É parente do Mario Prata: não
Idade: 26 anos
Listrado ou com bolinhas: listrado, sempre
O que faz da vida: colunista e editora assistente de entretenimento da revista Capricho, da Editora Abril. Autora dos livros O Diário de Débora,O Diário de Débora 2 , Na Festa e Uma bebida e um amor sem gelo, por favor.
O que quer da vida: nada de mais. Um amor eterno, muito dinheiro trabalhando pouco e uma boa dose de glicose sempre que possível.
Não gosta de: pessoas andando em diagonal na minha frente.
E-Mail: lprata@abril.com.br (PS:não mandem correntes)
 


Seção Posts não postados

Eu vivo fazendo isto: escrevo um post no word, salvo e depois nem me lembro mais do que escrevi e onde está. Algum tempo depois, acho o arquivo do nada. Para desencalhar esses pobres arquivos abandonados, inaugurei esta seção. Vou começar com um post que foi escrito antes de eu me casar:

Nossa lista de casamento (ou: como definir o que é prioridade em uma casa)

Dia desses a gente se sentou para discutir o que comprar para a nossa casa. Eu com bloquinho na mão e:
Dri – Acho que a gente pode começar comprando só as prioridades, depois vai completando a casa.
Eu – É, acho que sim. Vamos lá: prioridade um.
Dri - Internet a cabo.
Eu – Internet a cabo? Isso é prioridade?
Dri – Claro, como é que eu vou ficar sem internet a cabo? Ah, e TV a cabo também.
Eu – Certo, vamos começar com um cabo só.
Dri – Internet.
Eu – Fechado.
Dri – Que mais uma casa tem de prioridade?
Eu – Um grill George Foreman.
Dri – Um grill George Foreman? Não é melhor um fogão?
Eu – Eu prefiro um grill George Foreman. E um microondas.
Dri – Tá bom... Que mais? Ah, uma poltrona do papai.
Eu - Poltrona do papai não é prioridade.
Dri – Meu Deus, o que é prioridade? Telefone?
Eu – Telefone? Tá louco? A gente já tem celular e vai ter internet a cabo! O que é a nossa casa, uma central de informações?
Dri – Tem razão, telefone não é prioridade. Risca telefone e fogão.
Eu – Tô riscando também a panela de pressão e a mesa de cozinha.
Dri – Boa, e coloca um pufe no lugar.
Escrito por Liliane Prata às 21h35 [ ] [ envie esta mensagem ]



E pensar que hoje, às sete da manhã, eu estava dentro de um rio, com água até a altura do pescoço, pronta para percorrer 10 quilômetros e ficar cheia de cortes e hematomas como conseqüência... e que agora estou aqui na minha casa, ouvindo Capital Inicial e tomando Yakult.

É. Tirando a parte do Capital Inicial, foi um domingo atípico (eu sempre tomo Chamyto em vez de Yakult).
Escrito por Liliane Prata às 21h04 [ ] [ envie esta mensagem ]



Vocês pediram (certo, só uma pessoa pediu) e aí vai a...

Parte ll da seção Telefonemas peculiares

Eu - Alô.
Amigo - Oi, sou eu. Que que você tá fazendo?
Eu - Nada. E você?
Amigo - Nada também.
Silêncio.
Eu - Bom, então vou indo, tá?
Amigo - Mas por que você tá indo? Você não tá fazendo nada.
Eu - Ué, mas é que é meio chato ficar fazendo nada com o telefone na mão. Eu prefiro ficar sem fazer nada com as mãos livres.
Amigo - Eu também. Por isso eu tô apoiando o telefone no ouvido com os ombros.
Eu - Hum. Espertinho, você. Agora vamos?
Amigo - Peraí, tá passando um episódio superlegal de Friends. Liga aí.
Eu - Nossa, tinha um tempão que eu não via esse episódio.

Meia hora de silêncio, interrompido só por um ou outro comentário.

Amigo - Então, tchau.
Eu - Tchau.
Escrito por Liliane Prata às 14h46 [ ] [ envie esta mensagem ]



Sumi porque meu computador estragou na sexta. Perdi tudo, mas eu tinha back-up das coisas importantes. Esperta, né? Esperta, nada: perdi fotos, músicas e várias bobagens que eu não queria ter perdido, mesmo sendo bobagens. Agora, faço back-up de tudo. Farei back-up até mesmo deste post (mentira, claro).

Mas, enfim, vamos falar sobre...

As aventuras da dona de casa paranóica

Antes de colocar lentes de contato, como vocês sabem, eu era uma dona de casa relapsa. Agora, de lentes, virei uma dona de casa paranóica. Hoje mesmo varri a casa quatro vezes. É que agora eu vejo cada sujeirinha do chão, e não sossego enquanto não limpo tudo. É impressionante como eu pensava que meu apartamento era limpo. Que bobinha.

Minha conclusão da semana: qualquer apartamento fica limpo quando se tem três graus de miopia.

(Aliás, outras conclusões que tirei esta semana: desconfie de amigos que não emprestam suas meias. E é sempre bom colocar na sua vida pessoas que ensinam você a comer margarina).
Escrito por Liliane Prata às 18h07 [ ] [ envie esta mensagem ]



Por que usar lentes de contato significa muito mais do que usar lentes de contato


Ontem eu comecei a usar lentes de contato. Tenho três graus de miopia em um olho e quase três no outro. Até ontem, eu usava óculos de grau para escrever, dirigir e ir ao cinema - só. Agora, com as lentes, eu vejo tudo o tempo todo. E estou achando essa experiência muito bizarra.


Primeiro que tudo ao meu redor fica com muito mais detalhes. As árvores têm mais folhas, o céu tem mais nuvens... enfim, coisas pseudo-poéticas e barangas do tipo. Eu, que andava na rua sem parar de pensar por um minuto (na verdade, parando de pensar só para anotar os pensamentos mais interessantes em um bloco que sempre carrego comigo), agora fico olhando para os lados e para cima, reparando em tudo - e, ao mesmo tempo, sem conseguir prestar atenção em nada específico, porque estou recebendo muito mais informação do que estava acostumada. Além do mais, agora eu vejo pessoas na rua, e não esboços de pessoas. Com isso, eu acabo encontrando muito mais conhecidos. Mas o principal é o que eu e uma amiga, que também usa lente, concluímos hoje: como não vemos mais esboços de pessoas, passamos a não nos considerar esboços de pessoas também. Assim, usando lentes de contato, eu acabo me sentindo muito mais exposta. 


Que medo de usar lentes de contato.


P.S.: Quem falar nos comentários, mais uma vez, que meu blog é sobre o nada... certo, desta vez eu dou razão!  


Escrito por Liliane Prata às 14h01 [ ] [ envie esta mensagem ]



Eu e meus amigos aqui em casa - o que a gente combina de fazer, o que a gente faz de fato

Quando a gente combina de jogar baralho: a gente acaba só conversando e vendo TV.
Quando a gente combina de fazer um jantar: a gente acaba só conversando, vendo TV e ficando com fome. Aí, lá pela uma da manhã, alguém reclama e a gente vai comer em algum lugar, geralmente o Habib´s.
Quando a gente combina de ver um vídeo: a gente pára o vídeo antes do fim e vai jogar baralho.
Quando a gente combina de jogar algum jogo de tabuleiro, tipo Banco Imobiliário ou War: a gente ou joga outro jogo (qualquer um que a gente não tenha combinado), ou fica só conversando.
Quando a gente combina de não fazer nada: a gente sempre faz alguma coisa - ou joga baralho, ou joga algum jogo de tabuleiro, ou vê um vídeo, ou sai de casa.
Fê, Bruno, Daniel, Caio, Paulo: adoro vocês e tudo o que nós descombinamos juntos.

P.S.: é a semana do amigo ou algo do tipo? Meu segundo post seguido falando de amigos. Vou tentar variar da próxima vez: quem sabe um post sobre minhas peculiares conversas com meu ex-marido (nossa, me senti com 40 anos agora) pelo msn (melhorou).
P.P.S.: se bem que meu ex-marido é meu amigo, né? Ah, esquece.


Escrito por Liliane Prata às 13h09 [ ] [ envie esta mensagem ]



Cada vez mais eu percebo que o estranho de morar sozinho é o óbvio: a TV só faz barulho quando você liga a TV, o cesto de lixo só fica vazio quando você esvazia o cesto de lixo, as luzes só se apagam quando você apaga as luzes. Se eu fico sentada no sofá, tudo fica igual. Tudo na casa depende de mim e as coisas só mudam quando eu faço alguma coisa para mudar as coisas. É bom. Mas é assustador. E óbvio.

P.S.: Fiquei sem postar porque viajei para a casa da Ludmila, uma grande amiga, com a Fernanda, outra grande amiga. Ludmila e Fernanda, vocês não fazem idéia de como eu gosto de vocês (quer dizer, é claro que vocês fazem. Primeiro porque eu me refiro a vocês como "grandes amigas". Segundo porque levei cem brigadeiros para a viagem, enrolados por mim mesma, ora!).
P.P.S.: Certo, eu comprei os brigadeiros.  


Escrito por Liliane Prata às 19h31 [ ] [ envie esta mensagem ]



Sobre momentos peculiares com pessoas se conhecendo: 

Um primo do Cris em um bar, conversando com uma menina. Ela:

Menina - O que você faz da vida?
Primo - Eu faço o curso tal.
Menina - Em que faculdade?
Primo - Faculdade tal.
Menina - E depois que você formar, já sabe onde vai trabalhar?
Primo - Peraí, você quer ficar comigo ou quer me oferecer um emprego?

Um amigo meu dirigindo uma moto. Ele pára em um sinal. Uma menina, passando na rua, grita para ele:

Menina - Qual é o seu nome?
Amigo - Gustavo.
O sinal abre e meu amigo, em vez de ir, resolve voltar para conhecer a menina. Ele pára na frente dela e:
Amigo (quer dizer, agora vocês já sabem que ele se chama Gustavo, então...) Gustavo - E o seu nome, qual é?
Menina - Aqui, eu não estou querendo nada com você não, tá? Estava só querendo saber seu nome. Tchau.   

P.S.: Saiu a quinta edição de O diário de Débora! A editora me avisou ontem. 


Escrito por Liliane Prata às 13h38 [ ] [ envie esta mensagem ]



E vamos ao resultado do concurso de pior piada!

Quem ganhou meu livro foi a Alana, com sua horrível piada sobre a banana: "O que uma banana suicida fala?... 'Macacos me mordam!!!'". Alana, parabéns por sua péssima piada! Por favor, me mande um e-mail com seu endereço. Meu e-mail é liliprata@uol.com.br.

 

Agora, alguns comentários sobre o concurso...

 

1) Ele foi tema de várias conversas entre mim e meus amigos. No sábado à noite, por exemplo, eu estava aqui em casa com meus amigos na sala. A Fernanda estava lendo meu livro, eu estava lendo outro livro, o Caio estava folheando uma revista e tomando Toddynho, o Bruno estava olhando para cima e reclamando que estava com fome, o Daniel estava deitado em silêncio no chão e o Luís estava olhando para a TV desligada. Depois de uma hora com todo mundo assim, que assunto nos uniu? O concurso. Foi dele que começamos a falar.

2) Eu achei algumas piadas ótimas, sinceramente. Eu, meus amigos e meu namorado, o Cris, rimos muito com algumas. A do picolé de abóbora, por exemplo... Muito engraçada!

3) A piada do gato de botas (Um gato usava botas, qual é o nome do filme? O gato de botas), assim como a da banana, é realmente péssima. Mas eu e Bruno concordamos em eliminá-la porque, afinal, não existe o filme "O gato de botas".

4) Já "bananas suicidas" existem, né? Mas, enfim, foi a que o Bruno escolheu e eu concordei com ele (na verdade, ele tinha me passado as cinco finalistas e escolhemos a piada vencedora juntos, hoje, pelo MSN). 

5) Falando no Bruno, para chegar às piadas finalistas, ele usou critérios como originalidade e sentido (assim, ele desconsiderou piadas como "Joãozinho queria um irmão mas já tinha uma janela", por exemplo). Qualquer reclamação quanto aos critérios adotados, mandem um e-mail para ele, não para mim.

6) Brincadeira, Bruno. 

Escrito por Liliane Prata às 12h57 [ ] [ envie esta mensagem ]



As piores explicações de endereço que já ouvi em toda a minha vida:

1) Esta eu ouvi de uma prima, quando perguntei para ela o endereço de uma loja: "Vai a pé, que é perto da sua casa. Você pega a rua São Paulo e vai andando, andando. Quando você cansar de andar, é porque chegou a hora de virar, aí você vira à direita."

2) Esta veio de uma amiga, há uns dois anos, na hora de ela me explicar o endereço de um prédio onde ia ter uma festa: "Sabe onde é a loja tal? Então. Esse prédio fica mais ou menos na frente dessa loja. Não tenho o número dele, mas é fácil: mais ou menos na frente dessa loja, tem uns sete prédios, e é só você entrar no mais bonito."

3) Esta veio de outra amiga, que queria me explicar o endereço de não me lembro o quê: "Pega a rua tal e abre o vidro de carro. Você vai sentir um cheiro de pão, porque lá perto tem uma padaria que a essa hora fica com o maior cheiro de pão. Vai seguindo o cheiro de pão e, quando o cheiro começar a diminuir, pode ir estacionando."

Que bom que existem os catálogos telefônicos e o Google.


Escrito por Liliane Prata às 17h45 [ ] [ envie esta mensagem ]



Acabei de escrever O diário de Débora 2! Escrevi a última linha há dois minutos. Estou empolgada, acho que ficou bem legal! Ficou mais grosso que o primeiro; tem mais história... mais coisas legais acontecendo na vida da Débora... mais coisas péssimas... Espero que, quando o livro for publicado, vocês gostem!

Agora, é ler tudo de novo, para fazer as mudanças necessárias, e mandar para a editora. Assim, acredito que o livro seja publicado em pouco tempo. Vou contando as novidades para vocês aqui, claro!


Escrito por Liliane Prata às 19h02 [ ] [ envie esta mensagem ]



Sobre como é bom ficar calada:

Eu e minha mãe no consultório de uma dermatologista. Depois da consulta, enquanto a médica faz a receita, minha mãe comenta comigo:

Mãe - Eu vi na TV que tem gente que passa xixi no corpo, para a pele ficar hidratada.
Eu - Que nojo. Como tem gente idiota e nojenta o suficiente para passar xixi na própria pele só para ela ficar mais hidratada? 

Nesse momento, a médica pára imediatamente de fazer suas anotações, me olha muito séria e:

Médica - Eu e minha mãe usamos xixi para hidratar nosso corpo há anos e eu posso garantir que esse é um método natural que não tem nada de nojento ou idiota.

Isso aconteceu há um ano. Mas só tive coragem de postar a respeito agora :-)  


Escrito por Liliane Prata às 13h45 [ ] [ envie esta mensagem ]



Como vocês sabem, meu novo livro, o Na festa, acabou de ser lançado. Várias pessoas estão me perguntando onde ele pode ser encontrado e é o seguinte: ele está à venda nas principais bancas de revista de todo o país. É só perguntar pelo especial da revista Capricho, o "Na festa". O livro também pode ser comprado pelo site da Capricho, clicando aqui. Depois de ler, claro que vocês vão me contar o que acharam, né? Aliás, li os comentários sobre minha última coluna na Capricho, com a Pitty na capa. Que bom que gostaram! Foi umas das colunas que mais gostei de escrever.

Bom, mas o motivo principal deste post é o que vem agora: lembram que quando O diário de Débora foi lançado eu fiz um sorteio aqui no blog? Então, agora, vou sortear um Na festa. Para participar, é só contar aí nos comentários (não esquece de colocar seu e-mail, para eu pegar o endereço do vencedor depois) a pior piada que você conhece. Meu amigo Bruno Motta, que é humorista, vai ler tudo e escolher quem contou a pior de todas - e aí eu mando o livro autografado para essa pessoa. O concurso será encerrado na sexta, depois que eu acordar e tomar meu cereal.
Escrito por Liliane Prata às 14h08 [ ] [ envie esta mensagem ]




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