É parente do Mario Prata: não
Idade: 26 anos
Listrado ou com bolinhas: listrado, sempre
O que faz da vida: colunista e editora assistente de entretenimento da revista Capricho, da Editora Abril. Autora dos livros O Diário de Débora,O Diário de Débora 2 , Na Festa e Uma bebida e um amor sem gelo, por favor.
O que quer da vida: nada de mais. Um amor eterno, muito dinheiro trabalhando pouco e uma boa dose de glicose sempre que possível.
Não gosta de: pessoas andando em diagonal na minha frente.
E-Mail: lprata@abril.com.br (PS:não mandem correntes)
 


Novidades!

1) Minha coluna na Capricho, "Quase nada", agora é quinzenal - ou seja, deixa de ser Capricho sim, Capricho não, para ser Capricho sim, Capricho sim ;-)

2) Agora também sou roteirista de história em quadrinhos, hehehe. É uma nova turminha e tal. É uma coisa bem simples e a primeira história será publicada no final de abril. Depois dou mais detalhes.

3) Só complementando o número dois: era um sonho de infância ser roteirista de história em quadrinhos. Mas eu já tinha desencanado depois de ter tentado inutilmente, quando eu tinha uns dezesseis anos, escrever para a Turma da Mônica.

4) Sexta darei uma palestra e participarei de uma tarde de autógrafos de O diário de Débora em Rio Verde, Goiás, no colégio Almeida Rodrigues. Estou tão animada, nunca estive em Goiás. Vou amanhã à noite e volto sábado. Ah, semana que vem participarei de um bate-papo no clube Pinheiros, aqui em São Paulo.

5) Eu tenho certeza de que tinha uma quinta coisa, mas não lembro. Vamos então ocupar o número cinco com algo nada a ver: beijar o celular eu acho normal, mas abraçar o celular é demais, né? Ontem meu pai me mandou uma mensagem fofa e quando eu vi estava abraçando meu Nokia. Obviamente todos que estavam à minha volta me olharam e a única desculpa que eu consegui dar foi "Ah, meu celular voltou a funcionar, que bom!" . Depois fiquei me perguntando se é realmente mais aceitável abraçar o celular quando este volta a funcionar depois de ter ficado um tempo estragado ou se abraçar por causa de uma mensagem fofa é mais normal e eu dei uma desculpa à toa.


Escrito por Liliane Prata às 09h52 [ ] [ envie esta mensagem ]



Minha mãe veio aqui em São Paulo na Páscoa - veio quinta à noite e foi embora hoje de manhã. Andamos de bicicleta no Parque Ibirapuera, fomos a mil restaurantes e tal.

Bom. Ontem à tarde nós estávamos à toa, conversando, quando meu irmão me liga, o que dá uma brecha para a seção...

Como eu amo meu irmão

I-
Ele - Oi! A mamãe tá aí com você?
Eu - Claro, ela está passando a Páscoa aqui, com a filha preferida dela.
Ele - Filha preferida. Até parece. EU que moro com nossos pais...
Eu - Aí que está, bocó. O filho preferido é sempre o que está longe ou o que está doente. EU mudei de cidade e estou sarando de uma amigdalite. Você não é na-da.
Ele - Chama a minha mãe para mim, fazendo favor?

II -
Um dia qualquer, antes da minha mãe me visitar. Eu trabalhando tranqüila e ele me liga aqui na redação.

Ele - Oi. Liguei à toa.
Eu - Que voz ruim é essa, hein?
Ele - Tô mal-humorado. Fiquei na final da seleção de um casting [meu irmão é engenheiro e pretensiosamente faz bicos como modelo] mas acabou que preferiram outro cara. E perdi meu celular.
Eu - Você é tão original, Rodrigo. Todo mundo que fica sem celular é porque foi assaltado. Você não, você se basta.
Ele - Há-há-há.
Eu - E eu já te disse para parar com essa coisa de modelo. Aposto que a mamãe que deu uns trocados para o cara deixar você ir para a final.
Ele - Aqui, o papo tá muito bom, mas tô indo, tá?

III -
Mando a seguinte mensagem para o celular dele (antes de o bocó perder o celular): Te amo.
Ele responde: Aff. Também te amo.
Eu: Só estou falando isso porque a gente tá longe um do outro.
Ele: Total. Se um dia você voltar para BH, a gente apaga isso.


Escrito por Liliane Prata às 09h35 [ ] [ envie esta mensagem ]



Sobre a saudável alimentação das minhas tardes

Do almoço até agora eu consumi:

Copos d´água: nenhum
Cafés expressos: seis
Chocolate: um coelhinho da páscoa e três ovinhos

P.S.: E o pior é que mesmo com tanto café estou com sono. Eu sabia que mais cedo ou mais tarde eu desenvolveria a temida tolerância à cafeína.
P.P.S.: Também, eu não fumo, não bebo, não como frituras e ainda pratico esportes. O que a minha saúde quer mais? Que eu faça fotossíntese?
P.P.P.S.: Certo, tadinha da minha saúde. Mais água e menos chocolate a partir de amanhã.


Escrito por Liliane Prata às 16h56 [ ] [ envie esta mensagem ]



Meu segundo final-de-semana paulistano foi ótimo - companhias ótimas, lugares ótimos (restaurantes, feira da praça Benedito Calixto, Liberdade, praça da Sé, Pátio do colégio, Mercado Municipal, bar com uma banda superlegal, casa de novos amigos). Mas não é sobre isso que vou falar e sim sobre...

Como meu irmão me ama - Versão padrão

Foi há algumas semanas, antes de eu me mudar para SP. Meu irmão e eu tínhamos combinado de ir a uma danceteria e ele tinha falado que ia me pegar em casa. Bom. Dez horas da noite, ele me liga no celular.

Ele - Tô aqui em baixo. A gente vai no seu carro, tá?
Eu - Como assim? Você veio me pegar sem carro?
Ele - Ah, é que nesse lugar que a gente vai tem muito roubo de carro. Melhor ir com o seu do que com o meu.

Como meu irmão me ama - Versão SP

Estou bem feliz no domingo, saindo de casa, quando o telefone toca. É meu irmão (como sugere o nome da seção).


Eu - E aí? Como é que você tá?
Ele - Tô ótimo. Tô aqui, deitado na sua cama.
Eu - Na minha cama? Mas como assim? Meus móveis não estão em um depósito?
Ele - Estão, mas eu resolvi colocar a minha cama no depósito e ficar com a sua, que é bem melhor. A minha é de solteiro, a sua é uma king size!
Eu – Hum. Pelo menos cuida dela direito enquanto ela não vem para São Paulo.
Ele - Pode deixar. Aaai, que saco.
Eu - O que foi?
Ele - Derramei Coca na sua cama. Nada grave.
Eu - Rodrigo!
Ele - Putz, derramei catchup também. Que lerdo.
Eu - Rodrigo!!!

Aguardem a seção Como eu amo meu irmão.


Escrito por Liliane Prata às 09h54 [ ] [ envie esta mensagem ]



Sei que, já que estou postando com menos freqüência, o ideal seria que cada post fosse totalmente dinâmico, original, surpreendente e criativo, mas hoje estou postando simplesmente para falar que:

1) Estou totalmente viciada no Sonho de Valsa de morango (e preocupada porque não estou vendo ovos de páscoa dele);
2) Não tenho paciência com pessoas que reclamam de tudo o tempo todo;
3) Sempre achei que sanduíche combina com cappuccino;
4) Como diz minha melhor amiga, a vida fica muito mais fácil quando você tem amigos que, caso você precise, ofereçam biscoitinhos;
5) As pessoas à sua volta sempre arrumam um jeito de surpreender você e não adianta procurar um sentido no que claramente não faz sentido;
6) Quando estou no carro, prefiro qualquer música ao silêncio.


Escrito por Liliane Prata às 14h12 [ ] [ envie esta mensagem ]



Meu primeiro final de semana paulistano foi ótimo. Fui a um restaurante cubano excelente, na Vila Olímpia, fui ao Masp (a maior sorte: estava tendo uma exposição dos impressionistas lá. O maior mico: chorei diante de um quadro! Isso nunca tinha acontecido na minha vida. Obviamente eu comecei a tossir e fingi que estava com alergia a alguma coisa X), fui à Fnac da Paulista (eu tinha combinado comigo mesma que não iria a lugares de SP que já tinha ido, quando passei dois meses aqui, mas adoro a Fnac da Paulista), fui a um bar ótimo com uma amiga ótima (estou adorando conhecer você, Lu), almocei no Iguatemi e fiquei lendo na piscina do prédio na velhinha (O Vale das Bonecas, de Jacqueline Susann, e O jogador, de Dostoiévski).

Agora, algumas observações aleatórias.

1) As pessoas daqui de São Paulo acham estranho quando eu falo "dentifrício" em vez de "creme dental". Pessoas de Belo Horizonte, me ajudem: vocês falam "dentifrício" também? Falam? Falam? Ou só eu falo?
2) Fui tomada por uma emoção indescritível depois de ver que a Lacta lançou o Sonho de Valsa sabor morango. É igualzinho ao bombom "Feitiço", que existia quando eu era adolescente. Nossa, eu adorava aquele bombom.
3) Falando em chocolate, fiquei toda feliz quando meu pai disse que vai me mandar um ovo de Páscoa por Sedex. Será que dá para eu aproveitar e pedir para a minha mãe mandar a bacalhoada que ela faz? Acho que não, né?
4) Tenho que admitir que meu entusiasmo com os ônibus diminuiu, ainda mais depois de eu ter pegado um ônibus errado, mas ainda estou gostando e não penso em trazer meu carro para cá tão cedo.


Escrito por Liliane Prata às 09h25 [ ] [ envie esta mensagem ]



Que saudades do blog! Mas é que agora sou editora assistente de uma nova revista da Abril, a Galera. E continuo com minha carreira de ficcionista - no momento, estou revisando a revisão de O diário de Débora 2 (Oba! Daqui a pouco ele sai!), escrevendo um novo livro e arrumando produtor para minha nova peça de teatro (aliás, a peça de O diário de Débora está viajando pelo interior do Rio e vai indo muito bem!) (ah, minha próxima coluna na Capricho é tão maluca, não deixem de me contar o que acharam). Ou seja, estou trabalhando muito! O que é ótimo, porque, por algum motivo bizarro do além, adoro trabalhar.

Bom. Mas hoje vamos falar de...

Como eu mantenho uma relação de amor e ódio com a função soneca do celular -

Como vocês sabem, odeio acordar cedo. Quando vim para cá, no domingo, eu tinha colocado o celular para despertar às seis da manhã, mas, graças à função soneca, acordei só às oito (e, graças à função soneca, quase chego atrasada ao aeroporto). Hoje, a animada aqui resolveu acordar às seis para passear pelas ruas de São Paulo a pé e aproveitar para secar o cabelo ao sol. Graças à função soneca, acordei só às sete e meia - e como eu ainda tinha que tomar café e lavar o cabelo, acabou que andei pelas ruas de São Paulo só por uma hora antes de chegar à redação.

É impressionante como eu teria mais tempo se a função soneca não existisse. O celular tocaria, eu pensaria "pronto, tenho que me levantar" e pimba, levantava. Mas, em vez disso, meu celular toca e, de dez em dez minutos, eu penso "oba, função soneca". E aperto a droga do botão. E não levanto nunca. Argh.  


Escrito por Liliane Prata às 09h46 [ ] [ envie esta mensagem ]



* A vida é tão dinâmica. Quinta-feira recebi uma proposta de emprego aqui na Abril, em São Paulo (eu morava em Belo Horizonte) (depois dou detalhes). Domingo eu me mudei para cá.
* (Algumas pessoas me mandaram e-mail perguntando sobre como fica o resto do meu trabalho, mas tudo continua igual: minha coluna mensal na Capricho, O diário de Débora 2, que sai ainda este semestre...).
* É impressionante como tudo é divertido quando você está em outra cidade. É tão divertido que chega a ser patético. Por exemplo: fazia uns cinco anos que eu não pegava ônibus. Hoje vim de ônibus para o trabalho (meu carro ainda está em BH) e achei o cúmulo do dinamismo esperar no ponto, dar sinal, pagar o trocador, ficar olhando a paisagem da janela. Tão legal. Eu pretendia voltar de táxi, mas acho que vou voltar de ônibus. 
* Estou procurando um flat para morar aqui em SP. Por enquanto, aluguei um quarto na casa de uma velhinha que anuncia vagas no jornal. Ela é muito boazinha e faz um café ótimo. Por enquanto, nada de seção "A velhinha relapsa".
* Minha família ficou meio assim por eu ter me mudado de repente, mas me diga uma coisa: o que me prende a BH, a não ser minha família, meus amigos, meu apartamento e minha vida? Nada.    


Escrito por Liliane Prata às 10h17 [ ] [ envie esta mensagem ]



Bom, então é isto: segunda-feira estou de mudança para São Paulo!
Escrito por Liliane Prata às 15h53 [ ] [ envie esta mensagem ]



Como vocês sabem, eu e meu irmão brincamos muito um com o outro e sempre dou uma esculhambada nele aqui no blog, de brincadeira. Hoje o caso é sobre ele, mas nem dá para esculhambar.

Eu e uma amiga fomos assaltadas à mão armada há uma hora. Bom. Não estávamos feridas, já tínhamos chamado a polícia e estava tudo certo, mas mesmo assim me deu vontade de ligar para a minha família. Telefonei para a casa do meu pai, porque minha mãe entraria em pânico. Acabou que não falei com pai nem mãe: meu irmão atendeu.

Eu - Rodrigo, acabei de ser assaltada à mão armada e tô assustada.
Rodrigo - Onde você tá?
Eu - (depois de falar o endereço) Mas não precisa vir, eu só vou dar meus dados para os policiais e tô indo embora daqui a cinco minutos. Pode voltar a dormir, liguei só para desabafar.

Em cinco minutos, o fofo chega, com cara de sono.

P.S.: Como eu sou eficiente para dar informações a policiais:

Policial - Que cor era a camisa dos assaltantes?
Eu - Verde? Branca? Não lembro.
Policial - Eram quantos revólveres? 
Eu - Um... cor prata... mas também pode ser preto com prata. E também podiam ser dois revólveres, mas eu só prestei atenção em um.

P.P.S.: Há algum tempo eu tenho perdido a paciência com comentários grosseiros de pessoas que não se identificam. Mas insinuar incesto foi demais. A partir de agora, vou aprovar os comentários antes de eles serem publicados, certo? 


Escrito por Liliane Prata às 02h05 [ ] [ envie esta mensagem ]



Casos de ontem -

 

Ontem na padaria:

 

Entro na padaria para comprar pão e lembro que na minha casa não tem nada para comer. Então, além do pão, vou pegando uma caixa de leite, um iogurte, dois Yakults, manteiga, requeijão e um caramelo. Na hora do caixa, eu lembro que só estou com uma nota de cinco reais e algumas moedas – e então passo pelo clássico momento “O homem que copiava”: deu quanto? Ah. Quando fica sem os Yakults? E sem o requeijão?

 

Volto para casa levando o que meu dinheiro conseguiu comprar e entro no elevador bem feliz chupando o caramelo, o que nos leva ao segundo caso de ontem:

 

Ontem no elevador:

 

Entro no elevador ainda constrangida pelo momento “O homem que copiava” (ok, não fiquei constrangida nada) e lá está uma menininha de uns quatro anos (bem fofinha, aliás) com a mãe dela.

 

Menininha – O que você tá comendo?

Eu – Um caramelo.

Menininha – Ah.

 

Silêncio.

 

Eu – Não posso te dar porque só tenho esse que tá na minha boca, tá?

Menininha – Mas então divide comigo esse que tá na sua boca!

Eu – Hã? Não!

 

A mãe e a menininha me olham. A menininha assustada com meu não (fiquei com nojo, o que posso fazer?) e a mãe olhando para a minha sacola da padaria, com cara de “aposto que tem um monte de caramelos gordinhos aí dentro e você não quer dar nenhum para a minha filhinha”.       


Escrito por Liliane Prata às 14h09 [ ] [ envie esta mensagem ]




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