Eu sabia que guardar no freezer parte da ceia de Natal me deixaria feliz depois do carnaval. Almocei ontem um risoto que eu tinha comido na ceia e estava ótimo! Com gosto de festa do ano passado e tudo mais. Acho que vai virar um hábito. Na Páscoa, vou guardar alguns ovos para comer no meu aniversário, que é em outubro.
P.S.: a parte em negrito foi acrescentada depois que li alguns comentários de pessoas que acharam que o risoto estava mofado ou coisa assim. Eca!
Escrito por Liliane Prata às 10h53
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Uma enumeração de itens não necessariamente relacionados -
Um: tenho recebido muitos elogios à minha última coluna da Capricho (capa: o português na novela das sete, Ricardo Pereira), "Como não escolher sua profissão". Para quem me mandou e-mail, obrigada! Para quem estiver com problemas na hora de escolher a profissão e quiser conversar por e-mail, estou aqui. Adoro esse assunto :-)
Dois: certo, vocês me fizeram sentir culpada em relação ao Ovomaltine. Só queria me redimir dizendo que nem agüentei esperar que meu pote de Toddy Floresta Negra acabasse e já comprei um Ovomaltine. Ele é realmente especial, não há como negar (mas espero que os fãs de Ovomaltine entendam que esporadicamente eu vou tomar um Toddy Floresta Negra e depois vou experimentar o de caramelo).
Três: com certeza concordo com vocês: o milk-shake de Ovomaltine do Bob´s é uma das coisas mais perfeitas deste mundo. Quem mora em BH sabe que o do Xodó e o do Eddie também são absurdamente gostosos e que meu "absurdamente" não é um exagero.
Quatro: como o milk-shake do Mc Donald´s pode ser tão ruim, meu Deus?
Cinco: é preciso ser um engenheiro ou um designer industrial para conseguir montar aqueles brinquedinhos que vêm no Kinder Ovo, tenho certeza. Mais uma vez, não consegui. Ainda bem que tem o chocolate para me consolar (por isso eu tento montar o brinquedo antes). Seis: adorei “Perdas e ganhos”, da Lya Luft.
Escrito por Liliane Prata às 11h17
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Como o fato de ter um blog pode alterar seu dia-a-dia
Viajei na sexta de manhã para São João Del-Rey e Tiradentes, e voltei para Belo Horizonte hoje à tardinha. Durante a viagem, entre um passeio e outro - viajei para conhecer as igrejas, os museus, andar de Maria-fumaça... Adorei e aprendi muita coisa - eu pensava: "assim que eu fizer algo de relapso eu guardo para o blog. Aí escrevo a seção A viajante relapsa". Mas o que aconteceu? Não fiz nada de relapso. Acho que fico menos relapsa quando viajo sozinha, porque tenho que prestar atenção em tudo (se bem que eu moro sozinha e não presto atenção em nada, o que justifica a seção A dona de casa relapsa).
Ah: não tem seção, mas tem um parágrafo sobre como eu sou distraída para preencher formulários de hotéis, pousadas e similares:
Como eu sou distraída para preencher formulários de hotéis, pousadas e similares:
Em uma das pousadas que fiquei, escrevi na ficha que eu sou casada, jornalista e tenho 23 anos. Na outra, escrevi que eu tenho 24, sou solteira e escritora. Depois não adianta reclamar se alguém achar que eu estava fugindo da polícia ou coisa assim.
Escrito por Liliane Prata às 20h14
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Sempre que um amigo ressurge do total e absoluto nada depois de ter desaparecido por meses ou até mesmo por anos, é a mesma coisa: depois de cinco minutos de conversa, ele sorri e solta um “a gente pode ficar separado pelo tempo que for, que a nossa amizade não muda!”. Tá, não muda, mas precisa sumir? Quando o motivo do sumiço é um namoro, eu fico mais revoltada ainda, porque eu posso namorar e até casar, que não sumo.
Bom. Esse post-desabafo foi uma indireta/direta a uma velha amiga. Como ela não lê meu blog, já que sumiu, foi um post totalmente inútil. Dã. Então, agora, vamos a um post normal, que na verdade é outro desabafo e que na verdade talvez não possa ser considerado exatamente útil, mas enfim:
Estou muito envergonhada de confessar algo aqui, mas vou confessar. Quem acompanha meu blog desde que comecei a escrevê-lo, há uns três anos, sabe que eu amo Ovomaltine. Já escrevi inúmeros posts declarando esse meu amor. Na verdade, o nome original desse blog era "uma ode ao Ovomaltine" (tá, não era).
Mas vamos lá... O que eu tenho a confessar é: troquei o Ovomaltine pelo novo Toddy Floresta Negra. Pronto, falei. Ah, Toddy Floresta Negra é sensacional! Estou tomando pelo menos dois copos por dia e não me arrependo!
Escrito por Liliane Prata às 20h28
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Um post sem muita organização -
* É meio chato quando você está com seus amigos em um café e começam a dedetizar o local. É isso que dá sair segunda à noite.
* Sobre livros que estou lendo/acabei de ler este ano: amei "A insustentável leveza do ser". Sem dúvida entrou para a lista dos meus preferidos. Estou adorando “Perdas e ganhos”, da Lya Luft - também gostei muito de "O quarto fechado", da mesma autora. Não gostei muito de “O código da Vinci”. Reli “About a boy” e gostei mais do que tinha gostado quando li pela primeira vez, mas não chega a ser um dos meus livros favoritos - o filme é um dos meus filmes favoritos, sem dúvida.
* Eu e meu irmão no cinema na sexta passada. Quando chegou nosso lugar na fila, eu falei para a moça do caixa: "Duas inteiras para Sideways". Meu irmão falou ao mesmo tempo: "Duas inteiras para o Menina de ouro". A gente olhou um para o outro, a moça do caixa olhou para nós dois e então saímos da fila para debater a respeito. Debatemos tanto que os ingressos do Menina de ouro se esgotaram e aí assistimos ao Sideways. Adoro quando a indecisão decide por mim.
* Aliás, Sideways é muito bom, né? Adorei.
* Estou meio cansada de falar do meu irmão no blog. A partir de agora, vou me referir a ele como "meu primo".
* Como eu amo meu primo - ontem ele veio aqui em casa e fiz o seguinte elogio para ele: "Se a gente olha bem rápido para você, Rodrigo, assim, ó... Você até que é bonito".
* É quase certo que a peça "O diário de Débora" venha para Belo Horizonte em março. Quando eu souber detalhes, conto aqui.
Escrito por Liliane Prata às 12h56
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Eu no dentista. Abro a boca, ele olha e, depois de dois segundos, fala:
Dentista - Tem um pouco de cárie. Eu - O quê? Mas você nem olhou direito! Dentista - Olhei o tanto que precisava, ué. Eu - Gente, mas como pode? Você tem que pegar aquele negócio ali, acho que o motorzinho também, e... Dentista - Liliane, eu cuido dos seus dentes desde que você era criança! Por que começou a duvidar de mim agora?
Silêncio.
Dentista - Peraí, o que você entendeu eu falando? Eu - Que eu tinha um pouco de cárie. Dentista - Eu falei um pouco de PLACA. Eu - Ah.
Mas o melhor de tudo foi que eu não tinha cárie. Desde que comecei a pagar minhas consultas ao dentista, há uns três anos, tenho escovado bem mais os dentes.
P.S.: Terminei de escrever uma peça de teatro, olha que legal. Adorei ter adaptado meu livro para os palcos e estava louca para escrever outra peça. É uma comédia de casal que escrevi em parceria com meu amigo humorista Daniel Alves. Assim que eu tiver novidades (sobre entrar em cartaz e tal) eu falo aqui.
Escrito por Liliane Prata às 08h55
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Domingo chuvoso. Eu e meu irmão temos a peculiar idéia de ir para a Serra do Cipó, a uns 100 quilômetros de BH – com chuva, lá vira uma lama só. Mas esse é só um dos detalhes da nossa viagem, que rende no mínimo duas seções:
1) Como nossas viagens se destacam pela infra-estrutura
Chegamos lá e resolvemos ir à cachoeira da Farofa. Oito quilômetros para ir, oito quilômetros para voltar – cinco horas de caminhada no total, por causa da lama no caminho, dos riachos e tal. A gente anda cinco minutos e percebe que não está levando nada, nem água, nem comida.
Ele – A gente come raízes. Eu sei reconhecer raízes comestíveis.
Eu – Hã? Você não sabe a diferença de cenoura e beterraba, Rodrigo. Ele – Você tem alguma idéia melhor? Quer voltar no carro para ver se tem comida lá?
Voltamos. Tinha um pacote de biscoito recheado de chocolate (quase dei um soco no Rodrigo quando ele falou “ah! Podia ser de morango!”) (sem contar que o de chocolate é muito melhor).
2) Como meu irmão me ama – Versão perigos da natureza
Chegamos a um rio. Eu, segurando o pacote de biscoito e a chave do carro. Ele, segurando o resto – ou seja, nada. Ele acaba de atravessar o rio e eu ainda estou lá.
Ele – Anda logo.
Eu – Não tô conseguindo, a correnteza não tá deixando. Volta para me ajudar!
Ele volta.
Ele – Calma, Lili! Vou te ajudar.
Eu – Então ajuda!
Ele – Primeiro me dá a chave do carro e os biscoitos.
Dou a chave e os biscoitos, ele vai até a margem, deposita calmamente as chaves e os biscoitos no chão e volta para me pegar.
Ele (quando nós saímos do rio) – Viu como eu sou um bom irmão?
Eu – ÓTIMO.
P.S.: Como é a vida, né? Tanto trabalho para ver um monte de água caindo.
P.P.S.: Tá, não é um monte de água caindo, é uma cachoeira linda. Valeu a pena.
Escrito por Liliane Prata às 08h34
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(Antes de começar, peço licença a vocês para fugir um pouco da linha editorial do meu blog neste post).
Há algum tempo fui a um seminário sobre suicídio e lá tive acesso a alguns dados estatísticos sobre o tema. Segundo uma dessas estatísticas, o índice de suicídio praticamente não varia entre as diversas classes sociais. Ou seja, pobres e ricos se matam mais ou menos com a mesma freqüência. Mesmo sabendo disso, sempre que tenho algum tipo de contato mais aprofundado com pessoas muito pobres ou mesmo miseráveis – ou "humildes", para os politicamente corretos –, fico pensando em como elas fazem para que a vontade de viver delas seja a mesma de quem não sofre com fome, frio, moradia precária, etc. Enfim, fico impressionada com a capacidade do ser humano de não só se adaptar às condições mais precárias de sobrevivência, mas de conseguir ser feliz vivendo nessas condições.
Dormi de ontem para hoje na casa de uma mulher que vou chamar de dona F. Dona F. tem uma vida que, aos meus olhos, é extremamente difícil. Se ela pensasse em se matar, eu não teria que me esforçar muito para entender seus motivos.
Ela, o marido e cerca de dez familiares, entre adultos e crianças, moram em um pequeno barracão de quatro cômodos, feito de pau a pique, com chão de terra batida. Além das pessoas, muitos cachorros, gatos, galinhas e porcos ficam num entra-e-sai sem fim. Dona F. e seu marido perderam sete dos seus catorze filhos – a maioria morreu devido às condições precárias de moradia, saneamento básico, etc.
Hoje de manhã, ao tomar um cafezinho com Dona F. (nossa, que café gostoso) no quintal onde ela e o marido plantam o que comem, não resisti:
Eu – Dona F, posso perguntar uma coisa? É a última, juro.
Dona F. – Pode falar, minha filha!
Eu – A senhora é feliz?
Dona F. (soltando uma risada) – Sou feliz demais, graças a Deus! Não tenho nada para reclamar da vida.
P.S.: Esse diálogo dá muito o que pensar (muito além do inevitável “a gente reclama de boca cheia” e tal). Escrevi umas cinco conclusões para o texto, mas acabei optando por não concluí-lo. Deixando em aberto, fica mais fácil que cada um conclua o que quiser ;-)
Escrito por Liliane Prata às 18h43
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Eu tinha uns seis anos e estava participando de uma excursão do colégio para não sei onde. Na hora do lanche, abri bem feliz minha latinha de Coca e meu pacote de Cheetos. Nessa hora, a professora falou:
Professora – Argh! Como criança pode gostar de uma porcaria dessas? É tão salgado, e parece isopor.
Olhei para a professora com ódio e, nesse dia, eu jurei que continuaria gostando de Cheetos quando crescesse.
Cresci, seja lá o que isso significa, e me sinto uma traidora toda vez que vou ao supermercado e passo na frente da prateleira da Elma Chips. Eu definitivamente não gosto mais de Cheetos. É realmente salgado, e parece isopor.
Ah, vida, vida.
P.S.: aqui está o link para a minha comunidade no Orkut, que pediram nos comentários. P.P.S: Liliane criança, se isto me redime... não gosto mais de Cheetos, mas continuo tomando Ovomaltine antes de dormir e de vez em quando dou uma folheada nas minhas Luluzinhas antigas, tá?
Escrito por Liliane Prata às 09h36
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