É parente do Mario Prata: não
Idade: 28 anos
O que faz da vida: colunista da revista Capricho, jornalista free lancer e neurótica, estudante de filosofia e apreciadora de palavras, amigos e glicose. Autora dos livros O Diário de Débora,O Diário de Débora 2 , Na Festa e Uma bebida e um amor sem gelo, por favor.
Não gosta de: pessoas andando em diagonal na minha frente.
E-Mail: liliprata@yahoo.com.br (PS:não mandem correntes)
twitter.com/lilianeprata
 


Que carro?

Hoje, acordei bem cedo para fazer fazer alguns exames que meu homeopata pediu. Beleza. Fiz os exames e tal. Fui pegar o carro com o manobrista e:

Manobrista: só um minutinho, que já estão trazendo seu carro.
Eu: Tá bom.

(Passa um minutinho)

Manobrista: pronto, tá aí seu carro.
Eu: cadê?
Manobrista (apontando): aqui, bem na nossa frente.
Eu: esse não é meu carro!
Manobrista: como, não? Dá o seu papelzinho de novo. Tá vendo, é esse mesmo!
Eu: não é não, e... Ah, desculpa, é esse mesmo.

Entro no carro deixando pra trás dois manobristas incrédulos.

Esse tipo de coisa sempre acontece quando saio com o carro do Marcos e/ou acordo muito cedo.


Escrito por Liliane Prata às 10h22 [ ] [ envie esta mensagem ]



Esse negócio de orgânicos

Até uns três meses atrás, eu era uma pessoa que amava açúcar refinado. Amava tanto que, num momento de desespero, em que não havia um único chocolate em casa, comi açúcar refinado puro, de colher. Bom, eu amava chocolate e doces em geral, carne vermelha e café, e comia salada, tomava suco e tal, mas também vivia comendo pizza, hambúrguer e tomando refrigerante.  Beleza.

Bem, uns três meses atrás, eu fiquei gripada e, quando sarei, parei de gostar de carne vermelha, frango e café, e também passei a comer menos chocolate (não me pergunte por quê). Passei a comer mais ovo e a tomar litros de chá preto, e comecei a incluir na minha alimentação um ou outro item orgânico: ovos, legumes. Continuava com meu açúcar refinado e tal, e comia essas coisas orgânicas eventualmente. Bom.

Eis que, semana passada, fui a um homeopata que, depois de me mandar fazer alguns exames, disse que seria ótimo se eu comesse menos açúcar refinado e também se aderisse de vez aos orgânicos. E é aí que entra...

... esse negócio de orgânicos

Eles são muito mais caros
Tudo bem, deixar meu dia mais orgânico, tudo bem.  Mas isso custa uma fortuna! Tomate sem agrotóxico é muito mais caro do que com, cookies orgânicos sem gosto e sem graça são muito mais caros que deliciosos cookies de chocolate e... bem,  o ovo orgânico tem a gema mais amarela e mais bonita do que a do ovo comum, mas isso nem tem a ver.

Eles me rotulam como pessoa fresca
Três pessoas já torceram o nariz para meu novo hábito de comer orgânicos, e uma delas é meu marido. Parece que fico instantaneamente chata e louca ao abrir meu saquinho de palitinhos orgânicos integrais com sementes. Vou colocar meus biscoitos orgânicos no pacote de Passatempo!

Essa palavra, orgânico, é esquisita
Mas “natureba” também é horrível.

Eles são meio excludentes
Por que não posso ser uma pessoa que come orgânicos e que também come, digamos, um x-salada e um milk-shake no Fifties? Quer dizer, acho que posso. Mas por que me zoam e me chamam de hipócrita nas poucas vezes que como junk food agora? Quer dizer, só me zoaram duas vezes, e faz só uma semana que aderi de vez aos orgânicos, mas mesmo assim.

Ah, pois é: apesar de meu paladar andar rejeitando carne vermelha, ele continua adepto de hambúrgueres, ainda mais do Fifties. Vai entender.


Escrito por Liliane Prata às 14h32 [ ] [ envie esta mensagem ]



Post (atrasado!) de dia dos pais

Prólogo

Bem, como todos sabem (ou não), domingo passado foi dia dos pais. Logo de manhã, lembrei de ligar para o meu, antes que eu me esquecesse e me sentisse culpada. Acabei me esquecendo, mas me lembrei de novo na hora do almoço e, aí, me agarrei ao telefone. Bom. Eu estava toda apressada, porque ia sair para almoçar com o Marcos e tal. Mas, quando meu pai atendeu... comecei a fazer O discurso e a chorar. Revivi momentos, teci elogios às habilidades paternais dele e tal. Quando desliguei, comecei a pensar sobre coisas peculiares que meu pai já fez, ao longo de sua atividade como pai. E, aí, me lembrei dessa.

Meia-noite ou seis da manhã: uma medida peculiar do meu pai

Não sou nada baladeira, mas, no primeiro ano da faculdade, tive uma fase assim. Tinha acabado de terminar um namoro, tinha novos amigos e comecei a sair muito. Meu pai era muito tranquilo com isso e tal. MAS um dia, assistindo ao jornal, ele se chocou ao descobrir que o índice de criminalidade em BH, onde a gente morava, era muito maior entre meia-noite e seis da manhã do que em qualquer horário. Sim, é até meio óbvio – mas não para o coração de um atento pai de família, como eu viria a descobrir. Porque, depois dessa notícia, ele decretou:

- Quando você sair de casa, ou volta até meia noite, ou volta depois das seis da manhã.

No primeiro dia pós decreto, voltei às três, pisando levemente sobre o chão, mas meu pai me ouviu e me deu a bronca do século. Daí, não me arrisquei mais. Como meia-noite era muito cedo pra voltar e, às seis, a maioria das atividades festivas já tinha acabado, passei a perambular pela cidade com meus amigos lá pelas três ou quatro da manhã, e vendo o sol nascer na praça da liberdade às 5h30, tomando sorvete.

Tão seguro.

Ainda bem que, um tempo depois, ele desencanou.

Feliz dia dos pais, papai!


Escrito por Liliane Prata às 14h14 [ ] [ envie esta mensagem ]



Asteriscos aleatórios!

(Quase todos com mais de 140 caracteres! Adoro essa liberdade!)

* Esta semana, duas pessoas vieram me perguntar se eu estava grávida. Uma, porque tudo está me dando náusea. A outra, porque eu ando morrendo de sono.  Bem, a verdade é que náusea e sono sempre me acompanharam ao longo da vida. Não sei por quê. O que eu sei é que, se algum dia eu ficar grávida e tiver o triplo que já tenho dessas coisas, eu desapareço!

* Falando em náusea: da última vez que fui ao médico, ele me perguntou se eu estava sentindo náusea. Eu disse que não sabia. De verdade: você consegue responder com 100% de certeza que não está nauseado? Tipo, se você responder errado, sei lá, seu cachorro vai morrer? Não dá para ter certeza dessas coisas. Náusea é tão vago.

* Ou eu sou insegura para falar se estou com náusea ou não, né.

* Lendo “Elogio da madrasta”, do Mario Vargas Llosa. Eu não sabia que era uma novela erótica. Descobri em casa, quando comecei a achar a história um tanto quanto peculiar. Isso que dá não ler a orelha do livro.

* Aliás, por eu não gostar de ler críticas ou sinopses de filmes antes de vê-los, acabei assistindo ao péssimo “A Garota de Mônaco” e tendo que agüentar o mau humor da minha amiga, que queria muito ter visto um filme legal, tadinha. Mas o único mérito do filme, para nós, foi ter nos deixado com vontade de conhecer Mônaco.

*Um filme que vi outro dia no cinema e adorei foi "Há tanto tempo que te amo". No DVD, vi "Escorpião de Jade" e ri tanto, mas TANTO! Adoro Woody Allen.

*Alguém me disse que pipoca doce, dessas que vendem naquele saco rosa, é uma coisa fantástica quando coberta com chocolate. Fiquei com vontade. Onde acho isso?

*Evoluindo no violino.  Agora, estou no terceiro dedo, e aprendi os ângulos para tocar duas ou três cordas ao mesmo tempo. Violino é tão versátil! Não duvido nada que a minha professora venha com um recurso de, sei lá, batucar no violino!

* Na verdade, acho que já vi isso numa orquestra. Batucarem num violino. Enfim.


Escrito por Liliane Prata às 19h18 [ ] [ envie esta mensagem ]




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