamos fazendo alguma coisa superadulta. Algumas coisas nesta vida realmente soam adultas e eu fujo delas – ou, pelo menos, minimizo o teor adulto delas na minha vida.
Coisa adulta que eu faço 1: assino jornal. Como eu minimizo o teor adulto: leio o jornal enquanto tomo leite quente com Ovomaltine. E espalho o jornal pela sala.
Coisa adulta que eu faço 2: tomo banho escutando músicas de cantores como Chico Buarque. Como eu minimizo o teor adulto: uso sabonete de criança. E faço escândalo se cai xampu no meus olhos.
Coisa adulta que eu faço 3: aplico meu dinheiro em fundos de investimento. Como eu minimizo o teor adulto: peço para o meu namorado escolher e acompanhar as aplicações para mim. Gasto em bobagens quando ganho mais do que eu supunha.
Coisa adulta que eu faço 4: fico toda preocupada com trabalho quando chego em casa e perco meu sono por causa disso. Como eu minimizo o teor adulto: na verdade eu não faço isso. Quando chego em casa nem lembro que trabalho existe e durmo como um anjo. Porque deixar de dormir por causa de preocupações já é adulto demais, né? ;-)
Escrito por Liliane Prata às 17h07
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Como tirar uma pessoa de um táxi
Meu namorado, o André, costuma me pegar no trabalho e a gente geralmente dá carona para uma amiga minha, a Daniela, que mora no caminho. Bom. Um dia qualquer da semana passada, eu não tinha achado a Dani e fui sem ela. Entrei no carro e o André disse: "Aquela ali no ponto de táxi não é a Daniela?". Fui correndo para o ponto e a Dani já estava dentro de um táxi. Bato no vidro e:
Eu: Dani, desce do táxi e vem de carona comigo e com o André! Dani: Não, pode deixar, já estou aqui dentro! Eu: Anda, Dani, sai daí! Dani (roxa de vergonha – ela é supertímida): Não! Eu (para o motorista): Desculpa, ela é minha irmã e costuma perder a memória de vez em quando... (para a Dani): Volta para casa, Dani! Mamãe e papai não agüentam mais isso!
Ela saiu do táxi na mesma hora, sem olhar para trás. E entrou no carro do André.
Método garantido quando usado com pessoas tímidas.
Escrito por Liliane Prata às 15h49
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Resultado da promoção
Alpino comido, resultado dado. Aí vai o ganhador, juntamente com os comentários da juíza, a Fê:
"Sim. Eu li todas as respostas. E morri de rir com muitas. Ficou difícil escolher, por isso tive que adotar alguns critérios: 1) As respostas: "gostava de tal cor pois só tinha na caixa de 24 ou na de 36" e "ninguém usava tal cor", desconsiderei, pois se repetiam muito e teria que escolher váááários ganhadores. 2) Desconsiderei respostas com mais de uma cor. A Lili mandou escolher uma só, oras... 3) Quase escolhi a resposta da Ianê Silveira só porque eu amo Gilmore Girls. Mas aí pensei melhor e achei que a Lili não ia considerar este um critério válido.
Então a resposta escolhida por mim, uma sumidade no quesito lápis de cores e infância, é:
[Marina][http://frenteverso.zip.net] Meu lápis de cor preferido era o verde-água claro. Eu amava essa cor na proporção inversa em que eu a usava, afinal, nenhuma copa de árvore ou grama podia ser pintada com esse lápis. Aliás, nem a água, que dá nome à cor, ficava bem de verde-água. Mas quando a gente é criança a gente não liga para esses detalhes "práticos". A cor era bonita e pronto. Quem liga se ela não serve pra nada? Marina."
Marina, vou mandar para você um e-mail, perguntando seu endereço. Se até amanhã você não receber o e-mail, é porque eu esqueci – se isso acontecer, por favor me mande um e-mail: liliprata@uol.com.br. O que importa é que logo, logo, O diário de Débora 2 chegará na sua casa! Obrigada a todos que participaram da promoção!
Escrito por Liliane Prata às 15h07
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Apresentando a novíssima seção de auto-ajuda deste blog
(Não é nada comprovado e não venha me pedir seu dinheiro de volta, mesmo porque é de graça):
Capítulo 1: Como apressar as pessoas para o almoço
Todo dia é a mesma coisa: tipo uma da tarde, fico com fome e chamo as pessoas da redação para almoçar. Mas todo mundo enrola tanto que a gente chega no restaurante quase às duas da tarde, quando já estou faminta. MAS esta semana eu desenvolvi um truque muito eficiente. Logo depois de chamar as pessoas, eu acrescento a frase: "Hoje o almoço é por minha conta". Todos descem comigo rapidamente e chegamos ao restaurante no máximo uma e quinze. É claro que esse método apresenta alguns problemas como:
- Quando chegamos ao restaurante, tenho que confessar que eu estava brincando e que não vou pagara conta de ninguém.
- O método dificilmente funciona mais de duas vezes com o mesmo grupo de pessoas.
Enfim. Não falei que o método era desprovido de defeitos nem que funcionava eternamente. Além do mais, há muitas pessoas no meu andar. Não recomendo a adoção do método para quem trabalha em empresas com quadro de funcionários enxuto.
Aguardem o capítulo número dois: Como tirar uma pessoa de um táxi.
P.S.: Respondendo a perguntas sobre O diário de Débora 2:
- Vou fazer tardes de autógrafo em São Paulo e em Belo Horizonte, mas só em agosto. Aviso aqui.
- Me perguntaram se o livro já está à venda na internet. Agora ele já pode ser encontrado no site Submarino, é só clicar aqui.
P.P.S.: Vocês vão notar que a capa do livro (a que está no site Submarino) é diferente da que eu tinha colocado aqui. O "Feliz ano-novo" está em outra fonte. O mais estranho é que eu coloquei a capa errada aqui, apesar de eu mesma ter escolhido a versão final da capa. Enfim.
Escrito por Liliane Prata às 14h23
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Promoção O diário de Débora 2 -
Atendendo a pedidos, aí vai a promoção para concorrer a um exemplar do meu novo livro O diário de Débora 2 – devidamente autografado e com despesas de correio inclusas, porque eu tenho trauma de infância desse negócio de "Oba, ganhei um brinquedo! Oh, não, veio sem pilha!"
Como vocês sabem, dei um exemplar de O diário de Débora para quem inventou o melhor chocolate, na opinião de um chocólatra chamado Fernando, e um exemplar de Na festa para quem contou a pior piada que meu amigo Bruno Motta já ouviu. Bom. Agora, para ganhar meu terceiro livro, O diário de Débora 2, é só responder a pergunta:
"Qual era seu lápis de cor preferido da caixa de lápis de cor quando você era criança, e por quê?"
Minha melhor amiga, a Fernanda, vai escolher a resposta mais legal (ela ainda não sabe disso, mas saberá assim que ler este post). Escrevam suas respostas apenas nos comentários deste post, e não se esqueçam de colocar o e-mail. O concurso será encerrado na segunda-feira, dia 11, pontualmente na hora em que eu comer um Alpino.
Escrito por Liliane Prata às 14h18
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Avisando em primeira mão: O diário de Débora 2 chegou às livrarias! Em São Paulo, já é fácil encontrá-lo. Em no máximo duas semanas, ele estará nas melhores livrarias de todo o Brasil.
Quem ler, me conte o que achou! Ah, e gostaram da capa? Eu achei linda, hehehe.

Escrito por Liliane Prata às 11h51
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