É parente do Mario Prata: não
Idade: 26 anos
Listrado ou com bolinhas: listrado, sempre
O que faz da vida: colunista e editora assistente de entretenimento da revista Capricho, da Editora Abril. Autora dos livros O Diário de Débora,O Diário de Débora 2 , Na Festa e Uma bebida e um amor sem gelo, por favor.
O que quer da vida: nada de mais. Um amor eterno, muito dinheiro trabalhando pouco e uma boa dose de glicose sempre que possível.
Não gosta de: pessoas andando em diagonal na minha frente.
E-Mail: lprata@abril.com.br (PS:não mandem correntes)
 


Desculpem o sumiço. Esta semana eu trabalhei muito e dormi muito. Não sei qual dessas duas atividades me tomou mais tempo.

Dia desses, eu estava em um café conversando com meu amigo Daniel (pausa para falar que Daniel é um dos meus melhores amigos e que ele é um gênio: é uma das poucas pessoas do mundo que trabalham com inteligência artificial. Ele está colecionando convites para estudar e trabalhar com isso em outros países - o que significa que ele vai me abandonar em breve, mas tudo bem) sobre como... Sabia. SABIA que escrever um texto tão grande dentro dos parênteses ia fazer com que eu esquecesse o que eu ia escrever. Argh. Mas acho que nem era muito interessante, mesmo. Então vou postar sobre uma coisa completamente diferente:

Telefonemas estranhamente iguais que recebi semana passada:
Duas pessoas ligaram para a minha casa e fizeram a mesma pergunta bizarra logo depois de eu ter dito "alô": "Oi, Lili, onde você tá?"

Pequeno guia sobre diferenças entre ligar para o celular e para o telefone fixo de alguém:
Celular - A pergunta "Onde você tá?" faz sentido.
Casa - A pergunta "Onde você tá?" não só não faz sentido como causa estranheza no interlocutor. Pode começar por "Oi, tudo bem?", mesmo.  

Escrito por Liliane Prata às 13h23 [ ] [ envie esta mensagem ]



Por que você não deve alterar sua freqüência de riso em função das pessoas à sua volta - 

Todo mundo analisa todo mundo o tempo todo. A partir do jeito de falar, da roupa, do riso... Normal. E você pode mudar seu jeito de falar se faz questão de ser analisado desta ou daquela maneira. Você também pode mudar o jeito de se vestir. Mas não mude a freqüência com que você sorri, porque vai ser uma mudança bem inútil. Olha só:   

Se você ri demais, as pessoas tendem a achar que você é um idiota.
Se você ri de menos, as pessoas tendem a achar que você é um chato.

Então é só rir um tanto normal, né? Mas...

Se você ri um tanto normal, as pessoas tendem a achar que você não tem personalidade.

Como é complicado rir.

P.S.: algumas pessoas têm pedido meu MSN, mas é o seguinte: não gosto muito de encher minha lista do MSN e há tempos eu uso o mesmo critério na hora de adicionar  - só autorizo aqueles com quem eu já fui ou iria ao cinema. Deixando claro que, se eu não autorizei você no meu MSN, não é porque eu deixaria de ir ao cinema com você por você ser chato. É simplesmente porque eu não tenho o hábito de ir ao cinema com desconhecidos. Espero que entendam.
P.P.S.: em compensação, dou meu e-mail para qualquer um e quase sempre respondo: liliprata@uol.com.br.


Escrito por Liliane Prata às 21h26 [ ] [ envie esta mensagem ]



Como meus amigos me amam

Sábado, meio-dia. Um amigo e eu combinamos um almoço.

Ele - Mas vê se passa um blush antes de sair de casa, tá? Da última vez que a gente almoçou, você parecia uma morta que tinham esquecido de enterrar.

P.S.: Antes que perguntem nos comentários: sim, esse meu amigo é gay.
P.P.S.: Passei toneladas de blush, naturalmente.

Como eu amo meu irmão

Uma terça-feira qualquer. Eu e meu irmão almoçando na casa do meu pai, quando a Edinéia, a faxineira (ou diarista, dependendo da cidade... Enfim) fala:

Edinéia - Lili, sabia que a minha filha é apaixonada pelo seu irmão? Ela falou que ele é o cara mais bonito que ela já viu na vida!

Eu - Qual filha, aquela que você quase não deixa sair de casa?

P.S.: E era, tá? A menina vive praticamente sem contato com a civilização.
P.P.S.: Mas meu irmão é lindo mesmo, ele sabe disso (e ele lê meu blog, eu sei disso :-)


Escrito por Liliane Prata às 09h17 [ ] [ envie esta mensagem ]



Você sabe que tem alguma coisa errada na sua vida quando você se pega lembrando de uma música da Mara Maravilha.

Você sabe que tem alguma coisa muito errada na sua vida quando você se pega lembrando de uma música da Mara Maravilha e se identifica com a letra.


Escrito por Liliane Prata às 11h20 [ ] [ envie esta mensagem ]



Sobre como o maravilhoso mundo dos carros é um mistério para mim

Eu, minha mãe e meu irmão almoçando. Não sei por quê, começamos a conversar sobre problemas mecânicos em carros (com certeza, não fui eu que comecei a conversa). Aí, minha mãe (ou meu irmão, agora não lembro):

Minha mãe ou meu irmão - Lili, e os pneus do seu carro, hein? Faz muito tempo que você está com os mesmos pneus, eles ainda estão bons?
Eu - Como assim, se eles ainda estão bons? Eles não estão furados. É isso?
Minha mãe ou meu irmão – Não,
pneu fica velho e aí tem trocar, mesmo se não estiver furado. E o extintor de incêndio do seu carro, você sabe se está na validade?
Eu - Sério que tem um extintor de incêndio dentro do meu carro? Onde?

Ainda bem que existem neste mundo pessoas que entendem sobre carros.

Escrito por Liliane Prata às 13h58 [ ] [ envie esta mensagem ]



Minha mãe - Lili, estou pensando em trocar de carro. Vamos numa concessionária comigo?
Eu - Tá, vamos.
Minha mãe - Amanhã de manhã, então, eu te pego aí na sua casa, pode ser?
Eu - Combinado.

É amanhã de manhã, minha mãe chega aqui em casa, entro no carro dela e:

Minha mãe - Não vai levar roupa nenhuma?
Eu - Roupa? Como assim?
Minha mãe - A concessionária fica a 200 quilômetros daqui de BH. A gente vai hoje e volta amanhã.

Meu vocabulário deixa tanto a desejar. Eu pensava que isso não se chamava "uma ida à concessionária", mas "uma viagem".

P.S.: A peça O diário de Débora mudou de teatro.
De 13 de janeiro a 27 de fevereiro, estará no Teatro Miguel Falabella, no Norte Shopping (no Rio de Janeiro). O elenco também foi mudado. Se eu não tivesse apagado sem querer o e-mail que o produtor me mandou, eu saberia informar quem está no elenco.


Escrito por Liliane Prata às 12h37 [ ] [ envie esta mensagem ]



Não sei se já contei aqui sobre ela. Acho que não. Então preparem-se, porque hoje vou falar da...

Padaria peculiar que fica perto da minha casa (ou, para imitar locução de propaganda da sessão da tarde: “Uma padaria muito louca”).

 

Caso um –

Aconteceu perto do Natal. Fui lá comprar uma baguete (ou bisnaga, sei lá. Aqui em Belo Horizonte, onde eu moro, acho que se fala mais baguete, mesmo. Enfim, é aquele pão de sal grandão). Pego a baguete e:

 

Funcionária da padaria – Isso não é uma baguete comum, tá? É pão para rabanada.
Eu – Qual é a diferença?
Funcionária – Ah, o pão para rabanada é maior e mais largo.

Eu – Mas a massa é a mesma?
Funcionária – A massa é a mesma. Mas olha como é maior e mais largo, e também não tem corte no meio.
Eu – Hum... Tá, vou levar esse pão para rabanada mesmo.
Funcionária – Mas você vai fazer rabanada com ele?
Eu – Não.
Funcionária  – Então leva a baguete comum.
Eu – Não precisa, já peguei essa baguete aqui mesmo.

Funcionária – Você que sabe, mas isso não é baguete, é pão para rabanada.

Na hora de pagar, a mulher do caixa ainda me vem com esta:

 

Caixa – Você viu que você não está levando a baguete comum, né? É pão para rabanada.

Caso dois –

Este aconteceu com meu irmão. Ele chegou na padaria e:

Meu irmão – Por favor, me dá duzentos gramas desse pão de queijo.
Funcionária – Esse pão de queijo não é de hoje.
Meu irmão – Não tem problema, pode ser ele mesmo.
Funcionária – Mas ele é de ontem, não está bom. Quer provar um, para você ver?
Meu irmão – Não precisa. Me dá duzentos gramas dele.
Funcionária – Olha, então vou te dar duzentos gramas dele, sem você ter que pagar, tá?

Pegou duzentos gramas do pão de queijo, entregou para o meu irmão, fez sinal para a moça do caixa de que ele não precisava pagar e meu irmão foi embora com o pão de queijo (que, segundo ele, estava meio murcho, mas gostoso). 


Escrito por Liliane Prata às 10h18 [ ] [ envie esta mensagem ]



Voltei! E com a nova seção...

 

A dona de casa contraditória

Como vocês sabem, depois que eu passei a usar lentes de contato, meu lado de dona de casa exemplar, que até então eu desconhecia, ganhou vida. Contudo, meu velho lado de dona de casa relapsa não me abandonou por completo – de modo que, agora, existe dentro de mim uma personalidade de dona de casa relapsa e uma de dona de casa exemplar (o que talvez me torne uma dona de casa mais relapsa ainda, mas não vamos ser pessimistas). O que vou fazer na seção de hoje, então, é contar as atitudes relapsas e exemplares que tomei na minha rotina de dona de casa contraditória desta semana:

 

Atitude exemplar: o doce momento de lavar as folhas de alface para o almoço.

 

1)       Sacudi as folhas vigorosamente para sair um pouco de terra e um pouco de bichos

2)       Dei uma rápida lavada nas folhas com água corrente

3)       Separei folha por folha e lavei uma por uma com água corrente

4)       Conferi folha por folha, para ver se não tinha nenhum corpo estranho

5)       Deixei as folhas de molho no vinagre por meia hora

6)       Enxagüei as folhas com água corrente

7)       Sequei cada folha individualmente

 

(E minha mãe que diz que fazer almoço para só uma pessoa não dá trabalho).

 

Agora chegamos ao que me atrapalha.

 

Atitude relapsa número um: novamente, uma lâmpada daqui de casa queimou. E eu, novamente, em vez de comprar uma lâmpada nova, só peguei uma de um cômodo menos usado.

 

Atitude relapsa número dois: descobri que ler no meu quarto quando a cama está arrumada é muito mais agradável. Como não vou arrumar a cama todo dia, passei a dormir por cima do edredom, usando outro edredom para me cobrir. Praticamente um sanduíche. 

2 X 1.    
        


Escrito por Liliane Prata às 14h00 [ ] [ envie esta mensagem ]




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