É parente do Mario Prata: não
Idade: 28 anos
O que faz da vida: colunista da revista Capricho, jornalista free lancer e neurótica, estudante de filosofia e apreciadora de palavras, amigos e glicose. Autora dos livros O Diário de Débora,O Diário de Débora 2 , Na Festa e Uma bebida e um amor sem gelo, por favor.
Não gosta de: pessoas andando em diagonal na minha frente.
E-Mail: liliprata@yahoo.com.br (PS:não mandem correntes)
twitter.com/lilianeprata
 


A verdade sobre aprender violino!

Como vocês sabem, faz uns cinco meses que comecei a fazer aula de violino. Bom. Fazia uns dez anos que eu tinha vontade de aprender violino e agora vejo que, nesse período, idealizei bastante o processo de aprendizagem. Eu nunca tinha tocado instrumento nenhum e não me passou pela cabeça que 1) nem sempre seria divertido ficar treinando por uma eternidade a mesma coisa, 2) nem sempre é fácil e rápido saber qual nota está onde, 3) nem sempre seria tranqüilo se contentar em ouvir sons aleatórios em vez da música que você ainda não tem capacidade para aprender a tocar... Enfim, caiu a ficha. Pois descobri...

... a verdade sobre aprender violino

Ou melhor, as verdades. Se você está aprendendo outro instrumento, adapte as verdades que são mais próprias do violino e seja bem-vindo à minha vida!

* Não é mentira quando as pessoas falam que é difícil aprender violino. É muito difícil.

* É gratificante, sim, mas também requer uma boa dose de auto-estima. Porque quando o seu cérebro sabe o que você tem que fazer, mas seus dedos não acompanham, você corre o risco de se sentir profundamente idiota.

*Você começa a entrar num mundo à parte. Seus amigos nem sempre vão entender esse mundo.

* Seus parentes nem sempre acham um grande passo você ter aprendido um movimento com o terceiro dedo.

* As pessoas à sua volta podem estranhar você treinando movimentos à mesa.

* Sempre tem alguém que acha uma grande frescura você aprender violino.

* Sempre tem um vizinho reclamando quando você pratica.

* Não há trastes como no violão, obviamente não há teclas como o piano, e você pode ficar muito perdido na hora de situar seus dedos nas notas. E, claro, a posição do seu dedo depende do tamanho dele, dependem se ele é gordinho ou não... Bem objetivo.

* Você entende por que tem tanto violinista tocando com uma cara de quem está sofrendo muito.

* Você tem que manter suas unhas muito, muito, MUITO curtinhas.

* Você volta dez casas se fica uns dias sem praticar.

* Não existem músicas de treino como as do piano, pelo menos segundo a minha professora. Então, você pratica meses e meses ouvindo notas aleatórias que não formam nenhuma música.

Apesar disso, estou adorando aprender a tocar violino!


Escrito por Liliane Prata às 16h57 [ ] [ envie esta mensagem ]



Eu, minha mãe e o Skype

Passei mais ou menos seis meses tentando convencer meus pais a instalarem o skype. Meu pai ainda resiste, mas, há um mês, minha mãe instalou no computador da casa dela. Beleza.  Eu não sabia que estava prestes a inaugurar uma novela na minha vida, ou, pelo menos, no meu blog. Vamos chamar a novela de...

... Eu, minha mãe e o Skype

A chamada:  Os convites imperativos

A qualquer hora do dia, minha mãe me manda uma mensagem no celular assim:

Mensagem: Entra no skype!!!

Claro, não pensem que ela se contenta com um “agora estou ocupada”. Não, não. Primeiro, minha mãe nunca tinha ouvido falar em skype. Agora, ela quer que ele substitua toda e qualquer forma de comunicação entre nós – e rápido.

O vilão: O argumento irrefutável

Hoje, falamos por 1 hora e 27 minutos. Mesmo assim, eu sou tachada de insensível quando digo, delicadamente, que vou desligar.

Eu: então, mãe, já vou indo...
Mãe: o quêêê?
Eu: mãe, a gente tá há séculos... já chequei e rechequei todos os meus emails... já li as notícias...
Mãe (suspirando e lançando mão do argumento-chave): Mas é de graça, filha!

Aprendizado: de graça = podemos conversar por 12 horas, para que dormir?

A trama: A conversa em si

Claro, tem uma hora que o assunto acaba. Ainda mais considerando que eu e minha mãe já tínhamos nos falado ontem, anteontem... Mas pra que assunto? Quando ela acaba, ela lança mão das perguntas. E não se contenta com as respostas, claro.

Mãe: e aquele seu trabalho da faculdade? Decidiu o tema?
Eu: acho que sim... passei o dia estudando...
Mãe: qual é o tema?
Eu: ah, mãe, se eu te falar, vai ficar descontextualizado, você não leu os textos, não vai enten...
Mãe: ih, fala logo! Qual é o tema? Qual é o tema?
Eu: bem, vou falar da questão da presença e da ausência na chamada metafísica da presença, criticada por Derrida, e do logocentrismo, que...
Mãe: Ih, tá se achando! Ouviu, Rodrigo? Metida!
Meu irmão Rodrigo (ao fundo): Metida! Metida!

Isso quando ela não me pede para tocar violino pelo Skype. Enfim.  Essa foi para quem estava sentindo falta de posts sobre a minha família. Aliás, no começo de agosto, meu irmão vem se hospedar aqui em casa. Espero que renda muitos posts! Ou não, né.

P.S.: tenho que admitir que sempre rio muito quando minha mãe e eu nos despedimos... acho que tá mais pra sitcom do que pra novela, né?
P.P.S: Mãe, amo você! Muito!
P.P.P.S: ok, ficou novela de novo. Pensando bem, ficaria novela mesmo se eu revelasse que ela não é minha mãe de verdade, né? Mas parece que é, mesmo. Não que eu já tenha perguntado, mas enfim.


Escrito por Liliane Prata às 00h18 [ ] [ envie esta mensagem ]



Um aniversário, duas datas

Eu comemorarei um ano de casamento em setembro. Marcos só comemorará em janeiro do ano que vem.

(O estranho é que o Marcos é o meu marido, para quem não sabe).

Sim, nós seguimos o mesmo calendário, ocidental e tudo. Mas é que em setembro do ano passado, começamos a morar juntos. E em janeiro, assinamos um papel para oficializar uma coisa que já existia! Afinal, nada mudou depois disso. Se um casal casa e mora junto num grande pacote, é prático, eles têm uma só data. Mas, se eles têm duas, qual prevalece? Se um casal mora junto, considero esse casal perfeitamente casado.

Bom, deixando de falar tecnicamente, e sem querer ser baranga, mas sendo, só digo uma coisa: meu coração quer comemorar em setembro, e em setembro me sentirei completando um ano de casada.

Deixando de falar com meu coração, agora: ai, são só datas, né? Jesus.

(De qualquer forma, parece que em setembro darei uma lembrancinha para o Marcos, e em janeiro de 2010 ele me encherá de beijos e parabéns!)


Escrito por Liliane Prata às 17h38 [ ] [ envie esta mensagem ]



Um post metalinguístico!

 

Estava relendo mentalmente uns arquivos antigos e me toquei que raramente falo do blog. Pode ser que eu esteja enganada, claro, já que, como eu disse, só reli as postagens antigas mentalmente. Mas sei lá. De qualquer forma, fiquei com vontade de fazer algumas considerações!

Algumas considerações

* Adoro postar aqui! E adoro ler os comentários. E leio todos. Uhu!

* Os leitores mais antigos sabem por que adotei o sistema de ter que APROVAR os comentários. Mas é raro que eu tenha que desaprovar algum. Eu diria que isso ocorre menos do que uma vez por mês, segundo dados de minha estatística mental!

* Algumas pessoas me mandam e-mails perguntando se sou esta pessoa engraçada do blog. Bem, acho que sou, apesar de ser outras coisas também. Este aqui é meu lado leve, cotidiano e bem-humorado – eu me considero uma pessoa bem-humorada, quase sempre! Meu lado semi-nerd fica no algo do mundo, aí do lado. E meu lado mais amplo, digamos, que mistura esse lado dos dois blogs e mais outros, fica no meu twitter. Bom, agora, chega de falar de lados, que estou me sentindo um cubo!

* Ah, digo isso porque, outro dia, recebi um email de uma pessoa dizendo que gosta mais de mim no blog do que no twitter. E que ia me dar unfollow. Pois é. Enfim. É duro separar a pessoa do blog, como tuitou a @luizavoll!(em sua única tuitada, aliás! Aff)

* Aguardem um novo layout, que está a caminho. Marcio, se você estiver lendo, obrigada por este layout! Estou trocando só para dar uma mudada, mesmo! O Marcio trabalha na Abril e, um dia, quando eu ainda estava lá, me parou no elevador e perguntou se eu não queria o trabalho voluntário de um designer para substituir o layout do meu blog. Aceitei e adorei!

* O layout antes deste, como vocês sabem, foi meu ex-marido que fez! Meu atual e sexy marido é administrador a não vai fazer o novo layout, mas me ajuda a ADMINISTRAR minha vida (e meu dinheiro, mas está é a parte chata).

* É isso! Aguardem o post “A verdade sobre aprender violino”, que está prontinho na minha cabeça!

P.S.: escrevi "metalinguístico" sem trema, no título, por causa da reforma ortográfica! Deixando claro que este blog semi-aderiu à reforma.


Escrito por Liliane Prata às 13h31 [ ] [ envie esta mensagem ]



Queixos, amigos e natureza

Uma amiga minha disse que vai “colocar um queixo novo” na sexta-feira. Foi a primeira vez que ouvi essa expressão, colocar um queixo, e confesso que estranhei um pouco. Estávamos almoçando ontem e ela emendou que, aos 40 anos, espera não ter mais quase nada de natural no corpo. Estranhei mais ainda. Essa minha amiga é super tranqüila, sabe? Ela não me parece o tipo de pessoa que passa a vida numa mesa de cirurgia. Talvez se ela fosse a médica, mas não a pessoa deitada na mesa! Enfim. Daí eu disse:

Eu: gente, como assim, espera não ter quase mais nada de natural? O queixo é só o começo, é isso? Desculpe o trocadilho, mas estou de queixo caído. Hahaha!
Ela (séria): na verdade, faz anos que comecei um projeto de intervenções artificiais no meu corpo.
Eu: !!!
Ela: pra que ficar natural, me diga? Hoje em dia, é tão fácil mudar!

Daí, calmamente, pedi que ela listasse o que já mudou, porque eu nunca tinha reparado. É aí que entra o problema. Porque, ouvindo a lista dela, percebi que estávamos usando a palavra “natural” de um jeito muito diferente.

Item 1 da lista dela: queixo. Na sexta-feira. Ok.
Item 2: peito. Ela já mudou, e eu nem sabia. Ok também: definitivamente, é uma cirurgia.
Item 3: sobrancelha.

Eu: sobrancelha???
Ela: é, eu pinço a minha.
Eu: ah, mas pinçar, todo mundo pinça. Dã.
Ela: mas é natural? Não. Ou sua pinça é feita de flores? Mesmo que fosse: ela ALTERA a natureza da sua sobrancelha.

E ela continuou: cera para depilação (“Os pêlos, sim, são naturais”, ela disse). Escova progressiva no cabelo. Xampus e condicionadores e máscaras de tratamento mil. Clareamento nos dentes e, segundo a linha de raciocínio dela, até a própria pasta de dente, não? E por aí foi.

Aprendi esta semana, mais uma vez, que é importante definir bem o que você entende por determinadas palavras antes de usá-las.

E que meu corpo é menos natural do que eu pensava, claro.  

P.S.: muito obrigada aos que responderam a enquete! Concluí que, se não fosse o cotovelo amadeirado, os dentes amarelados, o nariz e o reflexo na testa, o desenho agradaria mais. Tô pensando em mudar o layout e queria saber se fica outro desenho ou foto mesmo!


Escrito por Liliane Prata às 11h15 [ ] [ envie esta mensagem ]




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