Aniversário de casamento (ou: um post em que me exponho bastante, mas tudo bem)
Uma amiga minha completou 10 anos de relacionamento, 6 de namoro e 4 de casamento.
E aí percebi que estou prestes a completar 12 anos de relacionamento. 12!!!
Com pessoas diferentes, claro.
Nestes 12 anos de convivência, aprendi muita coisa. Afinal, foram 7 namoros e 2 casamentos, um no papel e outro não.
Aproveito o aniversário para me declarar para meu atual namorado, o Marcos, que me faz muito feliz. Aliás, ele também tem alguns anos para comemorar. Comigo, quase um. Espero que seja o primeiro de muitos. Te amo, viu?
Parabéns para mim!
Escrito por Liliane Prata às 11h06
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O mistério da framboesa
Semana passada, num simples jantar com meu namorado, fiz uma descoberta que marcou profundamente minha vida. Trata-se da solução para uma antiga dúvida minha, de que os leitores mais antigos vão lembrar.
Bom.
Antes de escolhermos o prato principal, resolvi pedir um suco. Perguntei quais eram as opções disponíveis, em vez de pedir logo o suco de morango que eu queria (eu sempre tomo ou Coca ou suco de morango, mas adoro saber que sucos o restaurante tem). Para meu desgosto, NÃO tinha meu amado suco de morango, mas o garçom me propôs suco de framboesa, que era tão vermelho quanto o suco de morango que eu queria, e aceitei.
(Ignore o fato de um lugar não ter suco de morango, mas ter de framboesa, e continuemos).
Pedi e comentei com meu namorado que eu nunca acreditei que framboesas existissem. Que já tomei suco de framboesa, calda de framboesa, sorvete de framboesa e iogurtes e tal de frutas vermelhas com framboesa no meio, mas eu nunca, nunca tinha VISTO uma framboesa na minha frente, assim como já vi, digamos, morangos. Mesmo no supermercado: tem toda uma gama de alimentos feitos com framboesa, e até framboesa congelada ou em polpa para sucos, mas framboesa-framboeeeesa, não. Por isso, sempre considerei framboesa uma coisa meio fake, tipo um Chester do mundo das frutas.
Bom. Mas eis que meu namorado resolveu chamar o garçom e pimba: pediu que ele trouxesse algumas framboesas da cozinha.
Estava lançado o desafio.
Aguardei alguns minutos ansiosamente.
De repente, chega o garçom com um potinho na mão: era a framboesa.
Olhei para a framboesa, ela olhou para mim, e o meu namorado e o garçom olharam para mim, esperando minha reação.
Eu: Ah.
Descobri, nesse dia, que algumas soluções de dúvidas não têm o desfecho que merecem. Não sei se eu estava preparada para ver uma framboesa, sinceramente. Essa dúvida me acompanhava há tantos anos. Éramos amigas, eu e a dúvida. E, agora, eu virei uma pessoa que acredita em framboesas.
Aprendi que mais vale uma framboesa na minha cabeça do que duas com o garçom.
Ainda bem que eu continuo não acreditando naquela fruta da propaganda da Amarula, a “Marula”.
Escrito por Liliane Prata às 21h33
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Dia de redação
Quando eu estava na escola, adorava o dia de redação. A professora escrevia um tema no quadro, eu olhava para a janela, me concentrava até ter uma idéia e escrevia.
Às vezes, o tema era algo do tipo “Amizade”. Outras vezes, era do tipo “A desigualdade no Brasil”. Tinha também o tema livre. Eu adorava alguns temas e detestava outros, mas agora, pensando, vejo que, por pior que fosse o tema, sempre dava para fazer uma redação pelo menos mediana com ele.
Bom.
Ontem, com 27 anos e na minha segunda graduação, Filosofia, tive um dia de redação.
Enquanto o professor explicava algumas coisas, eu viajei, pensando há quanto tempo não escrevia uma redação na sala de aula. A janela. O relógio. A expectativa.
Aí, ele escreveu no quadro o título que a redação deveria ter.
“A concepção logística do número natural”.
Suspirei, fiquei lá consultando meus livros e escrevi, mas já vou avisando: nenhuma redação com esse título pode sair muito boa.
Escrito por Liliane Prata às 10h45
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Sobre metades (ou: sobre como as pessoas criticam o macarrão alheio em vez de olharem para seu próprio bombom)
Alguns minutos atrás, me bateu aquela fominha. Abri o armário da cozinha, para pegar biscoitos, maaas qual não foi a minha surpresa ao ver pacotes de Miojo. Fazia meses, talvez ANOS que eu não comia Miojo. Fervi a água e joguei, toda emocionada, meio Miojo lá dentro.
MEIO Miojo. Esse foi todo o problema.
A Débora, que mora comigo e presenciou a cena, ficou chocada por eu ter cortado ao meio um, digamos, retângulo de Miojo. Disse que Miojo não se parte e tal, e perguntou como eu ia fazer com o tempero. Claro, meio pacotinho de tempero, né? Enfim. Eu até entenderia o estranhamento dela, já que a idéia do fabricante deve ser mesmo que a pessoa faça o pacote inteiro, mas o ponto é: a Débora é a única pessoa que eu conheço que come meio Sonho de Valsa.
MEIO Sonho de Valsa.
Aí ela embrulha a metade restante e, quando dá vontade, come.
Ela me disse, claro, que não é nada estranho comer meio Sonho de Valsa. E eu disse que colocaria a polêmica aqui. Apostamos Sonhos de Valsa e Miojos. Votem na metade mais estranha das duas, por favor!
Escrito por Liliane Prata às 20h30
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De volta!
Sexta de manhã.
O interfone toca. Levanto morrendo de sono.
Eu: Oi.
Porteiro: O motorista Sidney, da Rede Globo, está aguardando aqui embaixo.
Eu: Hã? Porteiro: Ele está aguardando o Bruno descer.
Eu: Hein?
Tento pensar no que está acontecendo, quando meu celular toca. Peço um minuto ao porteiro.
Bruno: Lili, aqui é o Bruno! Estou chegando aí na sua casa!
É mesmo. O Bruno, meu amigo de BH, tinha falado que ia se hospedar aqui em casa na sexta. E eu tinha me esquecido, claro. Mas o Sidney me lembrou.
De volta ao blog. Com posts diários. Ou não. Quem viver verá. Aguardem!
P.S.: o Bruno é o Bruno Motta, humorista. Olha o link dele aí no canto direito do blog. Hoje vai ter chat dele no UOL, às 19h!
P.P.S.: ele está me devendo três chocolates pela propaganda. Mas, se ele lavar a louça que sujar, já me dou por satisfeita.
Escrito por Liliane Prata às 14h07
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Como conclusões distorcidas facilitam nossa vida
Fui ao supermercado na terça-feira. Vi um pote de 400 gramas de doce de leite, um dos meus doces preferidos, e coloquei no carrinho. Pensei: “Hm, eu devia comprar mais desses potes. Duram umas duas semanas na geladeira”.
Hoje é sexta e acabei de dar uma última colherada no doce.
Um detalhe: percebi que eu tinha guardado o doce meio destampado.
Conclusão: doces de leite são voláteis e evaporam quando destampados.
P.S.: não me venham com essa desculpinha de que quem trabalha em casa come mais porcaria. Não cola!
Escrito por Liliane Prata às 20h15
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Sobre como não percebo quando interrompo as pessoas
Dia desses, fui tomar um café com uma amiga minha, que vamos chamar de J.
Em um certo momento, J. olhou para mim e disse que tinha um caso sério para contar, e que só contaria se eu não a interrompesse nenhuma vez.
Eu: mas eu nunca interrompo você!
J.: Lili, você não me deixa completar uma frase...
Eu: você ta viajando.
J.: vai me deixar contar sem me interromper?
Eu: claro! Como sempre.
J.: quero só ver.
Eu estava muito segura e confiante. Só ouvidos. E aí ela começou:
J.: eu cheguei lá no escritório...
Eu: isso ontem?
J.: ontem. A K. estava lá...
Eu: a K. não tinha saído de lá?
J.: ainda não, só semana que vem...
Eu: gente, pensei que ela tivesse saído semana passada!
J.: bom, eu cheguei e o M. me deu uma bronca na frente da K... Mas o que mais me chateou foi que...
Eu: qual é o M. mesmo, aquele ruivo?
J.: sério. Desisto.
AÍ é que eu fui entender o que J. chama de “interromper”. Na minha visão, o que eu sou é uma ouvinte interessada! Que faz perguntas! Que quer detalhes da história! Que quer ENXERGAR o que a outra pessoa está dizendo!
Er... ou não?
Escrito por Liliane Prata às 18h20
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Sobre trabalhar em casa
Como eu escrevi aqui no post de 16/05, não estou mais trabalhando na Abril. Quer dizer, continuo sendo colunista da revista Capricho, mas não sou mais editora-assistente. Bom. Na prática, fica assim: por três anos, eu passava a maior parte do meu dia naquele prédio de três mil funcionários e, agora, passo o a maior parte do meu dia...
... em casa
Há duas semanas, desde que saí da Abril, tudo mudou. Toda a correria de conciliar trabalho de dia, faculdade de Filosofia à noite, namoro, amigos, projetos paralelos... pfff... agora, é uma tranqüilidade só.
Acordo com o barulho dos pássaros (tá, com o barulho do despertador, mas, se eu fizer força, ouço um ou outro pássaro). Preparo meu café (antes, tomava café na empresa, rapidinho). Leio jornal demoradamente, ouvindo música. Faço uma caminhada em uma praça perto de casa. Tomo um banho. Estudo por algumas horas. Preparo meu almoço calmamente. Escrevo um ou outro texto à tarde. Leio mais. Tomo um chá. Ouço música. Falo com meus pais pelo telefone. Vou à aula. Vou direto para casa ou encontro antes meu namorado ou algum amigo. Leio um gibi e durmo como um anjo, para despertar no outro dia, novamente, com os pássaros.
Estou me sentindo leve. Sossegada. Feliz.
Mas sei como é. Já passei por essa vida de trabalhar em casa antes.
E não dou três meses para ficar de saco cheio de tanta tranqüilidade.
Escrito por Liliane Prata às 22h39
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Companhias no elevador
Prólogo
Como os leitores mais antigos sabem, há dois anos, eu fui convidada a me retirar do flat onde morava e tive cinco dias para encontrar outro lugar para viver (eu queria escrever um parêntese engraçadinho, explicando por que me expulsaram de lá, mas tudo o que aconteceu é que o proprietário resolveu vender o apartamento para o sobrinho dele). Bom. A Débora, que trabalhava comigo na época, morava sozinha e o namorado dela estava de mudança para o Canadá. Então, perguntei se ela não ia se sentir sozinha e se não estava ansiosa por uma roommate. Eu faria sucos, conversaria com ela e até faria cafuné, se preciso. Bom. Em cinco dias, me mudei. Como ela não tinha uma chave extra da porta da sala, me deu a da porta da área de serviço, dizendo que era para eu fazer a cópia da chave da sala quando tivesse tempo. Um ano depois, eu finalmente fui fazer a cópia. Como não funcionou, e eu não voltei ao chaveiro, vamos agora ao tema do post, que é...
... uma análise das minhas companhias em dois anos de elevador de serviço
Plantas
Vira e mexe, quando eu entro no elevador, tem alguma planta lá. Duas ou três vezes, já aconteceu de eu dar de cara com praticamente uma árvore.
A dúvida: para onde essas plantas vão? Nunca tem ninguém para pegá-las lá embaixo. Já reparei.
O incômodo: quase zero. Acho até legal dividir o elevador com plantas.
Animais
Sempre divido o elevador com cachorros e gatos, mas com coelhos, uma tartaruga e uma iguana, foram só algumas vezes.
A dúvida: nenhuma. Mas fico doida para o elevador chegar lá embaixo logo. Até hoje, nenhuma iguana pulou em mim.
O incômodo: médio.
Caixas
Várias vezes, desço com caixas ao meu lado. De várias cores e tamanhos.
A dúvida: posso pegar uma?
O incômodo: zero. Poucas coisas são tão neutras como caixas.
Lixo
Aconteceu só uma vez. Só depois que entrei no elevador e apertei o botão da garagem, vi que tinha mil sacos de lixo – cheios – ao meu lado. Um cheiro horrível. Horrível. E eu, que sou levemente hipocondríaca, já fui imaginando minha morte por intoxicação causada pelo gás metano, caso o elevador ficasse parado.
A dúvida: por que é que, além de verificar se o tal do mesmo se encontra no andar, eu não verifico o que tem dentro dele?
O incômodo: alto e nojento.
Vou sair de casa agora.
Desejem-me sorte!
Escrito por Liliane Prata às 20h05
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Sobre acordar cedo
Dia desses precisei acordar cedo, cedo mesmo (considero cedo MESMO qualquer horário antes das 7. Entre 7 e 8 é cedo, e 9 e pouco é o ideal, exceto fins de semana. Sem mais tabelas de horários, voltemos ao post). À noite, percebi que toda vez que eu acordo cedo ou cedo mesmo eu passo pelos mesmos três estágios de sempre, que são...
... os estágios de quando acordo cedo
Estágio 1
A clássica negação. O celular toca e eu, confusa, só consigo pensar “Não, não”. Viro para cá, viro para lá, chego à conclusão de que, mesmo usando todas as minhas forças,vai ser impossível levantar, durmo mais um pouco, nego a realidade mais uma vez e... me levanto, tropeçando (além de detestar acordar cedo, sou bem míope).
Estágio 2
A hora da hiperatividade. Já no meio da tarde, fico perplexa ao perceber como meu dia está rendendo. Já fiz milhões de coisas e ainda tem uma porção de horas pela frente, prontas para serem preenchidas. E, para minha surpresa, nem estou com sono!
Estágio 3
Como o dia rende quando se acorda cedo! Já na cama, me lembro de como foi bom meu dia e tomo a decisão de acordar cedo também no dia seguinte e em todos os dias da minha vida.
MAS é só o despertador tocar, na manhã seguinte, para que eu volte prontamente ao estágio 1.
E, se não tiver um motivo muito, mas muito bom mesmo para que eu supere o estágio 1 e acorde cedo (“aproveitar a vida” não é suficiente. Muito vago. Tem que ser algo do tipo “Preciso estar no Detran às 8 em ponto”)... viro para o lado, cancelo os estágios 2 e 3 e acordo às 9 e pouco.
Bem felizinha.
Escrito por Liliane Prata às 12h28
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Telefone de lata e Abril
Prólogo não relacionado ao resto do texto
Hoje tive um surto consumista sem precedentes na minha vida: de manhã, antes de vir para a Abril, vi uma linda loja de brinquedos educativos. Parei o carro, olhei a vitrine e me encantei com um telefone de lata. Com um barbante e uns desenhinhos fofos, sabe. Comprei e pedi para embrulhar para presente, bem animada.
Agora a dúvida do dia é: para quem eu dou a droga do telefone de lata?
Meu meio-irmão e o sobrinho do meu namorado, as únicas crianças com quem troco algumas palavras (e que vejo uma vez a cada três meses, mais ou menos), estão meio grandes para brincar com telefone de lata. Aliás, alguém brinca com telefone de lata?
Ai, ai.
Bom, toda essa enrolação antes de ir para o mais importante do post, que é sobre...
... saindo da Abril
Depois de 3 anos trabalhando como editora-assistente na revista Capricho, primeiro em entretenimento e depois em comportamento, pedi demissão para fazer não sei bem o quê. Me dedicar mais à faculdade de Filosofia. Talvez passar um tempo em casa, escrevendo para outras revistas. Enfim. Meu último dia é hoje.
(Sim, também acho que o mais sensato seria primeiro pensar exatamente no que fazer e depois sair).
MAS continuo como colunista da revista.
Outra novidade: vou voltar a morar sozinha em breve. Como vocês sabem, há dois anos, moro com duas amigas. Então, aguardem a volta da seção A dona de casa relapsa!
Escrito por Liliane Prata às 12h10
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Sobre o queijo quente
Eu não sei bem o que me levou a pensar isso, mas o fato é que, por muitos anos, achei que determinados alimentos não fizessem mal. Mesmo se consumidos estragados. Mesmo se a data de validade tivesse sido 5 de setembro de 5 anos anteriores. É como se eles fossem blindados contra o tempo. Não sei explicar. O caso é que essa minha lista de comida blindada envolvia os seguintes itens:
Pão Biscoito Queijo Manteiga/margarina Chocolate Achocolatado em pó Leite Etc
Alguns desses itens, velhos ou novos, continuam mais ou menos a mesma coisa. Exemplo: pão (se tiver alguma parte azul ou verde, é só se livrar dela. Mas lembrando: essa parte também é inofensiva, já que os alimentos da minha lista são 100% blindados). Outros itens têm seu sabor bastante alterado. Exemplo: leite. MAS a experiência sempre me mostrou que, colocando bastante Ovomaltine, um pouco de açúcar e mexendo bem, aquele leitinho que venceu meses atrás fica praticamente igual ao que acabou de ser tirado da vaca.
Bom. Eu pensava isso tudo até ontem, quando...
Era uma manhã comum. Acordei, lavei o rosto e fui à cozinha ver o que tinha de bom. Tinha pão: oba! Abri a geladeira e tinha queijo. Perfeito! Porém, ao partir o queijo, um cheiro fortíssimo invadiu a cozinha. Cheiro de ovo misturado com chulé, não sei. Aquele queijo devia estar na geladeira há semanas. MAS, como o queijo faz parte da minha lista de alimentos comestíveis para todo o sempre, pensei: vai ser só colocar o queijo no pão, o pão na sanduicheira e pimba: depois de quentinho, vai ficar ótimo.
Beleza. Queijo quente, derretido e praticamente inodoro. O sabor ótimo, quase igual ao de um queijo fresquinho. Comi o sanduíche, tomei um chá e fui trabalhar.
Duas horas depois, eu estava vendo tudo verde. VERDE. Fiquei zonza, trêmula e quase desmaiei. Aí minha barriga começou a fazer barulhos muito estranhos. Tomei água para ver se ela se acalmava, mas ainda fiquei me sentindo assim por um tempo.
Nada, nada prova que essa histeria verde estava relacionada com o queijo, mas não sei não. Fiquei meio traumatizada com minha lista. Talvez seja a hora de admitir que essas datas de validade que os fabricantes inventam têm alguma lógica.
OU talvez seja a hora de simplesmente reconhecer que o item queijo não está à altura da minha lista.
Escrito por Liliane Prata às 23h28
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Um quarto meio bagunçado
Prólogo
Algumas pessoas estão perguntando, nos comentários, o que me deu para postar tanto. Na verdade, como eu já disse aqui, minha freqüência é bem aleatória. Ás vezes, estou trabalhando muito e sumo. Às vezes, sinto muita vontade de postar e relaxar porque... estou trabalhando muito. Enfim, sem mais delongas, vamos ao post de hoje, que é sobre...
... um quarto meio bagunçado
Ontem à noite, o Marcos, meu namorado, passou lá em casa para dar um oi. Ele, que tinha ido direto do trabalho, pediu para que eu guardasse seu paletó. Eu estava poeticamente fazendo um chá para a gente e disse para ele abrir meu guarda-roupa, pegar um cabide e colocar lá. Aí, assim que ele abriu o armário, eu soltei a fatídica frase, lá da cozinha:
Eu: Não repare, está meio bagunçado.
Após lutar por um lugar no armário para o seu paletó, ele volta e:
Ele: Só uma dúvida: por que você disse “meio bagunçado?”
Eu: Por quê? Não tá bagunçado?
Ele: Está INTEIRAMENTE bagunçado. Tem que ter uma parte arrumada para você falar “meio”.
Ignoro o comentário e termino o chá, bem concentrada. Vendo que feriu meu coração, ele resolve fazer um elogio e:
Ele: Pelo menos, sua escrivaninha está bem arrumada! Nunca vi tão organizada assim. Uma beleza!
Me controlo para não jogar o chá na cara dele.
É que, na segunda-feira, a faxineira me fez uma surpresa e organizou cada papel e cada livro da minha escrivaninha. Argh!
Escrito por Liliane Prata às 16h55
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Sobre meiguice
Paulo, revisor da Capricho, depois de assistir a um de meus videoblogs:
Paulo: Adorei seu vídeo!
Eu: Que bom!
Paulo: Você parece ser uma menina tão meiguinha, no vídeo!
Silêncio.
Eu: O que você quer dizer com “parece”? Eu SOU meiguinha.
Paulo: É, nem sempre, né? É...
Eu: Todo mundo fala isso pra mim desde criança! Eu SOU hiper meiga! Até parece que não sou!
Ele me olha, continua dizendo “É...” e sai.
Tudo bem, posso não ser meiga em 100% do tempo, mas quem é alguma coisa 100% do tempo, né? Enfim. Aí fica um protesto para as pessoas com humor muito constante!
Escrito por Liliane Prata às 18h29
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Frase do dia
Dando continuidade à pergunta “Amor de mãe: qual é o limite?”, vamos à frase do dia, que minha mãe já disse algumas vezes para mim e faz questão de repetir periodicamente:
“Não criei você para o mundo. Criei para mim.”
Foi também ela quem disse que vim ao mundo para entreter meu irmão, Rodrigo, que tinha quatro anos quando nasci e precisava de um amiguinho.
Enfim. Feliz dia das mães, mãe!
Escrito por Liliane Prata às 12h48
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