Sobre como hospedar um grande número de pessoas em um apartamento de dois quartos, sendo que um dos quartos é da sua roommate
Como vocês sabem, eu estava para receber um número indefinido de amigos em minha casa. Bom, semana passada o número se definiu: três hóspedes – Bruno, Paulo e Daniel (a Fernanda foi admitida em um novo emprego e não pôde vir). O Paulo veio primeiro e não foi complicado acomodá-lo. Mas alguns dias depois chegaram o Daniel e o Bruno. Eu tinha que arranjar lugar para todo mundo, então o que eu fiz?
- Comprei três colchonetes e acomodei dois na sala e um na cozinha
- Comprei dois colchonetes e acomodei dois na sala e um no meu carro
- Paguei hotel para todos
- Nenhuma das alternativas
Resposta: Nenhuma das alternativas. Para acomodar direitinho meus hóspedes, eu me hospedei na casa do meu namorado por alguns dias (o que não foi exatamente um sacrifício, digamos).
Conclusão: o lado bom de arranjar um lugar para se hospedar quando você recebe hóspedes é que todo mundo fica mais ou menos confortável (eles dormiram em colchonetes no meu quarto e na minha cama). O lado ruim é que você tem que se locomover para visitar seus próprios hóspedes.
Escrito por Liliane Prata às 14h14
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Só vou falar sobre isto mais uma vez, juro.
Estou tão apaixonada!
Agora, voltando à programação normal do blog.
:-)
Escrito por Liliane Prata às 17h24
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Sobre meus hóspedes
Esta semana o Paulo chegou e está superdivertido hospedá-lo. Sábado saímos para almoçar e ir ao cinema, domingo almoçamos e à noite fomos à Blue espace (na Barra funda), hoje vamos jantar... A única parte não divertida da coisa é que descobri que o Paulo ronca quando está em SP – o que é estranho porque já dormimos no mesmo quarto em BH e no Rio e nessas cidades ele não ronca. Ah, os outros hóspedes vêm esta semana, em doses homeopáticas.
Sobre meu irmão
Tempão que eu não falo sobre meu irmão, né? Então vamos ao diálogo que tivemos hoje, pelo telefone. Eu tive um pesadelo com ele esta noite e, assim que cheguei na redação, liguei para ele.
Eu – Rô, tive um pesadelo horrível com você hoje. Rô – Como foi? Eu – Sonhei que fui para BH e quando cheguei aí você disse que não gostava mais de mim! Rô – Ué, mas quem disse que eu gosto de você?
Silêncio.
Rô – É uma pretensiosa mesmo. Eu – Bom, a mamãe tá aí?
Escrito por Liliane Prata às 15h04
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Sobre como meus amigos são peculiares
Meu celular toca.
Eu – Alô. Meu amigo Paulo – Oi, Lili! Eu – Oi, Paulooo! Paulo – Bom, deixa eu falar rápido que é interurbano. Vou para São Paulo na semana que vem, passar um final de semana, olha que legal. Vou ficar na sua casa, tá? Eu – Claro, vai ser ótimo. Paulo – Vai, não vai? Ah, mas acho que não vou passar só um fim de semana, não, vou passar uns cinco dias aí. Eu – Sem problemas! Paulo – Na verdade estou querendo ficar dez dias aí. Tudo bem? Eu – Tudo bem. Paulo – Ah, e o Daniel, o Bruno e a Fernanda vão também, tá? Eu – Paulo, dá para falar quantas pessoas vão ficar na minha casa e por quanto tempo? Paulo – Lili, querida, tô dando interurbano, depois a gente se fala... Beijo.
Bom. Semana que vem, aguardo na minha casa não sei quantos amigos, não sei por quanto tempo e principalmente não sei em que cômodo.
Escrito por Liliane Prata às 17h22
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Apresentando a novíssima seção... O vizinho que me odiava quando eu era criança
Quando eu tinha uns dez anos, resolvi ter um supermercado que só venderia feijão. Para isso, eu tomaria duas providências: 1 - Plantaria feijão 2 - Distribuiria panfletos informativos sobre meu supermercado que só venderia feijão Plantei os feijões no quintal do prédio onde eu morava e, enquanto eles nasciam, escrevi e distribuí os panfletos. Um dia olhei para o quintal da janela e pensei: "Oba, eles já estão quase bons. Amanhã já vai dar para colher e vender tudo". No outro dia, acordei cedinho (tá, acordei lá pelas dez horas), fui para o quintal e... o vizinho que me odiava quando eu era criança tinha arrancado tuuuudo o que eu tinha plantado. Pior do que não ter ganhado o dinheiro, só o fato de eu ter sujado minha imagem na vizinhança – como já foi dito, a esperta aqui distribuiu os panfletos antes de os feijões crescerem.
Mas tudo bem. Aguardem o próximo capítulo da mesma seção (basicamente, é sobre o vizinho que me odiava quando eu era criança e uma porta de vidro que eu tinha o hábito de fechar com alguma rapidez).
Escrito por Liliane Prata às 14h35
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Comentei ontem com meu ex-marido que nem a Cicarelli e o Ronaldo conseguiram quebrar nosso recorde (eles se separaram depois de três meses de casamento, eu acho, e a gente se separou depois de dois). Não fizemos festa no Castelo Chantilly, mas pelo menos tinha chantilly na torta do nosso almoço de casamento. Comprovado: chantilly dá azar em casamento. Se eu casar de novo, o bolo vai ter glacê em cima, ou cobertura de chocolate, ou creme de abóbora, qualquer coisa – mas chantilly, não.
P.S.: sim, estou com piadinhas infames, hoje. P.P.S.: como assim restaurante coreano tem macarrão elástico que bóia? P.P.P.S.: estou lendo "Vastas emoções e pensamentos imperfeitos", do Rubem Fonseca. Muuuito bom.
Escrito por Liliane Prata às 14h06
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Quando eu passo o dia todo com uma pessoa e, à noite, eu me toco de que não me lembrei de tomar nenhuma xícara de café naquele dia, eu sei que estou apaixonada.
Escrito por Liliane Prata às 11h39
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Bom, minha vida deu uma virada de 180 graus, para variar, e fiquei um tempo sem postar (não estou grávida). Post curtinho hoje então, sobre:
Como eu sou o terror das secretárias de médicos
Ontem, no auge de uma crise de amigdalite, liguei para o médico e:
Eu - Oi, eu queria marcar uma consulta. Secretária - Vamos ver... Daqui a duas semanas está bom? Eu - Duas semanas? É que é urgente, sabe. Eu sei que aí não é pronto-socorro, mas eu estou mal mesmo. Secretária - Não tem como... Eu - Tenta me encaixar em algum horário, por favor. Eu realmente estou mal. Minha garganta está completamente fechada, estou até com falta de ar. Secretária - Tá bom... Vem amanhã, quinze para as oito da manhã, então. Eu - Quinze para as oito da manhã?! Não tem algum horário mais tarde, não?
P.S.: Sim, essa mulher teve motivos para me odiar. Mas eu fico folgada quando estou à beira da morte. Ou à beira de mais uma crise de hipocondria. P.P.S.: Às quinze para as oito, eu estava lá, no consultório, de pijama e casaco.
Escrito por Liliane Prata às 17h32
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Sobre as coisas que eu tinha perdido
Encontrei minhas chaves. Encontrei meu crachá. Encontrei até meus dez reais. Segundo o psicanalista daquela entrevista que eu tinha lido, eu me encontrei. Seja lá o que isso signifique.
Sobre como eu distribuo bem as atividades nos meus finais de semana
Sexta: bar à noite (Frevo, na rua Augusta). Pizza na casa de amigos de madrugada. Domingo: restaurante (Viena). Cinema. Café. Galeria. Bar (Genésio, na Vila Madalena). Sábado: absolutamente nada.
Sobre brigadeiros quadrados e esfihas em forma de estrela
Comi um brigadeiro quadrado e me lembrei daquela vez em que eu estava numa padaria e vi uma esfiha em forma de estrela. Foi mais ou menos assim:
Eu – Esse salgado aqui é uma esfiha? Balconista – Não, não. É um salgado exclusivo nosso. Eu – Mas a massa é de esfiha, né? Balconista – É. Eu – E o recheio é de quê? Balconista – Carne moída.
Pausa.
Eu – Qual é a diferença entre esse salgado de vocês e uma esfiha? Balconista – A esfiha tem formato triangular. Nosso salgado é em forma de estrela.
Pelo menos a padaria do brigadeiro quadrado anuncia o produto como "brigadeiro" e não como "nosso exclusivíssimo doce quadrado".
Escrito por Liliane Prata às 14h06
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