É parente do Mario Prata: não
Idade: 28 anos
O que faz da vida: colunista da revista Capricho, jornalista free lancer e neurótica, estudante de filosofia e apreciadora de palavras, amigos e glicose. Autora dos livros O Diário de Débora,O Diário de Débora 2 , Na Festa e Uma bebida e um amor sem gelo, por favor.
Não gosta de: pessoas andando em diagonal na minha frente.
E-Mail: liliprata@yahoo.com.br (PS:não mandem correntes)
twitter.com/lilianeprata
 


É isso!

Muito obrigada pelos comentários no post anterior, gente! Vou dar umas explicações, então.

Não estou abandonando o blog. Quer dizer, estou abandonando. A verdade é que tenho postado cada vez menos, como vcs podem perceber. Acho que os posts foram ficando meio repetitivos, eu fui me sentindo cada vez mais presa ao estilo do blog e fiquei meio cansada. Além disso, foram muitos anos falando sobre mim e não sei como vcs não enjoaram (quer dizer, mta gente deve ter enjoado, mas enfim). Falei da minha mudança de cidade, dos meus casamentos, da velha e da nova faculdade, da minha família, ufa, de tanta coisa! Cansei. Sem vontade desse jeito, se eu continuasse a me forçar a escrever, este blog ia ficar cada vez mais decadente, acreditem.

Mas daqui a pouco volto, com um novo blog. Provavelmente este ano, ainda. Meu texto será o de sempre, mas o foco não será mais a minha vida. Espero que vcs entendam :-)

No mais, estou no twitter: @lilianeprata. Lá, eu aviso do novo blog. Para quem não está no twitter: daqui a um tempo, dêem uma googada no meu nome e me acharão! Ou não. :-)

Um grande abraço!


Escrito por Liliane Prata às 16h10 [ ] [ envie esta mensagem ]



Hum...

Desculpem o sumiço! 

Volto com um novo blog, novos assuntos e tal :-)


Escrito por Liliane Prata às 13h51 [ ] [ envie esta mensagem ]



Que carro?

Hoje, acordei bem cedo para fazer fazer alguns exames que meu homeopata pediu. Beleza. Fiz os exames e tal. Fui pegar o carro com o manobrista e:

Manobrista: só um minutinho, que já estão trazendo seu carro.
Eu: Tá bom.

(Passa um minutinho)

Manobrista: pronto, tá aí seu carro.
Eu: cadê?
Manobrista (apontando): aqui, bem na nossa frente.
Eu: esse não é meu carro!
Manobrista: como, não? Dá o seu papelzinho de novo. Tá vendo, é esse mesmo!
Eu: não é não, e... Ah, desculpa, é esse mesmo.

Entro no carro deixando pra trás dois manobristas incrédulos.

Esse tipo de coisa sempre acontece quando saio com o carro do Marcos e/ou acordo muito cedo.


Escrito por Liliane Prata às 10h22 [ ] [ envie esta mensagem ]



Esse negócio de orgânicos

Até uns três meses atrás, eu era uma pessoa que amava açúcar refinado. Amava tanto que, num momento de desespero, em que não havia um único chocolate em casa, comi açúcar refinado puro, de colher. Bom, eu amava chocolate e doces em geral, carne vermelha e café, e comia salada, tomava suco e tal, mas também vivia comendo pizza, hambúrguer e tomando refrigerante.  Beleza.

Bem, uns três meses atrás, eu fiquei gripada e, quando sarei, parei de gostar de carne vermelha, frango e café, e também passei a comer menos chocolate (não me pergunte por quê). Passei a comer mais ovo e a tomar litros de chá preto, e comecei a incluir na minha alimentação um ou outro item orgânico: ovos, legumes. Continuava com meu açúcar refinado e tal, e comia essas coisas orgânicas eventualmente. Bom.

Eis que, semana passada, fui a um homeopata que, depois de me mandar fazer alguns exames, disse que seria ótimo se eu comesse menos açúcar refinado e também se aderisse de vez aos orgânicos. E é aí que entra...

... esse negócio de orgânicos

Eles são muito mais caros
Tudo bem, deixar meu dia mais orgânico, tudo bem.  Mas isso custa uma fortuna! Tomate sem agrotóxico é muito mais caro do que com, cookies orgânicos sem gosto e sem graça são muito mais caros que deliciosos cookies de chocolate e... bem,  o ovo orgânico tem a gema mais amarela e mais bonita do que a do ovo comum, mas isso nem tem a ver.

Eles me rotulam como pessoa fresca
Três pessoas já torceram o nariz para meu novo hábito de comer orgânicos, e uma delas é meu marido. Parece que fico instantaneamente chata e louca ao abrir meu saquinho de palitinhos orgânicos integrais com sementes. Vou colocar meus biscoitos orgânicos no pacote de Passatempo!

Essa palavra, orgânico, é esquisita
Mas “natureba” também é horrível.

Eles são meio excludentes
Por que não posso ser uma pessoa que come orgânicos e que também come, digamos, um x-salada e um milk-shake no Fifties? Quer dizer, acho que posso. Mas por que me zoam e me chamam de hipócrita nas poucas vezes que como junk food agora? Quer dizer, só me zoaram duas vezes, e faz só uma semana que aderi de vez aos orgânicos, mas mesmo assim.

Ah, pois é: apesar de meu paladar andar rejeitando carne vermelha, ele continua adepto de hambúrgueres, ainda mais do Fifties. Vai entender.


Escrito por Liliane Prata às 14h32 [ ] [ envie esta mensagem ]



Post (atrasado!) de dia dos pais

Prólogo

Bem, como todos sabem (ou não), domingo passado foi dia dos pais. Logo de manhã, lembrei de ligar para o meu, antes que eu me esquecesse e me sentisse culpada. Acabei me esquecendo, mas me lembrei de novo na hora do almoço e, aí, me agarrei ao telefone. Bom. Eu estava toda apressada, porque ia sair para almoçar com o Marcos e tal. Mas, quando meu pai atendeu... comecei a fazer O discurso e a chorar. Revivi momentos, teci elogios às habilidades paternais dele e tal. Quando desliguei, comecei a pensar sobre coisas peculiares que meu pai já fez, ao longo de sua atividade como pai. E, aí, me lembrei dessa.

Meia-noite ou seis da manhã: uma medida peculiar do meu pai

Não sou nada baladeira, mas, no primeiro ano da faculdade, tive uma fase assim. Tinha acabado de terminar um namoro, tinha novos amigos e comecei a sair muito. Meu pai era muito tranquilo com isso e tal. MAS um dia, assistindo ao jornal, ele se chocou ao descobrir que o índice de criminalidade em BH, onde a gente morava, era muito maior entre meia-noite e seis da manhã do que em qualquer horário. Sim, é até meio óbvio – mas não para o coração de um atento pai de família, como eu viria a descobrir. Porque, depois dessa notícia, ele decretou:

- Quando você sair de casa, ou volta até meia noite, ou volta depois das seis da manhã.

No primeiro dia pós decreto, voltei às três, pisando levemente sobre o chão, mas meu pai me ouviu e me deu a bronca do século. Daí, não me arrisquei mais. Como meia-noite era muito cedo pra voltar e, às seis, a maioria das atividades festivas já tinha acabado, passei a perambular pela cidade com meus amigos lá pelas três ou quatro da manhã, e vendo o sol nascer na praça da liberdade às 5h30, tomando sorvete.

Tão seguro.

Ainda bem que, um tempo depois, ele desencanou.

Feliz dia dos pais, papai!


Escrito por Liliane Prata às 14h14 [ ] [ envie esta mensagem ]



Asteriscos aleatórios!

(Quase todos com mais de 140 caracteres! Adoro essa liberdade!)

* Esta semana, duas pessoas vieram me perguntar se eu estava grávida. Uma, porque tudo está me dando náusea. A outra, porque eu ando morrendo de sono.  Bem, a verdade é que náusea e sono sempre me acompanharam ao longo da vida. Não sei por quê. O que eu sei é que, se algum dia eu ficar grávida e tiver o triplo que já tenho dessas coisas, eu desapareço!

* Falando em náusea: da última vez que fui ao médico, ele me perguntou se eu estava sentindo náusea. Eu disse que não sabia. De verdade: você consegue responder com 100% de certeza que não está nauseado? Tipo, se você responder errado, sei lá, seu cachorro vai morrer? Não dá para ter certeza dessas coisas. Náusea é tão vago.

* Ou eu sou insegura para falar se estou com náusea ou não, né.

* Lendo “Elogio da madrasta”, do Mario Vargas Llosa. Eu não sabia que era uma novela erótica. Descobri em casa, quando comecei a achar a história um tanto quanto peculiar. Isso que dá não ler a orelha do livro.

* Aliás, por eu não gostar de ler críticas ou sinopses de filmes antes de vê-los, acabei assistindo ao péssimo “A Garota de Mônaco” e tendo que agüentar o mau humor da minha amiga, que queria muito ter visto um filme legal, tadinha. Mas o único mérito do filme, para nós, foi ter nos deixado com vontade de conhecer Mônaco.

*Um filme que vi outro dia no cinema e adorei foi "Há tanto tempo que te amo". No DVD, vi "Escorpião de Jade" e ri tanto, mas TANTO! Adoro Woody Allen.

*Alguém me disse que pipoca doce, dessas que vendem naquele saco rosa, é uma coisa fantástica quando coberta com chocolate. Fiquei com vontade. Onde acho isso?

*Evoluindo no violino.  Agora, estou no terceiro dedo, e aprendi os ângulos para tocar duas ou três cordas ao mesmo tempo. Violino é tão versátil! Não duvido nada que a minha professora venha com um recurso de, sei lá, batucar no violino!

* Na verdade, acho que já vi isso numa orquestra. Batucarem num violino. Enfim.


Escrito por Liliane Prata às 19h18 [ ] [ envie esta mensagem ]



A verdade sobre aprender violino!

Como vocês sabem, faz uns cinco meses que comecei a fazer aula de violino. Bom. Fazia uns dez anos que eu tinha vontade de aprender violino e agora vejo que, nesse período, idealizei bastante o processo de aprendizagem. Eu nunca tinha tocado instrumento nenhum e não me passou pela cabeça que 1) nem sempre seria divertido ficar treinando por uma eternidade a mesma coisa, 2) nem sempre é fácil e rápido saber qual nota está onde, 3) nem sempre seria tranqüilo se contentar em ouvir sons aleatórios em vez da música que você ainda não tem capacidade para aprender a tocar... Enfim, caiu a ficha. Pois descobri...

... a verdade sobre aprender violino

Ou melhor, as verdades. Se você está aprendendo outro instrumento, adapte as verdades que são mais próprias do violino e seja bem-vindo à minha vida!

* Não é mentira quando as pessoas falam que é difícil aprender violino. É muito difícil.

* É gratificante, sim, mas também requer uma boa dose de auto-estima. Porque quando o seu cérebro sabe o que você tem que fazer, mas seus dedos não acompanham, você corre o risco de se sentir profundamente idiota.

*Você começa a entrar num mundo à parte. Seus amigos nem sempre vão entender esse mundo.

* Seus parentes nem sempre acham um grande passo você ter aprendido um movimento com o terceiro dedo.

* As pessoas à sua volta podem estranhar você treinando movimentos à mesa.

* Sempre tem alguém que acha uma grande frescura você aprender violino.

* Sempre tem um vizinho reclamando quando você pratica.

* Não há trastes como no violão, obviamente não há teclas como o piano, e você pode ficar muito perdido na hora de situar seus dedos nas notas. E, claro, a posição do seu dedo depende do tamanho dele, dependem se ele é gordinho ou não... Bem objetivo.

* Você entende por que tem tanto violinista tocando com uma cara de quem está sofrendo muito.

* Você tem que manter suas unhas muito, muito, MUITO curtinhas.

* Você volta dez casas se fica uns dias sem praticar.

* Não existem músicas de treino como as do piano, pelo menos segundo a minha professora. Então, você pratica meses e meses ouvindo notas aleatórias que não formam nenhuma música.

Apesar disso, estou adorando aprender a tocar violino!


Escrito por Liliane Prata às 16h57 [ ] [ envie esta mensagem ]



Eu, minha mãe e o Skype

Passei mais ou menos seis meses tentando convencer meus pais a instalarem o skype. Meu pai ainda resiste, mas, há um mês, minha mãe instalou no computador da casa dela. Beleza.  Eu não sabia que estava prestes a inaugurar uma novela na minha vida, ou, pelo menos, no meu blog. Vamos chamar a novela de...

... Eu, minha mãe e o Skype

A chamada:  Os convites imperativos

A qualquer hora do dia, minha mãe me manda uma mensagem no celular assim:

Mensagem: Entra no skype!!!

Claro, não pensem que ela se contenta com um “agora estou ocupada”. Não, não. Primeiro, minha mãe nunca tinha ouvido falar em skype. Agora, ela quer que ele substitua toda e qualquer forma de comunicação entre nós – e rápido.

O vilão: O argumento irrefutável

Hoje, falamos por 1 hora e 27 minutos. Mesmo assim, eu sou tachada de insensível quando digo, delicadamente, que vou desligar.

Eu: então, mãe, já vou indo...
Mãe: o quêêê?
Eu: mãe, a gente tá há séculos... já chequei e rechequei todos os meus emails... já li as notícias...
Mãe (suspirando e lançando mão do argumento-chave): Mas é de graça, filha!

Aprendizado: de graça = podemos conversar por 12 horas, para que dormir?

A trama: A conversa em si

Claro, tem uma hora que o assunto acaba. Ainda mais considerando que eu e minha mãe já tínhamos nos falado ontem, anteontem... Mas pra que assunto? Quando ela acaba, ela lança mão das perguntas. E não se contenta com as respostas, claro.

Mãe: e aquele seu trabalho da faculdade? Decidiu o tema?
Eu: acho que sim... passei o dia estudando...
Mãe: qual é o tema?
Eu: ah, mãe, se eu te falar, vai ficar descontextualizado, você não leu os textos, não vai enten...
Mãe: ih, fala logo! Qual é o tema? Qual é o tema?
Eu: bem, vou falar da questão da presença e da ausência na chamada metafísica da presença, criticada por Derrida, e do logocentrismo, que...
Mãe: Ih, tá se achando! Ouviu, Rodrigo? Metida!
Meu irmão Rodrigo (ao fundo): Metida! Metida!

Isso quando ela não me pede para tocar violino pelo Skype. Enfim.  Essa foi para quem estava sentindo falta de posts sobre a minha família. Aliás, no começo de agosto, meu irmão vem se hospedar aqui em casa. Espero que renda muitos posts! Ou não, né.

P.S.: tenho que admitir que sempre rio muito quando minha mãe e eu nos despedimos... acho que tá mais pra sitcom do que pra novela, né?
P.P.S: Mãe, amo você! Muito!
P.P.P.S: ok, ficou novela de novo. Pensando bem, ficaria novela mesmo se eu revelasse que ela não é minha mãe de verdade, né? Mas parece que é, mesmo. Não que eu já tenha perguntado, mas enfim.


Escrito por Liliane Prata às 00h18 [ ] [ envie esta mensagem ]



Um aniversário, duas datas

Eu comemorarei um ano de casamento em setembro. Marcos só comemorará em janeiro do ano que vem.

(O estranho é que o Marcos é o meu marido, para quem não sabe).

Sim, nós seguimos o mesmo calendário, ocidental e tudo. Mas é que em setembro do ano passado, começamos a morar juntos. E em janeiro, assinamos um papel para oficializar uma coisa que já existia! Afinal, nada mudou depois disso. Se um casal casa e mora junto num grande pacote, é prático, eles têm uma só data. Mas, se eles têm duas, qual prevalece? Se um casal mora junto, considero esse casal perfeitamente casado.

Bom, deixando de falar tecnicamente, e sem querer ser baranga, mas sendo, só digo uma coisa: meu coração quer comemorar em setembro, e em setembro me sentirei completando um ano de casada.

Deixando de falar com meu coração, agora: ai, são só datas, né? Jesus.

(De qualquer forma, parece que em setembro darei uma lembrancinha para o Marcos, e em janeiro de 2010 ele me encherá de beijos e parabéns!)


Escrito por Liliane Prata às 17h38 [ ] [ envie esta mensagem ]



Um post metalinguístico!

 

Estava relendo mentalmente uns arquivos antigos e me toquei que raramente falo do blog. Pode ser que eu esteja enganada, claro, já que, como eu disse, só reli as postagens antigas mentalmente. Mas sei lá. De qualquer forma, fiquei com vontade de fazer algumas considerações!

Algumas considerações

* Adoro postar aqui! E adoro ler os comentários. E leio todos. Uhu!

* Os leitores mais antigos sabem por que adotei o sistema de ter que APROVAR os comentários. Mas é raro que eu tenha que desaprovar algum. Eu diria que isso ocorre menos do que uma vez por mês, segundo dados de minha estatística mental!

* Algumas pessoas me mandam e-mails perguntando se sou esta pessoa engraçada do blog. Bem, acho que sou, apesar de ser outras coisas também. Este aqui é meu lado leve, cotidiano e bem-humorado – eu me considero uma pessoa bem-humorada, quase sempre! Meu lado semi-nerd fica no algo do mundo, aí do lado. E meu lado mais amplo, digamos, que mistura esse lado dos dois blogs e mais outros, fica no meu twitter. Bom, agora, chega de falar de lados, que estou me sentindo um cubo!

* Ah, digo isso porque, outro dia, recebi um email de uma pessoa dizendo que gosta mais de mim no blog do que no twitter. E que ia me dar unfollow. Pois é. Enfim. É duro separar a pessoa do blog, como tuitou a @luizavoll!(em sua única tuitada, aliás! Aff)

* Aguardem um novo layout, que está a caminho. Marcio, se você estiver lendo, obrigada por este layout! Estou trocando só para dar uma mudada, mesmo! O Marcio trabalha na Abril e, um dia, quando eu ainda estava lá, me parou no elevador e perguntou se eu não queria o trabalho voluntário de um designer para substituir o layout do meu blog. Aceitei e adorei!

* O layout antes deste, como vocês sabem, foi meu ex-marido que fez! Meu atual e sexy marido é administrador a não vai fazer o novo layout, mas me ajuda a ADMINISTRAR minha vida (e meu dinheiro, mas está é a parte chata).

* É isso! Aguardem o post “A verdade sobre aprender violino”, que está prontinho na minha cabeça!

P.S.: escrevi "metalinguístico" sem trema, no título, por causa da reforma ortográfica! Deixando claro que este blog semi-aderiu à reforma.


Escrito por Liliane Prata às 13h31 [ ] [ envie esta mensagem ]



Queixos, amigos e natureza

Uma amiga minha disse que vai “colocar um queixo novo” na sexta-feira. Foi a primeira vez que ouvi essa expressão, colocar um queixo, e confesso que estranhei um pouco. Estávamos almoçando ontem e ela emendou que, aos 40 anos, espera não ter mais quase nada de natural no corpo. Estranhei mais ainda. Essa minha amiga é super tranqüila, sabe? Ela não me parece o tipo de pessoa que passa a vida numa mesa de cirurgia. Talvez se ela fosse a médica, mas não a pessoa deitada na mesa! Enfim. Daí eu disse:

Eu: gente, como assim, espera não ter quase mais nada de natural? O queixo é só o começo, é isso? Desculpe o trocadilho, mas estou de queixo caído. Hahaha!
Ela (séria): na verdade, faz anos que comecei um projeto de intervenções artificiais no meu corpo.
Eu: !!!
Ela: pra que ficar natural, me diga? Hoje em dia, é tão fácil mudar!

Daí, calmamente, pedi que ela listasse o que já mudou, porque eu nunca tinha reparado. É aí que entra o problema. Porque, ouvindo a lista dela, percebi que estávamos usando a palavra “natural” de um jeito muito diferente.

Item 1 da lista dela: queixo. Na sexta-feira. Ok.
Item 2: peito. Ela já mudou, e eu nem sabia. Ok também: definitivamente, é uma cirurgia.
Item 3: sobrancelha.

Eu: sobrancelha???
Ela: é, eu pinço a minha.
Eu: ah, mas pinçar, todo mundo pinça. Dã.
Ela: mas é natural? Não. Ou sua pinça é feita de flores? Mesmo que fosse: ela ALTERA a natureza da sua sobrancelha.

E ela continuou: cera para depilação (“Os pêlos, sim, são naturais”, ela disse). Escova progressiva no cabelo. Xampus e condicionadores e máscaras de tratamento mil. Clareamento nos dentes e, segundo a linha de raciocínio dela, até a própria pasta de dente, não? E por aí foi.

Aprendi esta semana, mais uma vez, que é importante definir bem o que você entende por determinadas palavras antes de usá-las.

E que meu corpo é menos natural do que eu pensava, claro.  

P.S.: muito obrigada aos que responderam a enquete! Concluí que, se não fosse o cotovelo amadeirado, os dentes amarelados, o nariz e o reflexo na testa, o desenho agradaria mais. Tô pensando em mudar o layout e queria saber se fica outro desenho ou foto mesmo!


Escrito por Liliane Prata às 11h15 [ ] [ envie esta mensagem ]



Enquete e asteriscos aleatórios!

Ok, saindo de alfa, como diz minha mãe, e voltando a postar! Mas, antes de mais nada, eu gostaria de fazer uma pseudo-enquete aqui. Ok, não é uma pseudo-enquete, é uma enquete mesmo: vocês gostam desse desenho meu aí de cima? Não gostam? Odeiam? Obrigada por responderem... Enquete pronta, vamos aos...

... asterismos aleatórios


* Michael Jackson morreu, uma pena, pois é, mas como este não é um blog factual, vamos que vamos.

* Ah, só uma coisa: só eu não sabia que aquele passo que ele fazia andando pra trás se chama moonwalk? Continuando.

* Todo fim de semestre é a mesma história: por vários dias (os dias em que fico enlouquecida escrevendo os trabalhos finais), me pergunto: por que resolvi fazer filosofia? Por quê? E, então, os trabalhos finais acabam e eu, já descansada, me pego escolhendo, toda feliz, as matérias do próximo semestre. Sou tão previsível.

*  Novo vício alimentar: iogurte natural da Nestlé, levemente adoçado. Meu. Deus.

* Pela primeira vez na vida, em julho, estou planejando direitinho meu réveillon. Tudo para evitar a bagunça que rolou em Cuba este ano, lembram? Tipo eu e o Marcos percebermos na véspera da viagem, às onze da noite, que não temos dinheiro vivo e sair pedindo dólares aos amigos.

* Que mais? Vendo Friends desde o começo. Putz, eu tinha esquecido como era legal.

* Lendo Rua da Revolução, de Richard Yates.

* Marcos e eu abandonamos nosso cão imaginário. Estava dando muito trabalho.

 * Escrevendo mil coisas novas e com vários projetos em andamento. Em agosto, um deles vai para a gráfica. Conto aqui!


Escrito por Liliane Prata às 16h40 [ ] [ envie esta mensagem ]



Um cão imaginário e dois P.S.

Depois de meses decidindo se temos um cãozinho ou não, Marcos e eu resolvemos fazer um teste com um cão imaginário chamado Epicuro. Quer dizer, eu decidi fazer um teste com um cão imaginário chamado Epicuro. O Marcos ainda acha tudo muito estranho. Mas tudo bem! Chegando em casa e gritando “Epicuro! Epicuro!”, entrando no banheiro e dizendo “Epicuro, sai!!” e fazendo carinho no vento e dizendo “Isso, Epicuro, bonzinho...”, eu tenho CERTEZA que estou treinando para ser uma boa dona de cachorro.

Quem sabe, daqui a alguns anos, não fazemos um teste com um bebê imaginário.

P.S.: esqueci de avisar aqui que ontem apareci no Saia Justa! Tem reprise hoje às 14h e sábado às 23h. É no GNT. Quem assistir conta o que achou?
P.P.S.: indo à BH mais tarde. Aguardem casos peculiares sobre minha família!


Escrito por Liliane Prata às 10h12 [ ] [ envie esta mensagem ]



Personalidade real X virtual

Como vocês já devem ter reparado, existem pessoas que são mais ou menos a mesma coisa no dia-a-dia e no msn/sms/twitter/etc... e pessoas que se transformam completamente. Não sei se a internet ou o telefone revolucionam a personalidade dessas pessoas, não sei se elas não estão totalmente à vontade com a tecnologia ou se são só loucas mesmo. O que sei é isso: elas mudam. Muito. Tudo isso para falar sobre...

... a dupla personalidade do Marcos

Episódio um: por SMS

Marcos, pra quem não sabe, é meu marido. Continuando. No mundo real, ele é fofo, meigo etc. Mas, no mundo virtual, no caso, o mundo da mensagem de celular, ele se transforma em Marcos, o... o... bom, pode ser Marcos, o esquisito, na falta de um aposto melhor. Ou Marcos, eu não sou seu marido. Ou quem sabe Marcos, o coração gelado, em homenagem aos Ursinhos Carinhosos! Enfim, as mensagens a seguir falarão por mim.

Mensagem fofa minha: Lindo, estou aqui na Ofner com o Bruno! Vem pra cá direto do trabalho encontrar a gente! Beijos
Resposta dele: infelizmente, não será possível. Obrigado pelo convite bj

Mensagem fofa minha: Saudade! Vamos ver Friends e pedir pizza qdo vc chegar? Vamos?
Resposta dele: à noite podemos combinar algum programa. abs

Mensagem fofa minha: Amor, bati minha mão na porta de novo, que desastrada! Ódio!
(Sem resposta)

Aguardem o episódio 2: pelo MSN



Escrito por Liliane Prata às 19h22 [ ] [ envie esta mensagem ]



Sobre amigos que a gente não vê há muito tempo

Semana passada, depois de uns dois anos sem notícias da B., que toda hora mudava de país, finalmente nos encontramos pelo msn e:

B: oi, Lili!!!
Eu: B!! Quanto tempo!!!
B.: bom, só dá tempo de te falar um oi, tô de saída!
Eu: argh! Dá uma resumida aí nas novidades, pelo menos!
B: vejamos... descobri que sempre fui lésbica, casei, ela é incrível, tô mto feliz!!
B: depois te mando as fotos  dela, da nossa casa e tal!!
B.: beijão!!!

Amigos sumidos, sempre cheios de novidades!

P.S.: meu mais novo vício: banana nanica assada. Com canela e leite condensado, fica melhor ainda.
P.P.S.: entrei na aula de teatro!


Escrito por Liliane Prata às 13h47 [ ] [ envie esta mensagem ]




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