É parente do Mario Prata: não
Idade: 28 anos
O que faz da vida: colunista da revista Capricho, jornalista free lancer e neurótica, estudante de filosofia e apreciadora de palavras, amigos e glicose. Autora dos livros O Diário de Débora,O Diário de Débora 2 , Na Festa e Uma bebida e um amor sem gelo, por favor.
Não gosta de: pessoas andando em diagonal na minha frente.
E-Mail: liliprata@yahoo.com.br (PS:não mandem correntes)
twitter.com/lilianeprata
 


Especial de "sobres" sobre o meu irmão (não que ele mereça um especial)

Sobre Como eu amo meu irmão – Versão Mensagens por celular

Meu irmão: me liga amanhã assim que você acordar.
Eu: não.

Meu irmão: vou almoçar no papai! Vai lá!
Eu: eu vou almoçar lá independentemente de vc ir ou não!

Sobre Como meu irmão me ama – Versão Mensagens por celular

Eu: vamos ao cinema ver "Sideways"? Me falaram que é muito bom!
Meu irmão: valeu pela dica! Depois te conto como foi.

Eu: só para falar que eu te amo, Rô!
(Sem resposta)
Eu: você recebeu a mensagem que eu tinha te mandado?
Meu irmão: já recebi e já apaguei! Aff!

Sobre como eu e meu irmão fazemos esforço para ficar juntos no mesmo cômodo

Semana passada, nós dois estávamos na casa da minha mãe. Eu na sala, ele no quarto.

Ele: cadê você, bocó? Vem ficar aqui comigo!
Eu: eu tô lendo jornal!
Ele: eu também tô lendo jornal! Vem ler comigo aqui no meu quarto!
Eu: não! Vem você ler comigo aqui na sala!
Ele: não! No quarto!
Eu: na sala!
Ele: quarto!
Eu: sala!
Minha mãe: o pão de queijo tá pronto, vou servir na cozinha!

Nós dois fomos para a cozinha.


Escrito por Liliane Prata às 14h42 [ ] [ envie esta mensagem ]



Um

Eu e meu namorado compramos um lindo e moderno DVD player. Cada um pagou metade. Se o namoro acabar, aquele que quer terminar paga a outra metade do DVD. É meu primeiro namoro com multa em caso de término.

Dois

Sobre como minha alimentação dos finais de semana começa saudável e termina um lixo

O que eu comi no sábado
Café da manhã: granola com leite.
Almoço: salada, filé grelhado, purê de espinafre e batata assada. Café. Nada de sobremesa (isso foi realmente um ponto positivo. Mas espere o...)
...Jantar: muita, muuuita torta de chocolate com sorvete, além de um pouco de doce do leite que eu tinha comprado em BH na semana passada.
Total de cafés no dia: 1 (bom!)
Total de lanches intermediários: 0 (ruim!)

O que eu comi no domingo
Café da manhã: granola com leite.
Almoço: nhoque de espinafre com molho ao sugo. Café. Nada de sobremesa.
Jantar: macarrão, seis brigadeiros, dois suspiros e quatro trufas.
Total de cafés por dia: 2 (bom!)
Total de lanches intermediários: 2 (primeiro: quatro Dadinhos e duas balas de goma. Segundo: um café adoçado com leite condensado) (péssimo!)

P.S.: uma das minhas melhores amigas, a Lud, veio a São Paulo no final de semana e foi ótimo. Lud, adoro você!


Escrito por Liliane Prata às 12h23 [ ] [ envie esta mensagem ]



Esta semana eu concluí que:

  1. Ficar três horas presa em um banheiro de madrugada no nono andar de um edifício é pior do que eu pensava.
  2. Eu tenho vergonha de gritar "socorro!". Afinal, eu não estava em um incêndio, só estava presa na droga de um banheiro (gritei "moço!", embora não tivesse nenhum moço por perto, e ninguém respondeu).
  3. Tenho que ter cuidado com essa minha mania de puxar papo com desconhecidos na rua.
  4. Adoro a torta holandesa da doceria Ofner. E detesto aeroporto em dia de chuva.
  5. Tenho saudades da minha matéria preferida no colégio, química.

Escrito por Liliane Prata às 16h30 [ ] [ envie esta mensagem ]



Como há vendedores assustadoramente pentelhos ou
A incrível semelhança entre o vendedor de consórcio de casa própria e a minha mãe

Estou trabalhando bem tranqüila, quando meu telefone toca.

Eu – Alô.
Vendedor – Olá, com quem eu falo?
Eu – Liliane.
Vendedor – Olááá, Liliane. Estou ligando da empresa Y para perguntar o que você acha de entrar num consórcio para comprar sua casa própria.
Eu – Hmm, não, obrigada.
Vendedor – Mas, Liliane, me responda uma coisa: você mora de aluguel?
Eu – Moro.
Vendedor – E você não se interessa em se ver livre do aluguel?!
Eu – Sinceramente, não...
Vendedor – Mas por que não, Liliane? Você não se interessa em ter segurança, estabilidade na sua vida..?
Eu – Você está falando igualzinho à minha mãe.
Vendedor – E sua mãe está certa, Liliane. A pessoa precisa de estabilidade na vida. Me desculpe, Liliane, mas você não acha que é uma certa inconseqüência não pensar no seu futuro?
Eu – Olha, vou responder para você o mesmo que falo para minha mãe: é mais fácil eu economizar para viajar a passeio para Tóquio do que para comprar uma casa própria.

Discutimos mais um pouco e falei, por fim, que ele podia me mandar um fax com as explicações que ele quisesse. Quando o fax chegou, fiz uma bolinha com o papel e fui pegar um café. Eu devia ter visto o telefone do cara antes de ter feito a bolinha. Até agora, tenho minhas dúvidas se era mesmo um vendedor ou se era alguém pago por minha mãe.


Escrito por Liliane Prata às 15h39 [ ] [ envie esta mensagem ]



Sobre a diferença entre o que é planejado e o que é feito de fato

O que eu e meu namorado planejamos para o dia dos namorados: acordaríamos cedinho e iríamos para o Guarujá, almoçar lá e depois andar na beira da praia.

O que eu e meu namorado fizemos no dia dos namorados: acordamos às três da tarde, porque tínhamos ido a uma festa no sábado e só fomos dormir às sete da manhã, tomamos café, fomos ao cinema e saímos para jantar. Ou seja, foi um domingo igual a quase todos os nossos domingos (ou seja, foi ótimo).

Ah, capítulo dois de...

A dona de casa relapsa versus a dona de casa ultra-dedicada:

Para minha surpresa, a dona de casa ultra-dedicada cometeu um ato ultra-relapso esta noite. Cheguei em casa uma da manhã e fui dormir. Ela chegou depois de mim. Depois que eu acordei, tomei café e fui malhar toda feliz, o que vejo? A porta da casa aberta. Ou seja, a dona de casa ultra-dedicada se esqueceu de trancar a porta ontem, depois de ter chegado em casa.

Tsc, tsc. Esse esquecimento vale, pelo menos, uns quinhentos gramas de lixo jogado no cesto de lixo errado.


Escrito por Liliane Prata às 13h58 [ ] [ envie esta mensagem ]



Como vocês sabem, eu sempre fui uma dona de casa relapsa. Quando a lâmpada de um cômodo queima, eu pego a lâmpada de um cômodo menos usado em vez de comprar outra nova; durmo por cima do edredon para não ter que arrumar a cama de manhã e acho que tudo o que é armazenado na geladeira tem prazo de validade infinito. Pois bem. Quando eu morava sozinha, eu não brigava comigo por causa disso. Mas agora divido um apartamento com uma amiga e, para meu desespero, ela é uma dona de casa ultra-dedicada, o que dá origem à novíssima seção...

A dona de casa relapsa versus a dona de casa ultra-dedicada

Capítulo um: o conflito do lixo

A dona de casa ultra-dedicada colocou dois cestos de lixo na cozinha: um para lixo comum e um para lixo reciclado. No de lixo comum, coloca-se lixo comum (dã) e, no reciclado, materiais reciclados devidamente lavados (por exemplo, um potinho de iogurte vazio, lavado e seco). Bom. Eu sempre me disponho a lavar o que eu acho que é reciclável (eu nunca tenho certeza do que é e do que não é). O problema é que eu não consigo decorar qual é a droga do cesto para o lixo comum e qual é a droga do cesto do lixo reciclável, apesar de 1) eles terem tamanhos diferentes e 2) eles tem cores diferentes. Assim, lavo coisas recicláveis à toa e coloco no cesto de lixo comum, e entulho com lixo comum o cesto de lixo reciclável .

A dona de casa ultra-dedicada ainda vai perder a paciência comigo, eu sei. Aguardem novos capítulos.


Escrito por Liliane Prata às 11h03 [ ] [ envie esta mensagem ]



Ontem o bate-papo no UOL foi ótimo! Queria agradecer a todo mundo que foi (762 pessoas!). Quem não foi e quiser ler, é só clicar aqui.

P.S.: O moderador do bate-papo, Roberto Moreno, me falou que vááárias pessoas me zoaram porque eu digito com dois dedos! Já falei isso aqui e falarei de novo: tá, eu digito com dois dedos apenas, mas desafio qualquer pessoa que digita com dois dedos a digitar mais rápido do que eu, heheheheheh :-P

P.P.S.: Uma pessoa me zoou por eu digitar com apenas um dedo. Mas lembrando que são dooois dedos. 

P.P.P.S: Perguntaram se eu não tenho dor nas mãos por digitar só com as pontas dos dedos e eu tenho, sim - por isso mesmo uso aquelas luvas de digitação. Mas eu não ia ficar lá de luvas, né?     


Escrito por Liliane Prata às 10h49 [ ] [ envie esta mensagem ]



Frase de uma das minhas melhores amigas:

"Eu queria tanto ser feliz. Aí eu escreveria um livro chamado ‘Como ser feliz’ e ficaria rica".

(Essa mesma amiga é autora de outra frase memorável, que já falei aqui no blog: "Eu não me acho. Eu me tenho certeza").

P.S.: Quinta-feira (09/06), às 19 horas, vou participar de um chat do UOL. Na home do UOL, é só clicar em "bate-papo". Espero todo mundo! :-)


Escrito por Liliane Prata às 12h10 [ ] [ envie esta mensagem ]



Sobre minha falta de critério para chorar

Há algum tempo, um ficante por quem eu era totalmente apaixonada terminou comigo e eu não chorei.
Uns três anos atrás, quando estava fazendo frio e eu esqueci de levar casaco para a faculdade, chorei.

Quando fui assaltada com direito a revólver e tudo mais, não chorei.
Mas quando meu computador estragou no começo do ano, chorei horrores.

Quando eu e minha melhor amiga sofremos um acidente de carro razoavelmente grave, não chorei.
Ontem, minha mãe falou que vinha me visitar neste fim de semana e fiquei tão emocionada que chorei.

Vai entender.


Escrito por Liliane Prata às 16h59 [ ] [ envie esta mensagem ]



Não tenho telefone fixo em casa desde que me mudei. Mas para quem já ficou dois meses sem TV, um mês sem geladeira (no ano passado, quando eu era casada) e um mês sem aparelho de som (este ano), isso não é nada de mais. Mas dá uma seção sobre...

Minhas impressões sobre a falta de infra-estrutura em casa

Morar sem TV: tranqüilo. Não tenho o hábito de ver TV e sempre leio as notícias na internet, em vez de ver telejornal, e leio e converso sobre meus seriados preferidos em vez de assisti-los. Adoro ver filmes, mas aí é só ir ao cinema e encher os amigos para ver DVDs na casa deles. Providenciei TV em casa para agradar meu então marido, mas dois dias depois a gente se separou. Como é a vida.

Morar sem geladeira: complicado. Tive que trocar leite em caixinha por leite em pó e me acostumar a ver o pão de forma mofar. Se eu queria tomar iogurte ou fazer um bife, saía para comprar só uma unidade. Quando finalmente adquiri uma moderna geladeira, comemorei comprando um pote de Haagen-Dazs para enfeitar meu freezer – mas eu tomei o sorvete todo antes de guardá-lo no freezer.

Morar sem aparelho de som: extremamente complicado. Meu computador também estava sem som e eu simplesmente não tinha como ouvir música, que é a segunda principal opção de lazer que eu tenho quando estou em casa, depois de ler. Era desesperador. Eu entrava nos elevadores e ficava torcendo para ter música neles.

Morar sem telefone: relativamente tranqüilo. Isso porque fico horas no MSN sem problemas, mas é difícil eu ter paciência para bater papo no telefone por mais de dez minutos e, para ficar até dez minutos com alguém, não sai caro se eu ligar do celular. Então é bem provável que eu não instale telefone nunca.


Escrito por Liliane Prata às 14h55 [ ] [ envie esta mensagem ]




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