O normal seria que eu falasse sobre como foi o Natal, claro, ou então como será o réveillon, mas eu realmente não estou a fim. Então vou só colocar alguns asteriscos e escrever algumas coisas depois deles.
* É impressionante como a cor preferida de lápis de cor da maioria das pessoas, quando eram crianças e levavam caixa de lápis de cor para a escola, é o verde água. Logo depois vem o azul turquesa. É quase uma unanimidade, pelo menos entre mim e meus amigos.
* Ops, escrevi "entre mim e meus amigos" e provavelmente várias pessoas vão me corrigir nos comentários, como já aconteceu uma vez. Então, antes que me corrijam: o certo é mesmo "entre mim e fulano", e nunca "entre eu e fulano". Não tenho culpa se é feio.
* Se as pessoas lessem tudo o que está escrito na embalagem do Chester, ninguém comeria aquilo (eu fiquei abalada, sobretudo, com a parte que fala para lavar bem os utensílios, as mãos e tudo que encostou no Chester cru. A parte que fala que o Chester pode causar danos à sua saúde caso não seja feito de acordo com as instruções também não é muito animadora).
* Independentemente disso, semana passada preparei um Chester aqui em casa e comi muito. Estava ótimo. Tomara que eu tenha preparado de acordo com as instruções.
* Não há limite para a folga do meu irmão. Dia desses fomos a um jantar e ele, como de costume, jogou as chaves do carro, o celular e tudo mais na minha bolsa, que, depois disso, passou a pesar mais de 5% do meu peso corporal. E, logo depois de ter jogado tudo, ele me olhou e disse: "Vê se quando a gente for embora você não esquece de me devolver tudo, hein?"
* "As virgens suicidas" é um ótimo filme, mas que título é esse? Primeiro que, pior do que um trailler que conta o filme todo, só um título que conta o filme todo. Segundo que (não leia se você for ver o filme) a personagem da Kirsten Dunst não é virgem nada, a danadinha. Na época que vi esse filme, fiquei me perguntando por que diabos colocaram esse título, até que ontem meu amigo Daniel me disse que a tradução literal do título original é "Uma virgem se suicida". E a tal virgem se suicida logo no início do filme, ou seja, o título original não atrapalha o filme em nada. Ah, bom.
* Não sei se é o clima pós-natalino, mas o fato é que estou recebendo mais e-mails do que de costume e peço desculpas pela minha demora para responder. É que estou fazendo um monte de freelas e nesta época do ano eu rendo muito menos. Quem mandou e-mail (meu e-mail: liliprata@uol.com.br) e não teve resposta, favor mandar outro com o assunto “É o segundo e-mail que te mando, que tal responder logo?”, que eu ficarei sem-graça e responderei prontamente.
* Por causa do clima pós-natalino, por causa do réveillon, por causa de uma pseudo-viagem que farei esta semana, por causa do trabalho e outros por causas, este blog provavelmente entrará em um pequeno recesso - pequeno mesmo, porque não consigo ficar muito tempo longe daqui :-)
Escrito por Liliane Prata às 13h41
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Apresentando a novíssima seção...
Mensagens peculiares
Foi ontem ou anteontem. Um amigo meu, o Gustavo, me mandou, do total e absoluto nada, a seguinte mensagem de celular:
"Oi, Lili. Tô no cinema. Vou ver Os incríveis. Tenho que ver este filme porque me identifico muito com o nome".
P.S.: Gustavo, adoro você, mas essa sua mensagem merecia um post, tá? P.P.S.: Vi Os incríveis esta semana e adorei. MUITO bom!
Escrito por Liliane Prata às 18h35
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Sobre como eu sou firme para recusar convites de amigos
Domingo à tardinha. Eu bem tranqüila em casa, com minha mãe, assistindo a um documentário sobre zepelins, quando o telefone toca. É uma velha amiga minha, a Luciana. Ela:
Lu - Oi, Lili! Vamos num show de música sertaneja hoje? Eu - Hã? Não, obrigada. Lu - Ah, vamos! Eu - Ai, então tá.
(Até agora não estou acreditando que fiquei das oito da noite às quatro da manhã em um show de música sertaneja - e estou acreditando menos ainda que me diverti muito lá. Ah, antes que alguém reclame nos comentários: nada contra música sertaneja, tá? Só não faz meu estilo. A não ser que eu esteja deitada em uma rede, em uma fazenda, olhando para o nada... Nesse caso, faz parte do clima. Só nesse caso).
Ah, deu vontade de escrever outro "sobre" hoje. Então...
Sobre por que minha gastrite não melhora
O médico tinha falado que era para eu evitar ao máximo doces, café, refrigerante e frituras. Refrigerante e frituras, sem problemas. Mas doces e café... Aí vai meu cardápio de ontem:
Café da manhã: cereal com leite e uma xícara (chá) de café. Lanche da manhã: uma mexerica e uma xícara (café) de café. Almoço: uma empada, uma latinha de suco Mais de goiaba, uma banana, um brigadeiro e um café expresso. Lanche da tarde: um mega-pedaço de Chocotone e xícaras e xícaras (chá) de café fresquinho que minha mãe tinha acabado de fazer para mim. Jantar: crepe recheado com doce de leite e nozes, regado com calda de chocolate e acompanhado com sorvete de chocolate.
Escrito por Liliane Prata às 21h49
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Coisas idiotas que fiz nos últimos dias: - Disputei com meu irmão quem digita mensagem mais rápido no celular (só para constar, ganhei todas as vezes) - Perdi um dos livros que estava lendo (sempre me perguntam nos comentários o que estou lendo, então aí vai: no momento estou lendo O quarto fechado, de Lya Luft; Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres, de Clarice Lispector; e estou no finalzinho de O código Da Vinci, de Dan Brown) (não vou falar qual deles eu perdi, porque senão a pessoa que me emprestou o livro vai descobrir) - Bati meu carro enquanto manobrava e meu retrovisor quebrou
Coisas legais que fiz nos últimos dias: - Voltei a dançar forró (eu saía para dançar umas três vezes por semana, há alguns anos) - Reencontrei três amigas que não via há anos - Estou montando dois times de basquete com essas três amigas e mais outras meninas (eu era da equipe de basquete quando estava no colégio, embora eu não jogue nada bem) - Parei de conversar com minhas lentes de contato
Escrito por Liliane Prata às 14h07
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O que aconteceu de bom: eu arranjei um ótimo pretexto para ir ao apartamento do casal de velhinhos do post do dia 6.
O que aconteceu de ruim: eu errei o apartamento deles. Na verdade eles não moram no 303, e sim no 304.
Contando a história desde o começo:
Eu e meus amigos vamos fazer uma festa de Natal no próximo sábado (porque no dia de Natal mesmo cada um vai comemorar com sua família) e na festa vai ter amigo-oculto. Por isso, sábado à tarde, quando nós estávamos batendo papo em um café, aproveitamos para sortear os papeizinhos. O Daniel, um dos meus amigos, não pôde ir ao café com a gente e pediu para eu ficar com o papelzinho dele. Bom. Ontem à tarde eu estava bem tranqüila aqui em casa com minha amiga Fernanda, vendo um filme, quando o Daniel me liga e fala que está no shopping para comprar o presente do amigo-oculto dele. Eu:
Eu - Mas COMO você vai comprar o presente do seu amigo oculto, se você não sabe quem ele é? Daniel – Pois é, e você não pode ler para mim, né... Eu – Não, porque o amigo é oculto. Daniel – Então pede para algum vizinho ler o papel e me falar pelo celular. Eu - Daniel, eu nem conheço meus vizinhos. Eu...
Aí eu me lembrei dos velhinhos e pensei: "Claro". Falei para ele esperar na linha, peguei o papelzinho e fui no apartamento de frente ao meu, bem feliz. Só que quem abriu a porta foi uma menina. Perguntei para ela sobre um casal de velhinhos, e ela disse que eles moram no apartamento do lado. O Daniel gritou pelo celular que era para eu andar logo, e eu pedi para a menina ler o papelzinho para ele (eu tapei meus ouvidos e fiquei cantando).
Ai, ai.
Escrito por Liliane Prata às 09h30
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Sobre como a tecnologia pode deixar as pessoas mal-acostumadas
Ontem, fui pagar algumas contas pela internet, como de costume. Por algum motivo X, a página do meu banco não estava abrindo e resolvi pagar tudo no caixa eletrônico de um shopping, aproveitando que eu tinha que ir lá mesmo para comprar comida aqui para casa. Pois bem. Por algum motivo Y, o caixa eletrônico não aceitou uma das minhas contas. Então liguei para meu ex-marido e:
Eu - Oi, Adriano. Faz um favor para mim? Adriano - O quê? Eu - Você tem minhas senhas do banco, né? Então paga uma conta minha pela internet? Ela vence hoje e a página do banco não tá abrindo lá em casa. Tentei no caixa eletrônico e não tá dando. Adriano - Só vou ter internet à noite, se puder ser à noite... Eu - Ah, então deixa, preciso pagar antes. Como eu faço, hein? Adriano - Você já pensou em ir a uma agência bancária?
Silêncio.
Eu - Uma agência bancária? Adriano - É, ué. Você já imprimiu a conta, não imprimiu? Leva a conta para uma agência e paga lá.
Claro.
Escrito por Liliane Prata às 21h47
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Estou:
1) Meio decepcionada com O diário de Bridget Jones 2. Não que o primeiro tivesse sido ótimo, mas o segundo conseguiu ser ainda mais fraco e previsível. Aliás, não gosto muito da Bridget Jones. Como é que uma mulher de 33 anos pensa e age como uma adolescente de 13? Bridget Jones poderia tranqüilamente protagonizar o Diário de princesa, que, aliás, é bem mais legal e, sobretudo, coerente.
Mas são pouquíssimas as vezes em que a continuação supera o original, né? Mas acontece. É o caso, para mim, de O exterminador do Futuro 2 e do Homem-aranha 2, entre outros. Mas, voltando ao diário de Bridget Jones, não é porque o filme é um chick movie que precisa ser idiota. Aliás, odeio essa coisa de existir a classificação “chick movie”, “chick lit” (algo como “literatura para garotas” – desculpe se você já sabia que significava isso. É um saco quando explicam coisas que a gente já sabe). Mas esse é um assunto muito complexo que merece um post exclusivo. Depois do Natal eu escrevo sobre isso.
2) Me perguntando por que existem livros com citações do próprio livro na parte de trás, a chamada quarta capa (eu acho). Tipo: para você ler trechos do livro, basta ter o trabalho de ABRIR o livro. Na parte de trás, tem que ter uma sinopse ou até mesmo algumas críticas do tipo “O melhor livro do ano – The New York Times” – apesar de essas críticas me irritarem um pouco. Mas trechos do próprio livro? Pensando bem, tem livros que vêm com plástico, tipo CD, e aí não tem como dar aquela tradicional folheada de "vamos ver se vai valer a pena gastar meu dinheiro com isso". Bom, então vou mudar minha opinião para “só livros que vêm com plástico tipo CD deveriam ter o direito de ter trechos na parte de trás”.
3) Meio revoltada, como vocês podem ver. Mas pelo menos os sustos do último post já passaram. Não fui assaltada nem nada do tipo, mas foram sustos ruins (apesar de calmos).
4) Com uma vontade impressionante de assistir Chaves tomando um Toddynho de chocolate branco. Tão fácil, tão acessível. Não sei por que eu não faço isso.
Escrito por Liliane Prata às 09h59
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Bem assustada. Mas calma em relação a esses sustos. É a primeira vez que fico calmamente assustada na minha vida.
Escrito por Liliane Prata às 21h59
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Sobre meus vizinhos, café e pão de queijo
No apartamento de frente ao meu mora um casal de velhinhos. Todo dia, de tardinha, sai um cheiro de café e pão de queijo de lá. Eu queria tanto que eles me convidassem para tomar café e comer pão de queijo com eles. Como eu faço isso?
Sim, eu tenho dinheiro para ir a uma lanchonete tomar café e comer pão de queijo. Mas eu queria tomar café e comer pão de queijo com eles - e toda tarde, de preferência. Nas tardes em que, por algum motivo, eu não pudesse ir, eu passaria lá à noite, para comer os pães de queijo que eles tinham guardado para mim. À noite eu costumo tomar leite com Ovomaltine em vez de café, e aí eu poderia levar leite com Ovomaltine para todos nós na minha garrafa térmica. No Natal eu levaria um panetone e um pedaço da torta que minha mãe sempre faz para a nossa ceia. Eu tenho certeza de que eles iriam adorar essa torta da minha mãe. Aliás, tenho certeza de que minha mãe adoraria conhecê-los. A gente podia até tomar café e comer pão de queijo nós quatro, juntos. Mas isso só de vez em quando. O que eu queria mesmo é que ficássemos só nós três.
Fico horas imaginando como seria agradável nós três tomando café e comendo pão de queijo juntos: eu ouviria casos sobre como ela era bonita na adolescência e todos os rapazes do bairro eram loucos por ela, sobre como o netinho deles é um menino esperto e fez uma redação excelente na semana passada, sobre como eles fizeram as pazes depois de uma briga que tiveram no primeiro ano de casados, por causa dos pais dela, que se intrometiam em tudo...
Ai, ai.
Escrito por Liliane Prata às 17h30
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Final de semana cheio de coisas legais e chatas.
Coisa legal: eu e um amigo fizemos um pacto - se daqui a 11 anos eu estiver sozinha e ele também, e se nós ainda não tivermos tido filhos, nós teremos um filho juntos. Coisa chata: passei duas horas do meu domingo discordando dos nomes péssimos que ele queria dar para o nosso filho.
Coisa legal: finalmente vi Shrek 2, que eu queria ter visto há um tempão. Coisa chata: chorei em Shrek 2, na parte em que a princesa Fiona quase fica com o príncipe patético. Obviamente, todos que estavam presentes na sessão DVD me zoaram e a desculpa de que eu estava querendo hidratar minhas lentes de contato não colou.
Coisa legal: encontrei uma grande amiga que eu não via há muito tempo. Coisa chata: ela me cobrou 20 reais. Parece que ela tinha me emprestado uma vez para não sei o quê. Fiquei tão sem-graça. Coisa mais chata ainda: eu tenho certeza que eu estava devendo 15 e não 20 reais.
P.S.: meu amigo Bruno acabou de me avisar que abriram uma comunidade para mim no Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=854421. Coisa legal: nem conheço a pessoa que abriu, ou seja, não paguei para ela fazer isso e nem fiz chantagem emocional do tipo "sou sua amiga, hein?" :-) Coisa chata: a ferramenta de linkar do Uol Blog está com problema. Então, se você quiser entrar na comunidade (queira! queira!), tenha a bondade de recorrer ao Ctrl C e ao Ctrl V ;-)
Escrito por Liliane Prata às 19h45
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Primeiro, um post-propaganda:
Amanhã (sexta, 3 de dezembro) estarei na inauguração da livraria Nobel do Buritis, em Belo Horizonte, autografando O diário de Débora e batendo um papo com os leitores, a partir das 18h30. A livraria fica na avenida Professor Mário Werneck, 1401.
Agora, post normal:
Já falei aqui que eu poderia ser uma irmã melhor. Agora, como prometido, aí vai o outro lado da história. Com vocês...
Ele poderia ser um irmão melhor
Nós dois hospedados na casa da minha amiga Ludmila e:
Ele - Vou tomar banho. Eu - Vai, ué. Curiosamente, ele fica parado, me olhando. Eu - Que que foi? Ele - Como, "que que foi"? Xampu, condicionador, toalha, pente...
(Observação: tudo bem que homem folgado é um pleonasmo, mas ainda assim meu irmão consegue me surpreender no quesito folga. Continuando).
Nós dois aqui na minha casa, lendo. Do nada, ele:
Ele - Fico aqui pensando... Deve ser chato se chamar "Liliane", né? Eu - Hum? Ele - Ainda mais com um irmão chamado "Rodrigo". Meu nome é tão bonito que deixa o seu pior ainda. Eu no msn, e ele aparece.
Eu – Oiê! Ele – Oi, Lili, tudo bem? Eu – Quem é você e o que você fez com meu irmão? Ele – Aqui é o estagiário dele, eu ia te enganar... como você descobriu que não era ele? Eu – É porque ele só me cumprimenta com “oi, mala”, “oi, bocó”, etc...
Escrito por Liliane Prata às 21h37
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